"O meu grande sonho é ser pobre um dia porque ser todos os dias é ... tramado!"
Há dias, a propósito da sugestão de Vital Moreira quanto à criação de um imposto europeu, ouvi a Miguel Portas isto, quase certo de que transcrevo bem: "... é fazer cair sobre os cidadãos o orçamento comunitário."
Estava no programa do Mário Crespo e eram 21.48 quando afirmou que Oliveira e Costa nada responderia na sua audição na AR, considerando-a desnecessária. Oliveira e Costa estava então a responder e continuou a responder, longamente, até às 00.19 horas. Mas António José Seguro tinha já a sua certeza quanto ao desfecho.
[…] “É certo que o Público tem o direito, e até o dever, de assumir uma atitude de contrapoder, mas neste caso parece estar reunida a massa crítica para se considerar que o jornal passou de uma posição de isenção para um pendor claramente anti-governamental. Verifique-se, por exemplo, que Cavaco Silva apresenta um saldo de 16 notas a favor contra sete negativas e que a principal figura da oposição, Manuela Ferreira Leite, apesar de um balanço negativo (nove a favor e 12 contra), é objecto de uma apreciação muito mais equilibrada, como se, aos olhos dos directores deste jornal (a cargo de quem costuma estar a secção [Sobe e desce]), a líder dos sociais-democráticos fosse, mesmo assim, preferível a Sócrates à frente do governo.
“Jantar é o ponto alto do centenário do COP (Comité Olímpico Português) ”, titula o Público de 16-05-09. E “não é um jantar qualquer”, afirma o presidente do COP Vicente Moura. Mais: “É um evento que não se pode comparar só a um jantar, do bacalhau com as batatas e o vinho e que também não podemos confundir com o apoio a atletas e aos clubes”, acrescenta o vereador do Turismo Carlos Oliveira (PS).
“Haver um preservativo à disposição dos jovens é o mesmo que ter uma máquina de distribuição de água, quando ter uma relação sexual não é o mesmo que beber um copo de água.”
O PGR Pinto Monteiro não é da carreira do MP. Os camaradas do MP devem ter gostado muito da sua nomeação, como é de admitir em seitas corporativas onde, como é normal, quem não é da casa deve ficar fora.
Já vai na enésima vez que pergunta a quem passa pelo seu programa das 9 "Acha que Lopes da Mota tem condições para se manter no cargo?".
O Sol passa a sair às sextas para poder ser distribuído em Angola no sábado. Quais os prós e os contras, segundo Saraiva?
Era - ainda será - prática consentida pelas regras da gestão de carreiras em muitos sectores da função pública a garantia de se chegar ao topo da carreira, bastando para isso que o tempo passasse. Uma progressão automática, à medida que se voltassem as folhas de um calendário.
Obras de pequena dimensão, apesar de o engenheiro até gostar de poder ter um TGV no seu jardim, segundo afirmou.
E fica explicado um buraco, ora fechado, ora aberto, mas sempre um buraco. Com gente bem ocupada, aliás, mesmo especializada em buracos. Caneta no pé.
“É absolutamente verdade que muitos produtos financeiros são tão complexos que só os grandes especialistas os compreendem. Mesmo os reguladores estão com frequência muito atrás da inovação no sector financeiro e não percebem o que se passa. O problema é que, sem inovação e sem sofisticação crescente dos produtos, o sector não pode responder às necessidades de uma economia cada vez mais complexa e incerta. O regresso a produtos simples e compreensíveis implicaria um retrocesso gigantesco na capacidade de gestão do risco”.
“Mário Crespo andou um tempão a servir a agenda do governo no seu programa Jornal das 9. A cadeira dos convidados parecia a cadeira do poder, de tanto que nela se sentaram os ministros Silva Pereira e Santos Silva. No auge desta opção editorial, o jornalista afirmou em entrevista ao Semanário Económico (15-01-09) que nas próximas eleições “provavelmente” votará (ou votaria) Sócrates; e noutra entrevista, ao CM (12-01-09), disse que “provavelmente” irá (ou iria) em breve para Washington por grandes temporadas (por coincidência foi anunciado esta semana pelo Diário da República que o próximo conselheiro de imprensa em Washington será Carneiro Jacinto, ligado ao PS). Entretanto a linha editorial de Crespo mudou e de que maneira (…) Mudar-se de opinião não é crime, nem para um lado, nem para o outro, mas 180 graus é muita mudança".
Factos são factos. Não se tratou apenas de apupos. Se assim fosse, nada haveria a lamentar. Seria normal.
Eu já tinha topado a marosca quando o via nos corsos de carnaval da Região Autónoma, bem disfarçado. E bem bebido, que é outra forma de disfarce de quem, habitualmente, corta no álcool.
Segundo o Público de 02-05-09, a ASAE “só” inspeccionou 30 parques infantis e “apenas” sugeriu o enceramento de um.
"Vítor Mesquita, Luís Magalhães e Luís Rosa, dirigentes do Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos (Sitava), estão a ser alvos de inquéritos internos instaurados pelo PCP, partido de que são militantes, por não terem apoiado a lista B nas eleições do Sitava que decorreram a 19 de Março. (...) 
- Diga-me, Dra Presidente, deixou de ir ao supermercado onde era vista com tanta frequência?
Quando me tornei leitor habitual de um jornal diário – o saudoso DL – havia, falando dos editados em Lisboa, outros: DN, Diário Popular, República, O Século. E a escolha fazia-se um pouco em função das tendências políticas dos jornais e dos seus leitores, numa altura em que tal era exibido de modo muito constrangido.
“O agente ainda vai ouvir falar de mim”
Nas entradas ou saídas do metro, mãos anónimas, mas bondosas, estendem para nós os gratuitos do dia, umas iscas de papel. Recusá-los pode ser ofensivo. Além disso, lá se perderiam as notícias e, quem sabe, uma oportunidade de vida, uma solução para todos os males.
Acabada a campanha para o seu sindicato - eu sei que eles gostam de lhe chamar associação sindical - o sindicalista António Martins já se meteu nas que vêm aí. Prerrogativa de quem é juíz, que independência, isenção e discrição já há muito não são apanágio da classe.
Afixado no Museu de Marraquexe, Abril de 2009

A ministra fixou no Estatuto da Carreira Docente o princípio da confidencialidade da avaliação dos professores.
De cordeiro nada tem. Chegou aos gené...Ricos à conta das altas margens dos fármacos de marca. Hoje está no negócio dos gené...Ricos, graças a isso, e também à protecção escandalosa de que goza a actividade, enormemente protegida de uma sã concorrência.
Este já cansa, nesta e outras matéria, com a pretensa defesa do médico ao serviço do doente, com a declaração de que os médicos actuam sem qualquer interesse económico. As broncas são mais que muitas para que se devesse conter, calar. Todos sabemos o que são aqueles congressos turísticos em locais paradisíacos, para que se convidam médicos. Acontece que, para a escolha do fármaco, os médicos não podem arrogar-se de conhecimento na matéria, conhecimento sobretudo assente em parâmetros de natureza laboratorial. E disso, em geral, nada entendem. Não admitir isso, é o mesmo que aceitar que ele, oftalmologista, tenha por credenciado, para tal especialidade, um ortopedista.
A ministra anda mal, quando se limita a acusar a ANF quanto aos interesses que tem na produção de gené...Ricos ou a apelar ao cumprimento da lei. Nisto não pode querer aparecer como mero árbitro na matéria, sobretudo numa altura em que a credibilidade dos árbitros anda pelas ruas da amargura.