sexta-feira, 26 de junho de 2009

Coco Chanel

Com ela a roupa feminina, de muito mais prática, tornou mais fácil o acto de vestir. Já agora: também o de despir.
E está aí o relato de parte da sua vida. A fase Coco, especialmente caracterizada pela criação dos seus inovadores chapéus. Também a do grande e, parece, único amor da sua vida: Arthur Boyle que, no entanto, casou com outra e morreu cedo de acidente de automóvel. Mas foi quem financiou a sua entrada no campo da moda.
Isto e mais em “Coco avant Chanel” ou“Coco antes de Chanel”, com Audrey Tautou, a mesma de “O Fabuloso Destino de Amélie”. E parece que foi esta Amélie que me puxou para ver Coco Chanel.

sábado, 13 de junho de 2009

Antes ser coveiro que ir para a cova

O Presidente da CM de Beja ficou estupefacto por ter havido 12 candidatos a um lugar de coveiro no cemitério da cidade, posto que tem por pouco aliciante, tanto em termos remuneratórios como profissionais.
Parece-me que não lhe fica bem desconsiderar, nos termos em que o fez, uma profissão que já vem do tempo em que a vida eterna foi chão que deu uvas. De qualquer modo, se está preocupado com o facto de ser pouco aliciante, bem pode puxar os cordões à bolsa e passar a pagar melhor. E, como termo de carreira, talvez atribuir ao coveiro, xis anos passados, a promoção automática a presidente da CM, passando este a desempenhar o lugar de coveiro.

Presidente, meta as sondagens na ordem!

Portas, o Paulo, vai fazer queixa ao PR das sondagens, informa o Público de 12-05-09. Porque são uma viciação da vontade eleitoral. E, quanto aos danos provocados ao CDS – quais foram? – pergunta quem vai compensar o seu partido.
Eu gostava mesmo de ser mosca para estar lá, moscamente ou anonimamente, pouco importa. Para ver a cara de Portas, o Paulo, caso o PR lhe lembrasse as patifarias do Independente no consulado cavaquista.
Boas eram outras sondagens, que até davam direito a Jaguares, lá num centro da Moderna.
Já agora: a indignação de Porta, o Paulo, foi manifestada na segunda visita à Feira Nacional da Agricultura. Onde a CAP acaba de fazer apelo a voto contra o PS. Mas isto, juro, não merecerá qualquer objecção a Portas, o Paulo. Isto não é influenciar a vontade do eleitorado, por parte de quem não vai a jogo nas eleições. Feiras são feiras. E disso sabe o Paulinho das ditas.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Pancho Guedes

Era o sol, as sardinhas, o Beira-Mar branco num frappé. Sobre a praia, a Grande. E a curiosidade da T, quanto a livro que na mesa em frente era folheado. Livro que tinha mesmo a ver com a obra de Pancho Guedes, aliás, Amâncio d’Alpoim Miranda Guedes. E lá se ficou a saber da sua ligação a Eugaria, ali ao pé. Onde, confirmou-se, tem esta casa, a dois passos da Casa da Loja, local de afectos. E ainda uma outra. Mas esta é que vai bem com um arquitecto bizarro, contra-corrente, um modernista antes dos modernistas, como alguém escreveu.
Agora há que conhecê-lo melhor aqui.

Hoje é a noite, amanhã é o dia...

E cada qual que escolha o seu...

Antes a morte que tal sorte...


quinta-feira, 11 de junho de 2009

A Pátria e os titulares dos seus mais fundamentais valores

“No dia da Pátria, Cavaco Silva, na sua qualidade de Chefe de Estado e de comandante supremo das Forças Armadas, dirigiu-se aos militares, e bem, já que é a eles que deve ser exigido incorporarem no mais elevado grau os valores que nos caracterizam como portugueses e que estão na base de podermos salvaguardar a nossa independência quando ela perigar”, escreve o General Loureiro dos Santos no Público de 11-05-09.
Mais uma corporação com valores no mais elevado grau e que, no caso, são a garantia da salvaguarda da independência quando ela perigar. Mais uns ungidos do Senhor, perceba-se lá por que razão. Seria uma sociedade militarizada, ou de militares, a ideal?
No mesma cidade onde decorreram as cerimónias do 10 de Junho – agora com cunho militar, pois, recorda o Público, o PR reintroduziu as paradas a cujas tropas passa revista em pé, num jipe – não poderia ser esquecido Salgueiro Maia. Daria muito nas vistas. Por isso foi lembrado com uma homenagem, mas “envergonhada, tímida e sem chama”, segundo afirmou o seu biógrafo.
Mas nada que admire se recordamos a recusa da concessão de uma pensão, por "serviços excepcionais e relevantes prestados ao país", àquele militar de Abril. Por um governo de Cavaco Silva que, há ainda que recordar, atribuiu pensões a ex-pides. Há valores e valores.

Bonés há muitos…

... e para mim tanto se me dá. Já tenho que cheguem.
O que me incomoda é ver o que se esconde por debaixo de um boné, de uma farda. Aqueles esgares, aquela fúria de muitos que somos obrigados a reconhecer como autoridades, respeitáveis autoridades. Que, aliás, exigem ser respeitadas, muito respeitadas.
Descobrir que numa autoridade o essencial é um boné e uma farda é que dá que pensar. Porque o resto era de arrepiar naquela manifestação.
E quando bonés há muitos e fardas também, é caso para temer o pior. Por ser admissível ver vulgarizado o que seja a autoridade, a partir dos seu próprios agentes. Como aqueles o fizeram, uns valentes com eles no sítio, naquelas circunstâncias, duvidando que noutras.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Acusação nas vésperas das europeias, desculpas depois...

Investigadores admitem erro
Ministério Público atribuiu ao mandato de Sampaio casos do executivo de Abecassis

08.06.2009 - 11h39 Lusa
A equipa que investigou a entrega de casas pela Câmara de Lisboa a famílias carenciadas atribuiu de forma errada ao mandato de Jorge Sampaio casos do executivo liderado por Kruz Abecassis, revela uma nota enviada à Lusa.De acordo com uma informação da Unidade de Investigação Especial, os casos imputados ao mandato de Jorge Sampaio dizem respeito a casas atribuídas a 16 de Janeiro de 1990, quando o ex-presidente da autarquia tomou posse apenas no dia 22. “O mandato do Dr. Jorge Sampaio é cronologicamente limitado de 1989 a 1995, sendo certo que este só tomou posse a 22.01.90”, pode ler-se na nota enviada à Lusa, assinado pela procuradora Glória Alves e que acrescenta que foi apresentado um pedido formal de desculpas a Jorge Sampaio. “Atendendo que se trata de um lapso material relativo a factos cujo procedimento criminal se encontra prescrito, que não foram investigados e que não foram alvo de imputação subjectiva de responsabilidade criminal, procedeu-se à sua eliminação”, acrescenta a nota. A referência aos indícios de abuso de poder na atribuição de casas municipais no tempo do mandato de Jorge Sampaio foi feita no despacho de arquivamento tornado público na passada quinta-feira. Na ocasião, Jorge Sampaio reagiu acusando o Ministério Público de deslealdade e disse muito o espantar que o MP se pronunciasse agora, “inutilmente, sobre factos de há mais de 13 anos”. (...).

Pois é. E quantos reterão, para memória futura, o pedido de desculpas quanto a uma notícia que fez manchetes nos jornais? Se os casos estavam prescritos, não bastaria dar conta disso? Para quê imputá-los nominalmente se deles não poderiam decorrer consequências?

E, no entanto, isto evitava-se com mera consulta ao calendário, olhando datas.

O timing, para a acusação e para as desculpas, deve ser mero pormenor.

Canto dos afectos...

Sobrinhos e sobrinhos-netos.

domingo, 7 de junho de 2009

Toma lá, Zé!

Um director à beira de um ataque de nervos
O Presidente do STJ na abertura do Colóquio de Direito Penal e Processo Penal

"Retomamos, neste fim de Primavera, a sequência periódica de coloquiar sobre temas relevantes da vida judiciária portuguesa.
Desta vez, a temática escolhida não poderia ser mais chamativa: de um lado a coerência na aplicação das penas como esteio incontornável da igualdade dos cidadãos e da segurança e o papel que, nisso, cabe à jurisprudência deste Supremo Tribunal; do outro lado, os modelos do processo penal entre o inquisitório e o acusatório e/ou, no mínimo, a chancela jurisdicional do juiz na comprovação de um arquivamento que, até aí, nenhum indício jurisdicional comporta.
Mas se a temática é por si aliciante, quem sobre ela se vai debruçar traz-nos não só o conhecimento teórico como também o saber de experiência feito que é garantia antecipada da qualidade do colóquio que o Supremo organizou.
Daí que nada reste senão agradecer, desde já, a todos os que se disponibilizaram de imediato para participar nesta iniciativa da nossa Casa; iniciativa cujo sucesso se deverá exclusivamente a eles porque a qualidade do evento será a consequência directa da qualidade de quem hoje vai intervir.
Em condições normais ficaria tão - só por aqui e por sequenciais palavras de agradecimento.
Mas o editorial do "Público" de 27 de Maio da autoria do seu director (por acaso no dia em que regressávamos de Berlim onde foramos à Academia Germânica para a formação contínua dos juízes alemães explicar o modelo português de estruturação da independência do Judiciário que eles, tal como os belgas, pretendem conhecer em virtude do seu vanguardismo), tal editorial, dizia, impõe-nos obviamente que digamos algo mais.
De há meses para cá, parte da comunicação social iniciou um pressing simultâneo sobre os tribunais no sentido de os descredibilizar, nomeadamente quanto à sua eficácia, ao arrepio, aliás, do que expressamente sugerem os relatórios recentes do Conselho da Europa; e tal pressing comunicacional (de que o editorial do "Público" é o exemplo mais próximo) é um efeito directo da mudança de atitude dos cidadãos portugueses na defesa dos seus direitos de personalidade violados frequentemente pela imprensa.
Na verdade, décadas a fio, assistimos a que gente conhecida ou gente anónima, espezinhada comunicacionalmente no fundo da sua identidade, demandasse criminalmente o infractor.
Enquanto na Bélgica (com a mesma população que nós), em 1975, já ninguém pedia contas criminalmente por violações da imprensa, em Portugal foi-se seguindo o caminho romântico, canhestro e espúrio da limpeza pessoal como se de um crime de sangue se tratasse com efeitos finais inócuos em termos de afectação patrimonial.
A nossa entrada na União Europeia mudou muita coisa e o tempo fez o resto; e com isso os portugueses aprenderam que os seus direitos de personalidade, quando violados, só se devem defender indemnizatoriamente com efeitos reparadores na esfera jurídica do violador que os sente patrimonialmente na pele.
Se a lenta mudança de atitude do cidadão português iniciou este processo, a mudança de patamares indemnizatórios praticados nos nossos tribunais completou o resto como avatar previsível de uniformização comunitária.
A comunicação social vive, hoje, um tempo conturbado de tempestades anunciadas, principalmente ao nível da imprensa escrita.
Com uma concorrência intensa que leva os seus agentes a um corporativismo para o exterior e a uma guerrilha surda no interior, o aparecimento dos gratuitos predadores, uma crise estrutural rastejante, a necessidade do espectáculo permanente para processar lucros, a diminuição de qualidade dos seus agentes como efeito directo do trabalho precário, o desaparecimento das velhas redacções depositarias de velhos princípios que estruturavam a ética que, agora, ninguém controla (veja-se a confissão de João Cândido da Silva, no "Público" de 14/8/04 sobre as gravações ilícitas das conversas com as fontes sem autorização, como se de um fait divers se tratasse), o surgimento da internet que dispensa aos consumidores a intermediação jornalística, com tudo isto junto os novos conceitos indemnizatórios dos tribunais são o cabo das tormentas para jornais nos limites do equilibrismo orçamental.
Nos Estados Unidos a ética jornalística (muito acima da nossa) foi-se formando a par dos conceitos jurídicos que os tribunais elaboraram na defesa do bom nome dos cidadãos e da contenção que tiveram que impor a si mesmo por efeito das indemnizações punitivas.
E, nisso, a advocacia teve um papel fundador insubstituível que, em Portugal, virá um dia a ter necessariamente; porque com a permissão legal da quota litis, a advocacia americana, por força da solidariedade no lucro que a indemnização punitiva permite, funcionou como o travão preventivo que levou a imprensa daquele país a perceber que as violações dolosas e repetidas têm um preço que não vale a pena cobrar.
Entre nós, foi a condenação do "Público" pelo S.T.J na acção indemnizatória que o Sporting Club de Portugal lhe moveu, que funcionou como o toque a rebate de todo o jornalismo português.
O que então se escreveu, numa campanha a uma só voz, manipulando factos que não estavam na decisão, omitindo outros que lá estavam, foi o começo deste tempo novo por parte de quem percebeu que os conceitos comunitários também vão chegando a Portugal; campanha essa tão sem jeito que o escritor e jornalista Manuel António Pina a denunciou, em 17/04/2007, no Jornal de Notícias num texto arrasador e irrespondível.
É neste contexto que deve ser lido o editorial do "Público" de 27 de Maio.
Saído de um jornal com perda de audiências constantes a ponto de o acantonar ou num pretenso elitismo inconsequente ou num provincianismo sem futuro, com um director à beira de um ataque de nervos e que não teve pejo em apoiar publicamente uma das mais descaradas violações do direito internacional deste século - com tudo isto conjugado, tal editorial assume o carácter inconfundível de um requiem encomendado por uma impunidade que se vai perdendo.
Se fossemos demagógicos sugeríamos um editorial geminado subordinado ao elogio da imprensa americana e à vergonha da nossa.
Mas porque ainda nos lembramos de uma espantosa intervenção de Sousa Franco, em meados da década de noventa, quando defendia que a independência dos tribunais e a independência do jornalismo têm a mesma matriz constitucional, teremos que manter sempre aquele equilíbrio normativo que faz a grandeza das instituições a quem a sociedade confere um poder de regulação constituinte.
Minhas Senhoras e meus Senhores,
É tempo de terminar; porque o colóquio que se segue é atraente que baste e o dia não é tão longo assim quanto se pensa."
Luís António Noronha Nascimento
Lisboa, 3 de Junho de 2009

Uma menina mal educada, mas deputada...

... que faz bem a prova de que a educação tem que levar reformas profundas e, quanto a esta menina mimada e birrenta, com urgentes efeitos retroactivos.
Como se pode ver e ouvir aqui: http://www.youtube.com/watch?v=ZgqJ79KYMHc

terça-feira, 2 de junho de 2009

Rigor e credibilidade? Pffff!

“O Jornal da Noite de Manuela Moura Guedes tornou-se o alvo preferido dos moralistas do jornalismo. O Jornal das sextas à noite vale o que vale – muito pouco do ponto de vista do rigor e da credibilidade. Mas mais incómodo do que as suas notícias que só vê quem quer são os raspanetes da ERC, cujas sentenças têm tanto valor como as legítimas opiniões de Arons de Carvalho”.
Público de 29-05-09, no sempre surpreendente Sobe e desce, a cargo da direcção, desta vez do adjunto Manuel Carvalho.

Um espanto!

Então, Manuel Carvalho, o Jornal da Noite tem muito pouco do ponto de vista do rigor e da credibilidade, mas apelida de moralistas os que o contestam ou criticam? Mas será que o jornalismo já nada tem a ver com rigor e credibilidade? E aquele argumento de que só vê quem quer significa o quê? Pirou, foi?
Eu sei que a direcção do Público não está muito à-vontade para pôr em causa o Jornal da Noite. Mas não seria melhor disfarçar? Se calhar era… mas como é que depois se dava mais uma bicada no Arons e na ERC? E bicadas, politicamente orientadas como tem feito saber o Provedor do Leitor do Público, é a especialidade do Sobe e desce. Neste caso particular, o que se escreve é também uma tentativa da absolvição do Público. Mas frustrada, que o pecador não se pode auto-absolver, por muito que se arrependa.

domingo, 31 de maio de 2009

Pensamento da noite...

"O meu grande sonho é ser pobre um dia porque ser todos os dias é ... tramado!"

Obrigado, cidadãs!

Há dias, a propósito da sugestão de Vital Moreira quanto à criação de um imposto europeu, ouvi a Miguel Portas isto, quase certo de que transcrevo bem: "... é fazer cair sobre os cidadãos o orçamento comunitário."
Matutei, matutei, e só posso concluir que o orçamento, sendo assim, está a ser alimentado pelas cidadãs.
Que seja, mas espero que não me acusem de estar por conta, para não utilizar o vernáculo mais adequado. É que eu julgava que algum me saía do bolso, mas não, segundo Portas.

A educação, um dente de profundas raízes e a curva de Gauss


No dia da manif dos 50 ou 70 mil – isto parece que está em quarto minguante, apesar da mobilização feita na blogosfera – a SIC-N convidou a sua especialista para a educação. Havia que ouvir quem sabe.
Mas, coitada, desta vez não esteve lá para fazer mais uma reportagem. Tinham acabado de lhe arrancar um dente, deu conta. Dou por certo que isto terá capítulo próprio na próxima reedição do seu best-seller Bilhete de Identidade.
Claro que ela é pela avaliação, nisto não está com os sindicatos, antes mais a favor da curva de Gauss e não sei quê. Ou pensam vocês que ela faz a coisa por menos? Curva de Gauss, registem.
Mudou logo de assunto, mas a curva de Gauss dá um toque de classe.
Mas está tudo errado. Porque isso da avaliação com fichas a preencher, nem pensar. Para a Madame Mónica a avaliação é subjectiva e assim terá que ser. Não é que discorde dela em absoluto, que isso da objectividade, nesta matéria, é coisa do domínio da metafísica. Mas fosse a ministra ou os secretários de estado a afirmá-lo, e teríamos o Nogueira a esgrimir mais que os conhecidos argumentos contra.
Mas, pergunta a entrevistadora – parece que ainda atordoada com a curva de Gauss – será que isto, esta crise, é uma fatalidade?
Que sim, afirma Madame Mónica que invoca para o efeito Afonso Henriques para concluir que a crise tem razões tão profundas como as do dente que lhe tinham arrancado. Por isso é absolutamente pessimista. Aqui nem a curva de Gauss lhe valerá.
Cereja em cima do bolo em que, como regra, se transformam as análises de Dona Mónica: para ela, há uma questão de fundo, de legitimidade. A ministra não foi eleita pelo Parlamento quando, segundo ela, os ministros deveriam ser recrutados entre os deputados eleitos. E fosse assim - deduzo eu - todas as políticas seguiriam sem qualquer contestação legítima. Ministro eleito é que é.
D Mónica não desenvolveu o tema. E foi pena. Aguardemos pela extracção do próximo dente, que não será nenhum do siso. Onde já vão eles!

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Vai fermoso mas não seguro...

Estava no programa do Mário Crespo e eram 21.48 quando afirmou que Oliveira e Costa nada responderia na sua audição na AR, considerando-a desnecessária. Oliveira e Costa estava então a responder e continuou a responder, longamente, até às 00.19 horas. Mas António José Seguro tinha já a sua certeza quanto ao desfecho.
E quanto à irrelavância da audição de Oliveira e Costa estava bem acompanhado pelo seu parceiro de debate, José Luís Arnaut. E como se percebe isso, quando anda por lá um conselheiro e um comendador. Mas que maltratados que ficaram!
Mas que a audição vai dar que falar, isso vai. E quem inquiriu está ali na SIC-N a considerar úteis as declarações.
Azar para quem fala antes do tempo e, sobretudo, se arma em bruxo. Apesar do estafado ar institucional do eterno candidato a candidato.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Vade retro!

Quando as coisas correm mal, temos sempre um messias, um salvador. Já foi assim antes, com um não vale e azedo. Esta até me saiu bem.
Larga o Glorioso, pá! Vai à vida.
PS. Já era altura de vir aqui a propósito do maior clube do mundo. Quem estranhava vai reagir, ou não?

domingo, 17 de maio de 2009

Contrapoder ou antipoder? pergunta o Provedor do Leitor do Público

[…] “É certo que o Público tem o direito, e até o dever, de assumir uma atitude de contrapoder, mas neste caso parece estar reunida a massa crítica para se considerar que o jornal passou de uma posição de isenção para um pendor claramente anti-governamental. Verifique-se, por exemplo, que Cavaco Silva apresenta um saldo de 16 notas a favor contra sete negativas e que a principal figura da oposição, Manuela Ferreira Leite, apesar de um balanço negativo (nove a favor e 12 contra), é objecto de uma apreciação muito mais equilibrada, como se, aos olhos dos directores deste jornal (a cargo de quem costuma estar a secção [Sobe e desce]), a líder dos sociais-democráticos fosse, mesmo assim, preferível a Sócrates à frente do governo.
Não viria mal ao mundo, não fora o facto de o Público nunca se ter assumido editorialmente como oposição ao governo, contrariando assim o princípio da ‘relação rigorosa e transparente’ com os leitores que é enunciado no seu estatuto editorial. Estes números mostram que entre os responsáveis da redacção se estabeleceu como politicamente correcto deitar abaixo o executivo, e que uma opinião diferente terá muito mais dificuldade em ver a luz do dia. O provedor não diria que existe uma intenção deliberada nesse sentido, mas que se pode ter instalado um espírito que desemboca nessa consequência. […]
Mas as tendências que se detectam nas notas atribuídas sugerem a possível existência de uma agenda oculta na redacção do Público e que, a bem do contrato do jornal com os leitores, seria bom que se clarificasse. Bastará que não se deixe escapar nenhum deslize e que, em contrapartida, se ignore os aspectos positivos na carreira de uma figura pública para lhe criar uma imagem desfavorável (e deturpada) – aquilo que se designa como ‘ter má imprensa’.Para trás, ficam os padrões da objectividade que muitos órgãos da informação fazem questão, mesmo assim, de continuar a apregoar”. […]
Joaquim Vieira, Provedor do Leitor – Público de 17-05-09
Basta isto de tão claro que é. E de pessoa insuspeita. O que não deve custar a JMF ter que publicar coisas assim...

Nova modalidade olímpica: dar ao dente em Oeiras

Jantar é o ponto alto do centenário do COP (Comité Olímpico Português) ”, titula o Público de 16-05-09. E “não é um jantar qualquer”, afirma o presidente do COP Vicente Moura. Mais: “É um evento que não se pode comparar só a um jantar, do bacalhau com as batatas e o vinho e que também não podemos confundir com o apoio a atletas e aos clubes”, acrescenta o vereador do Turismo Carlos Oliveira (PS).
Por isso a CM de Oeiras contribui com 130 mil euros, vai encomendar monumento ao COP até 500 mil euros, para além da cedência dos jardins do Palácio do Marquês e o necessário apoio logístico.
Pormenor: os convites deverão fazer referência ao presidente da CMO como co-anfitrião da gala que terá mais de 800 convidados.
Veremos quem sobe ao pódio.

Um copo de água em vez de?

“Haver um preservativo à disposição dos jovens é o mesmo que ter uma máquina de distribuição de água, quando ter uma relação sexual não é o mesmo que beber um copo de água.”
Maria de Belém Roseira
Tomo nota, não vá eu confundir uma coisa com a outra, que por vezes sou muito distraído. Não vá eu beber um copo de água em vez de. Ou vice-versa.
De qualquer modo, recorre-se à água em função de uma necessidade e não pelo simples facto de ela estar disponível. E, sendo assim, que diferença entre a máquina de distribuição da água e a de distribuição de preservativos? Por mim, só diferem em função do produto disponibilizado, havendo sempre a condição da necessidade para se recorrer a uma ou a outra. E não basta um preservativo para...
Esta surpreendeu-me muito, tratando-se de Maria de Belém Roseira. Ai se a Natália estivesse entre nós... sairia poema, agora para a Roseira.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

O Azereiro citado...

... por quem se aprecia, entre outros que são igualmente referências.
• Mariana Trigo Pereira, É uma questão de ler o gráfico:
• jmf, Metro: a campanha de publicidade perfeita:
A. Moura Pinto, Uma buracada contra a crise
• Carlos Santos, Defensores da Tortura, Bloggers & Inimigos de Mário Soares
• Eduardo Pitta, DEMOCRACIA DIRECTA
• Eugénia Vasconcellos, POR FAVOR, NÃO MEXA NOS MEUS TÍMPANOS...
• Francisco Clamote, "Pressionados" dizem, mas não "impressionados"
• Francisco Seixas da Costa, Visita de Estado
• Ivan Nunes, Na presidência um blogger
• João Abel de Freitas, Dois pesos e duas medidas
• João Galamba, A ditadura do senso comum
• João Pinto e Castro, Desglobalização?
• José Simões, A outra pressão
• maradona, “ah ah ah ah! ... [Ou o mercado das ideias a funcionar]
• Porfírio Silva, deve ser cooperação estratégica
• Rui Pena Pires, A Feira da Ladra, a assinatura da Cais e a desigualdade social
• Vieira do Mar, ergue a mão encontra hera e vê que ele mesmo era a princesa que dormia
In Blog Câmara Corporativa

Pero que las hay, las hay...

O PGR Pinto Monteiro não é da carreira do MP. Os camaradas do MP devem ter gostado muito da sua nomeação, como é de admitir em seitas corporativas onde, como é normal, quem não é da casa deve ficar fora.
O PGR, em tempos, insurgiu-se contra duques, condes e marqueses que encharcam o MP. A corporação, certamente, apreciou, como é natural e humano.
O actual presidente do sindicato do MP denuncia pressões sobre magistrados da sua corporação e pede audiência ao PR, saltando por cima do PRG. Tudo ainda muito normal.
O governo PS implementou medidas que desagradaram à corporação do MP, nomeadamente no que tem a ver com o estatuto do MP, como acaba de referir o inenarrável Cluny, anterior presidente do sindicato do MP, ele próprio figurante no inquérito a Lopes da Mota.
O segredo de justiça, constantemente violado, também teria que o ser no caso do inquérito a Lopes da Mota, quando nele intervieram apenas membros da corporação do MP. Por isso se conheceram os resultados, antes de apresentadas as conclusões ao Conselho Superior do MP. Temendo que o PGR as silenciasse ou minimizasse?
Naquele inquérito dão-se por pressionados magistrados do MP encarregados de investigação em processo com que se visa o PM. Aceitando tais magistrados a vergonhosa situação de vítimas… pressionáveis.
Claro que em bruxas não se deve acreditar. Mas antes lidar com bruxas que com certa gente.

Apenas ignorância?

Sobre o caso Lopes da Mota…

Sócrates considera precipitado o seu afastamento, remetendo para o PGR.
O PRG pede para não haver precipitações, não lhe retirando a confiança, quando o poderia fazer.
Vital afirma que, no lugar de Lopes da Mota, pediria a suspensão.
A SIC N conclui haver contradição entre Sócrates e Vital. E ouvi mesmo afirmar que Vital sugeria ou pedia a suspensão, como se isso se pudesse concluir da afirmação feita de que ele, Vital, no lugar de Mota, suspenderia as funções.
Este acima, range os dentes, acusando o PS – PM e Vital – de desnorte.
Apenas ignorância? Da parte da redacção da SIC N, admitamos que sim. Da parte de Rangel, a habitual precipitação para números de circo ou de opereta, aproveitando a confusão de uns e outros. Porque isto serve a contento, na falta de melhor.
Não tarda, pedir-lhe-ão para fechar a boca. E não apenas por razões estéticas. Nem sequer para não entrar mosca. Apenas para conter o chorrilho de asneiras.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

O mesmo resultado?

20 anos a praticar ioga
1 hora a beber bagaço


Esclareçam o homem, bolas!

Já vai na enésima vez que pergunta a quem passa pelo seu programa das 9 "Acha que Lopes da Mota tem condições para se manter no cargo?".
E continua com aquela cara de quem ainda não se sente esclarecido. O que não custa não ter ido para Washington.
Antes que seja eu o interrogado, adianto já que não. O PGR, a quem Lopes da Mota reporta, que o deixe cair, retirando-lhe a confiança. Porque esta avaliação é decisiva para a nomeação, logo também o é para a exoneração.

O que se pode aprender com o pequeno arquitecto

O Sol passa a sair às sextas para poder ser distribuído em Angola no sábado. Quais os prós e os contras, segundo Saraiva?
“Sexta é um dia em que somos o único semanário, não temos um concorrente directo”, mas confessa que sair ao sábado era importante para “competir ombro a ombro com o Expresso”, isto porque, apesar da diferença de vendas entre os títulos, “mantemos essa chama acesa. Era um ponto de honra”.
Lixou a honra, perdeu um ponto.
------------
E o Sol mudará de formato. Mais: será agravado. Porquê?
Este será “eventualmente mais pequeno, por razões técnicas apenas”, e agrafado porque, “o agrafamento vai ser o futuro de todos os jornais”.
Agora deixa de ser possível fazer a leitura a dois, ou a três, a menos que se saque previamente o agrafo. Mas ganha-se um agrafo, um sinal de futuro.

Não digam nada à D Manuela, Louçã, Jerónimo...

Imagem rapinada gentilmente ao blog Câmara Corporativa
... não vá dar-lhes alguma coisa má.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

A defesa do automatismo nas carreiras públicas, como exemplo de demagogia

Era - ainda será - prática consentida pelas regras da gestão de carreiras em muitos sectores da função pública a garantia de se chegar ao topo da carreira, bastando para isso que o tempo passasse. Uma progressão automática, à medida que se voltassem as folhas de um calendário.
Toda a gente sabe que assim não é nas actividades privadas, onde o mérito não se substitui por um qualquer calendário.
Perceber o que está certo, vai levar muito tempo. A demagogia nesta matéria está de pedra e cal.
Por isso, surpreende pouco ou nada a pergunta de Jerónimo de Sousa hoje no debate quinzenal com o PM na AR: se é aceitável exigir 45 anos de actividade aos enfermeiros para chegarem ao topo da carreira. O que não é aceitável, digo eu, é que todos possam chegar ao topo, com muitos ou poucos anos. Porque, para que as coisas funcionem bem, basta e é suficiente que apenas lá cheguem os melhores. E, quando há melhores – na enfermagem como em tudo –, é porque bastantes outros o não são.
E isto é tão normal, tão fácil de entender, que já chateia a mais despudorada demagogia sobre o tema. Ou apenas para o Comité Central e outros organismos uns são mais competentes e capazes que outros? E, mesmo que, por milagre, fossem todos, como proceder?

Uma buracada contra a crise

Obras de pequena dimensão, apesar de o engenheiro até gostar de poder ter um TGV no seu jardim, segundo afirmou.
Mais: preferível às grandes obras públicas – acrescentou - nada como aquilo de uma brigada a abrir buracos, outra a fechá-los, seguida de uma terceira a abri-los de novo, assim ocupando as pessoas. Pá na mão.
E fica explicado um buraco, ora fechado, ora aberto, mas sempre um buraco. Com gente bem ocupada, aliás, mesmo especializada em buracos. Caneta no pé.
Mas com uma diferença: este não é encargo a suportar pelos contribuintes, como teriam que o ser os outros sugeridos pelo engenheiro.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Falar verdade aos portugueses...

“É absolutamente verdade que muitos produtos financeiros são tão complexos que só os grandes especialistas os compreendem. Mesmo os reguladores estão com frequência muito atrás da inovação no sector financeiro e não percebem o que se passa. O problema é que, sem inovação e sem sofisticação crescente dos produtos, o sector não pode responder às necessidades de uma economia cada vez mais complexa e incerta. O regresso a produtos simples e compreensíveis implicaria um retrocesso gigantesco na capacidade de gestão do risco”.
António Borges *, Expresso de 11-10-2008
A ser assim, melhor é marcar no calendário a data da próxima crise. Até lá, poderemos contar com esta eminência para novos produtos - complexos, sofisticados e inovadores - sem os quais nada feito. Claro que ele sabe bem que os criadores de tais merdas se safam sempre. E mais: que não são capazes de desfazer a merda que fazem, nem por isso são responsabilizados.
* um dos eventuais canditatos a ministro das Finanças da D Manuela.

domingo, 3 de maio de 2009

Jornalismo de referência na SIC-N

“Mário Crespo andou um tempão a servir a agenda do governo no seu programa Jornal das 9. A cadeira dos convidados parecia a cadeira do poder, de tanto que nela se sentaram os ministros Silva Pereira e Santos Silva. No auge desta opção editorial, o jornalista afirmou em entrevista ao Semanário Económico (15-01-09) que nas próximas eleições “provavelmente” votará (ou votaria) Sócrates; e noutra entrevista, ao CM (12-01-09), disse que “provavelmente” irá (ou iria) em breve para Washington por grandes temporadas (por coincidência foi anunciado esta semana pelo Diário da República que o próximo conselheiro de imprensa em Washington será Carneiro Jacinto, ligado ao PS). Entretanto a linha editorial de Crespo mudou e de que maneira (…) Mudar-se de opinião não é crime, nem para um lado, nem para o outro, mas 180 graus é muita mudança".
A ser assim, perdida a sinecura em Washington, Crespo vinga-se, ou pensa de outra forma, sei lá.
Quem escreve aquilo é este tipo, no Público de 02-05-09. Bem ao seu estilo. Sabendo o que vende e ele também não tem melhor, nem tal se justificaria no jornal do José Manuel Fernandes. Ao estilo de Crespo e com a mesma postura contra tudo o que seja PS e o seu governo, são coisas assim que lhe saem do seu “Olho Vivo” no Público. Na fronteira da bufaria, da delação.
Falta agora saber – publicamente, claro – o que terá levado Cintra Torres à sua escrita de mera, embora rasca, militância política. Com este jeito para a denúncia, aposto que chegará a denunciar-se a ele mesmo, caso lhe ocorra abordar umas nomeações havidas na RDP e de que nada terá gostado, ao que se diz.
Perante um espelho, um vê o outro. E a culpa não é do espelho.

1º de Maio - as manifestações e a ascensão dos movimentos espontâneos

Factos são factos. Não se tratou apenas de apupos. Se assim fosse, nada haveria a lamentar. Seria normal.
Mas aquilo a que se chegou – insultos e violência gratuitos – não pode ficar por uma mera lamentação. Pior ainda é tentar explicá-los ou justificá-los seja de que maneira for. Porque isso significa legitimar a atitude de quem insulta, de quem agride. E pode sobrar para quem vá por aí.
Carvalho da Silva chegou ao pedido de desculpas depois de um caminho com muito ruído, com muitos estragos na imagem, surpreendendo que não tivesse sabido evitar tal calvário.
Porque a delegação do PS estava a convite da CGTP. Depois, se todos servem para somar, para se poder apresentar um número qual arma de arremesso contra o governo, bom será que não se discrimine uns dos outros. Porque são todos manifestantes, respondendo ao apelo da CGTP.
Já o pedido de desculpas exigido pelo PS ao PCP pode ser considerado excessivo. Primeiro, porque não é o PCP quem organiza o 1º de Maio. Depois, conforme foi afirmado, Jerónimo de Sousa, a exemplo de tudo o mais no passado, só comenta o que tenha visto. E não viu o que se passou. Por outro lado, o fenómeno das manifestações espontâneas está para lá da compreensão humana. Melhor será aceitá-las com inteira normalidade, qual factor distintivo da nossa civilização.
E já era tempo de sermos espontâneos, de não irmos em carneiradas. Assim é que é bonito, porque não nos ficamos pelo singular espontâneo que saltava a barreira da praça de toiros a caminho do perigo. Digo isto porque me parece que foi a primeira vez que ouvi o termo espontâneo, quando as transmissões do exterior, na RTP, se limitavam a toiradas. Onde por vezes aparecia um espontâneo. Agora são muitos. E, obviamente, de geração espontânea.

O bailinho das secretas que uns dançam, outros pagam.

Eu já tinha topado a marosca quando o via nos corsos de carnaval da Região Autónoma, bem disfarçado. E bem bebido, que é outra forma de disfarce de quem, habitualmente, corta no álcool.
Nem mais nem menos que o ensaio das viagens secretas onde o disfarce se impõe. Mas que diabo, Alberto João – desculpem, somos íntimos, quando mete secretas eu estou lá – meio milhão de euros em 2008 para viagens secretas lixa – ia a dizer outra coisa, claro - qualquer disfarce.
Foi por isso que o Tribunal de Contas – tens que lixar este TC, Alberto João (somos íntimos, como já informei acima) – deu com a língua nos dentes, ao dar com as viagens secretas.
Vai daí, todos agora sabem que a totalidade de 20 processos de aquisição auditados respeita a viagens classificadas como secretas. Porra! E agora que deixaram de ser secretas, por causa destes bufos do TC, o que poderá acontecer ao Presidente?
Melhor é passar ao plano B: fazer concursos para o fornecimento de viagens e estadas, deixar cair isso de secretas, e toca a viajar com as tais vestimentas dos corsos carnavalescos. Ninguém topará o Alberto João. Se toparem, também não haverá problema. Juro que tudo farão para se garantirem de que regressa ao ponto de partida. Para mais carnavais. E porque a Madeira é (de) um jardim. E porque o não quereriam para coisa alguma,


sábado, 2 de maio de 2009

Vamos já fixar objectivos, ASAE!

Segundo o Público de 02-05-09, a ASAE “só” inspeccionou 30 parques infantis e “apenas” sugeriu o enceramento de um.
Isto não pode ser, sobretudo isso do sugerir, em vez de impor.
Temos que fixar objectivos, ASAE, quanto a inspecções e encerramentos. Claro que, depois, o Público e outros, atirar-se-ão a tais objectivos. Mas dá sempre mais pica questionar a fixação dos objectivos. Nisto entrarão o Crespo, o JMF, os grupos parlamentares, a Dra Manuela… e nada como animar esta pasmaceira.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

-Tou xim... é p'ra mim! - diz ela.


E não confundir o V com o coelhinho da Playboy que ele pode ofender-se...

Mudam-se os tempos...

Texto rapinado do blog Câmara Corporativa

Sitava bem, para quê mudar?

"Vítor Mesquita, Luís Magalhães e Luís Rosa, dirigentes do Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos (Sitava), estão a ser alvos de inquéritos internos instaurados pelo PCP, partido de que são militantes, por não terem apoiado a lista B nas eleições do Sitava que decorreram a 19 de Março. (...)
A lista A, que venceu com cerca de 60 por cento dos votos expressos num universo de votantes de cerca de 30 por cento dos sindicalizados (que são 4669), surgiu na continuidade das anteriores direcções. Tanto que mantém à cabeça, candidato a secretário-geral reeleito, Vítor Mesquita. Já Luís Magalhães passou da direcção a presidente da Mesa da Assembleia e Luís Rosa permanece na comissão permanente. (...)"
Público, 28-04-09

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Azereiro citado por aqueles que se apreciam...

Viagens na Minha Terra
• João Pinto e Castro, Soluções à procura de problemas:
“Lisboa concelho já não é hoje um pólo suficientemente atraente para poder dar-se ao luxo de criar barreiras ao acesso. Precisamos de ligar e coser uma malha urbana corroída por factores potenciadores de desagregação, não de criar novos factores de divisão ou mesmo de exclusão. O centro da região de Lisboa precisa de reaprender a prestar serviços à periferia, não de hostilizá-la.As portagens à entrada de Lisboa são uma solução simples, rápida, económica e, sobretudo, moderna. A experiência passada sugere, pois, que tem todas as condições para ser posta em prática, por muito evidentes que sejam os seus defeitos. Não esqueçamos, além do mais, que tudo o que agrava as desigualdades sociais foi inventado aqui.É claro que há outra via, mais difícil e morosa – principalmente porque implica a constituição da região político-administrativa de Lisboa – mas, a meu ver, a única que nos levará a algum sítio onde vale a pena ir.”
• Pedro Adão e Silva, Recato:
“Hoje, num mesmo telejornal, vi sucessivamente declarações de João Palma (o novo presidente do sindicato dos magistrados do Ministério Público), Cândida Almeida e Maria José Morgado. Não sei se é uma manifestação do "poder feudal de condes, viscondes, marqueses e duques" que, pouco tempo após a sua tomada de posse, Pinto Monteiro reconheceu existir no Ministério Público. Mas, quando o que se esperava era recato e celeridade nas investigações, o que recebemos de figuras relevantes do Ministério Público é uma propensão para a presença no espaço mediático no mínimo desajustada. Não sei porquê, mas isto tem todo o ar de que não vai acabar nada bem.”
• António Pinho Vargas, “Deixem-me rir à vontade” [citado por Hugo Gaspar]
• Francisco Clamote, "Conversa da treta"
• José Albergaria, E a Espanha aqui tão perto
• Ricardo S, Triste sina a nossa
• Vasco Campilho, Mas não estou a insinuar nada
Blog Câmara Corporativa

As estatísticas consentidas para a PSP, porque deter... nem pensar!


Objectivos funcionais do guarda da PSP - Ano 2009
· Ajudar 50 velhinhas a atravessar as ruas do bairro; se não houver, inventa;
· Fazer a média diária de 50 km em voltas no bairro, em veículo da esquadra;
· Encostar-se às paredes 60 minutos por dia para apreciar as garinas que passam;
· Cumprimentar, sorriso nos lábios, 75 pessoas por dia;
· Olhar para o lado sempre que verifique que algo de anormal se passa, pelo menos 25 vezes por dia;
· Enviar para as amigas 35 SMS diários;
· Afagar a arma e o cassetete 75 vezes por dia;
· Aceitar 5 copos de três por dia, de cabeça destapada, porque nunca se bebe em serviço;
· Contar pelos dedos, sem consequências, o mínimo de 20 infracções ao CE na rua principal do bairro;
· Lavrar e rasgar de imediato 20 autos de ocorrência;
· Coçar-se, sem ofensas à moral, 15 vezes por dia;
· Limpar o suor da testa de meia em meia hora;
. Fazer pausas de 5 minutos entre cada uma das tarefas atrás citadas.

Crespo passará a ir às compras nos fins-de-semana

- Diga-me, Dra Presidente, deixou de ir ao supermercado onde era vista com tanta frequência?
- Não, Mário. Acontece que agora só posso ir às compras aos fins-de-semana. Se também for nessas alturas, ver-me-á lá.
- Foi bom saber isso.
Transcrição de memória do final da entrevista de D Manuela a M Crespo, na SIC, hoje.

Do pequenino se torce o pepino, à custa de um piano...

A Rita no CCB nos Dias da Música em Belém

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Jornalistas e jornaleiros

Quando me tornei leitor habitual de um jornal diário – o saudoso DL – havia, falando dos editados em Lisboa, outros: DN, Diário Popular, República, O Século. E a escolha fazia-se um pouco em função das tendências políticas dos jornais e dos seus leitores, numa altura em que tal era exibido de modo muito constrangido.
Mas nuns e noutros, havia jornalistas audazes, numa permanente luta contra a censura – a comissão de censura -, baptizada mais tarde de exame prévio, exame em que se chumbava tudo quanto não fosse conveniente para o regime. Mas, por vezes, com arte e engenho, lá se conseguia fazer passar a prova escrita, a caminho dos seus leitores.
Muitos jornalistas eram publicamente conhecidos, quase diria venerados. Porque, além do exercício difícil da profissão, ousavam enfrentar a ditadura nos abaixo-assinados, nas listas de candidatos da oposição numas farsas de eleições que o regime afirmava serem tão livres como na livre Inglaterra.
Eram outros tempos, melhor, eram outras pessoas, os jornalistas.
Por isso, apesar daquele contexto, seria capaz de admitir como que um levantamento popular se então alguém do poder ousasse chamar-lhes bastardos, para não os apelidar de filhos da puta.
Hoje, isso nem aconteceu quando assim foram chamados, nem creio que possa vir a acontecer.
E a culpa não é dos leitores, nem do povo.

Azereiro - Serviço Público

Música para todas (quase todas) as bolsas. E em tempos de crise...
De hoje a domingo, 80 concertos.

O que uns noticiam e outros omitem


Caso Freeport
Advogados ingleses ilibaram Smith
por CARLOS RODRIGUES LIMA 22 Abril 2009
Uma tradução à letra de um documento apreendido a Charles Smtih levou a investigação a pensar que se tratava de José Sócrates, mas afinal tudo não passava de uma expressão idiomática. O inglês foi filmado a dizer que pagou luvas ao actual primeiro-ministro, mas uma investigação de advogados concluiu que tudo não passou de uma história inventada.
Folheio esmiuçadamente o Público. E nada. Melhor: vem uma notícia com este título "Sócrates não devia falar sobre o caso Freeport, diz Soares." Pois não, que ser assado em lume brando dá um gozo que nem vos conto...
Mas vou contar com os bons ofícios do telejornal de referência da TVI, com mais ou menos botox. Aposto em como a Manela irá retomar esta notícia do DN online de 22-04-09.