"É preciso amar a dança para continuar a dançar. Não nos devolve nada a não ser aquele momento fugaz em que nos sentimos vivos. Não é para almas instáveis."
Merce Cunningham
“É minha convicção profunda que o próximo responsável pelas políticas educativas tem, obrigatoriamente, de assumir as intervenções que enumerei no último artigo se quiser recuperar a confiança dos professores e travar a degradação do sistema de ensino. Aquele elenco de medidas é politicamente incontornável e instrumento primeiro de uma reconstrução imperiosa. Mas deve ser complementado com uma acção segura de envolvimento da sociedade, num debate social sobre a missão da escola de massas e sobre o significado e pertinência de alguns conceitos que a condicionam definitivamente.”
“O Governo anunciou mais de 38 mil vagas para o ensino profissional no próximo ano lectivo. Apesar do reforço, o país continua longe da realidade europeia. E tudo indica que uma parte significativa dos cursos a abrir se limite a aulas de fachada onde se acumulam alunos com dificuldades. Seja como for, é óbvio que o ensino profissional se tornou numa aposta.”
Ponce de Leão foi substituído como presidente do Instituto da Construção e do Imobiliário, não sei se no seguimento do tal ajuste directo com a Microsoft, com os badalados trabalhos a mais, porque primeiro se adjudica e depois é que se contratualiza e, parece, mal.
Escrevem Lucinda Canelas e Natália Faria que no livro “Amor” do brasileiro André Sant’Anna se destacam expressões como “o sol secando o fedor do povo” e “o pau do ayatollah do Irão”.
Em 2006 fixou-se no Brasil e afirmou “Vim para o Brasil para me salvar dos malefícios que Portugal me estava a fazer…”. Tratava-se de “descansar de Portugal” e, à distância, continuaria a trabalhar com Belgais, o que poderia fazer mesmo “sem gostar de Portugal”.
Os apartes são regimentais, mas permitidos apenas aos ilustres deputados. Se são eleitos, a tudo se podem permitir. Em nome de quem entendem representar?

E o Ministro da Economia caiu. O gesto foi mesmo lastimável, mas teve uma vantagem: a de se poder ouvir tanta virgem púdica com ouvidos moucos a “vai pró caralho” e “filho da puta” que a história recente da AR também regista quanto a um deputado do PSD que assim se dirigia a deputado do PS.
“Mas de repente começaram a correr rumores (confirmados por jornais de referência) de que a PT iria comprar uma parte da Media Capital. E mais: que um dos principais fins do exercício era demitir José Eduardo Moniz, para eliminar o programa de Manuela Moura Guedes. Não havia provas públicas da veracidade destes rumores. Só que a mudança de atitude do primeiro-ministro (agora aparentemente a favor da operação) não sossegava ninguém, num ano eleitoral e durante uma campanha particularmente azeda”.

Com ela a roupa feminina, de muito mais prática, tornou mais fácil o acto de vestir. Já agora: também o de despir.
O Presidente da CM de Beja ficou estupefacto por ter havido 12 candidatos a um lugar de coveiro no cemitério da cidade, posto que tem por pouco aliciante, tanto em termos remuneratórios como profissionais.
Portas, o Paulo, vai fazer queixa ao PR das sondagens, informa o Público de 12-05-09. Porque são uma viciação da vontade eleitoral. E, quanto aos danos provocados ao CDS – quais foram? – pergunta quem vai compensar o seu partido.

“No dia da Pátria, Cavaco Silva, na sua qualidade de Chefe de Estado e de comandante supremo das Forças Armadas, dirigiu-se aos militares, e bem, já que é a eles que deve ser exigido incorporarem no mais elevado grau os valores que nos caracterizam como portugueses e que estão na base de podermos salvaguardar a nossa independência quando ela perigar”, escreve o General Loureiro dos Santos no Público de 11-05-09.
Há dias, a propósito da sugestão de Vital Moreira quanto à criação de um imposto europeu, ouvi a Miguel Portas isto, quase certo de que transcrevo bem: "... é fazer cair sobre os cidadãos o orçamento comunitário."
Estava no programa do Mário Crespo e eram 21.48 quando afirmou que Oliveira e Costa nada responderia na sua audição na AR, considerando-a desnecessária. Oliveira e Costa estava então a responder e continuou a responder, longamente, até às 00.19 horas. Mas António José Seguro tinha já a sua certeza quanto ao desfecho.
[…] “É certo que o Público tem o direito, e até o dever, de assumir uma atitude de contrapoder, mas neste caso parece estar reunida a massa crítica para se considerar que o jornal passou de uma posição de isenção para um pendor claramente anti-governamental. Verifique-se, por exemplo, que Cavaco Silva apresenta um saldo de 16 notas a favor contra sete negativas e que a principal figura da oposição, Manuela Ferreira Leite, apesar de um balanço negativo (nove a favor e 12 contra), é objecto de uma apreciação muito mais equilibrada, como se, aos olhos dos directores deste jornal (a cargo de quem costuma estar a secção [Sobe e desce]), a líder dos sociais-democráticos fosse, mesmo assim, preferível a Sócrates à frente do governo.
“Jantar é o ponto alto do centenário do COP (Comité Olímpico Português) ”, titula o Público de 16-05-09. E “não é um jantar qualquer”, afirma o presidente do COP Vicente Moura. Mais: “É um evento que não se pode comparar só a um jantar, do bacalhau com as batatas e o vinho e que também não podemos confundir com o apoio a atletas e aos clubes”, acrescenta o vereador do Turismo Carlos Oliveira (PS).