segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Não lhe façam esse favor...


Não façam esse favor ao Crespo. Que não se dá conta do ridículo, tal o ego do tamanho do mundo e em forma de bico de pato.

Permitam ao Crespo o jornalismo de isenção e independência a que nos habituou. Onde cultiva o contraditório, em geral colocando frente a frente dois dos seus eleitos, qual deles mais anti-Sócrates. Como igualmente acontece no seu também isento Plano Inclinado. Sempre para um lado.

Deixem que tenha, como sendo o melhor, o seu jornalismo de causas contra o PS, onde as opiniões de Crespo ocupam o lugar das notícias.

Portugal pode bem dispensar a candidatura a mártir deste paladino da liberdade de expressão. E ficaria bem mais pobre sem este pobre de espírito. Qual bobo que nenhuma corte animada dispensa. Por isso não o metam na dispensa. O ridículo só pode ser objecto de estudo se estiver acessível a todos. E, para isso, não vejo ninguém ao nível de Crespo.

E vem isto a propósito disto http://www.institutosacarneiro.pt/?idc=509&idi=2500

Adesão às Novas Oportunidades

Afastado da direcção do Público, José Manuel Fernandes decidiu accionar o plano B: alçou-se à direcção dos Bombeiros Voluntários de Almoçageme. Não se desse o caso de se fazer de morto perante as acusações de Fernando Lima acerca da inventona de Belém e o silêncio sobre a explicação de Belmiro de Azevedo para o seu afastamento do Público, poder-se-ia dizer que estávamos em presença de alguém que gosta de brincar com o fogo. Mas o quadro clínico não aponta para aí: é que tem muito juizinho para ser pirómano.

In Blog Câmara Corporativa


Leninha, respondo aqui: Eu vou!


quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Uma grande superfície de distribuição de mimos...

É o facto noticioso do dia. Vou ler e já volto. Mas já sei que, segundo o distribuidor-mor, Sócrates telefona muito e manda telefonar. Mas certamente que não recorre à Optimus, para ter direito a tal mimo...

Só à palmada...

É agora sindicalista presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministérios Público, mas está colocado na IGAI - Inspecção-Geral da Admnistração Interna - há muito mais tempo. Como tal, o PGR estranha que se possa defender a autonomia dos magistrados quando o presidente do Sindicato está vinculado aos deveres e dependência de funcionário que decorrem da sua função do IGAI.
Um pormenor, para Palma, claro.
E isto veio a propósito de uma ausência ao serviço nos dias 2 e 3 de Julho do ano passado, ausência que Palma justificou em razão da sua actividade sindical.
Mas aqueles dias, uma quinta e uma sexta, até me fizeram lembrar as greves e paralisações marcadas para as... sexta-feiras.
Mas talvez seja mera coincidência.
E, porque nada impressionável, preferiu declarar não ter ouvido o discurso do bastonário da OA, apesar de proferido no mesmo local em que ouviu o do PR e de que muito gostou. Que estava distraído quando falava o bastonário, justificou-se. Como se não lhe fosse exigida postura mais séria, como se não desse conta da triste figura que faz.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Esta é a minha lista. E a sua?

Chegou a época do espírito natalício. Então, deixemos de lado quaisquer miserabilismos e concentremo-nos nas coisas boas - não como escape mas como realidade. Vivi em Portugal há quinze anos. Agora, de volta, quero sugerir dez coisas, entre muitas outras, que melhoraram em Portugal desde a minha primeira estadia. Não incluo aqui coisas que já eram, e ainda são, fantásticas (desde a forma como acolhem os estrangeiros até à pastelaria). Aqui ficam algumas sugestões de melhorias:

- Mortalidade nas estradas; as estatísticas não mentem - o número de pessoas que morre em acidentes rodoviários é muito menor, cerca de 2000 em 1993 e de 776 em 2008. A experiência de conduzir na marginal é agora de prazer, não de terror. O tempo do Fiat Uno a 180km/h colado a nós nas auto-estradas está a passar.

- O vinho; já era bom, mas agora a variedade e a inovação são notáveis, com muito mais oferta e experiências agradáveis. Também se pode dizer a mesma coisa sobre o azeite e outros produtos tradicionais.

- O mar; Lisboa, em 1994, era uma cidade virada de costas para o mar; poucos restaurantes ou bares com vista, e pouca gente no mar. Hoje, vemos esplanadas e surfistas em toda a parte. Muita gente a aproveitar melhor um dos recursos naturais mais importantes do país.

- A zona da Expo; era horrível em 1994, cheia de poluição, com as antigas instalações petrolíferas. Agora é uma zona urbana belíssima, com museus e um Oceanário entre os melhores que há no Mundo.

- A saúde; muitas das minhas colegas têm feito esta sugestão - a qualidade do tratamento é muito melhor hoje em dia, apesar das dificuldades financeiras, etc. A prova está no aumento da esperança de vida, de cerca de 74 em 1993 para 78 anos em 2008.

- Os parques naturais; viajei muito este ano do Gerês a Monserrate ; tudo mais limpo, melhor sinalizado, mais agradável. O pequeno jardim está, de facto, mais bem cuidado.

- O cheiro. Sendo por natureza liberal nos costumes sociais, não fui grande fã da proibição de fumar - mas, confesso, a experiência de estar num bar ou num restaurante em Portugal é hoje mais agradável com a ausência de tabagismo. E a minha roupa cheira menos mal no dia seguinte.

- A inovação; talvez seja fruto da minha ignorância do país em 1994, mas fico de boca aberta quando visito algumas das empresas que estão a investir no Reino Unido ; altíssima tecnologia, quadros dinâmicos e - o mais importante de tudo - não há medo. Acreditam que estão entre os melhores do mundo, e vão ao meu país, entre outros, para prová-lo.

- O metro de Lisboa. É limpo, rápido, acessível e tem estações bonitas.

- As cores; Portugal tem e sempre teve cores naturais bonitas. Mas a minha memória de 1994 era o aspecto visual bastante cinzento das cidades, desde a roupa até aos carros. Hoje há mais alegria - recordo um português que me disse, talvez com tristeza, que o país estava a tornar-se mais tropical. Em termos de imagem, parece-me um elogio!

Esta é a minha lista. E a sua?

Alexander Ellis, Embaixador Britânico

18-12-2009

Aqui

http://aeiou.expresso.pt/dez-coisas-que-melhoraram-em-portugal-nos-ultimos-15-anos=f553883

E fica à atenção dos Crespos, Medinas Carreiras, Pachecos e outros que tais.

À espera de Mimo


Está pronto, melhor, quase. Um mimo a três quartos, ou coisa assim. Fundamentalmente falta um posto de transformação que permita que a electricidade entre pelo Mimo dentro. Até lá – terceiro trimestre deste ano – apenas haverá lugar a visitas diurnas, para ver as paredes do Mimo, ainda sem qualquer objecto em exibição, apesar de aberto ao público há três meses.

Projectos desta natureza têm sempre vicissitudes”, justifica-se, qual fadista, um ex-autarca. E nem o Mimo mereceu mais que isso, umas vicissitudes. E quando nem o Mimo é mimado, é caso para temer.

Mimo – Museu da Imagem e Movimento - Leiria

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Olha o Record! Olha a Bola!

- Presidente, que acha do casamento entre pessoas do mesmo sexo?

- “A minha atenção está noutros problemas, no desemprego, no endividamento, no desequilíbrio das contas públicas, na falta de produtividade e de competitividade do nosso País.” (1)

- Mas consta que também é contra a batota na bola, no futebol…

- "É por essa razão que me associo ao Movimento pela Verdade Desportiva. A utilização das novas tecnologias no futebol permitirá centrar as atenções na actuação dos jogadores e no espectáculo do jogo dentro das quatro linhas, deixando de lado dúvidas que em nada beneficiam a dignidade do desporto. Justamente pela importância do jogo, e no sentido de perseguir o espírito desportivo, é necessário que clubes, atletas, árbitros e dirigentes desportivos saibam tirar partido dos avanços tecnológicos para garantir a justiça e a verdade nas competições." (2)

- Pois, Presidente… a verdade, a competitividade do nosso país. Aquilo do casamento é que não vem nada a propósito…

(1) Cavaco Silva, 18-12-09

(2) Cavaco Silva, 31-05-09


quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Lugar aos tontos, como forma de serviço público...



O Saneamento de Marcelo

por Maria Filomena Mónica, Publicado em 13 de Janeiro de 2010, Jornal i

Tenho um único hobby na vida, discutir o serviço público de televisão com o António Pedro Vasconcelos. No último fim-de-semana, não falhámos. Durante horas, debaixo da sombra tutelar de um amigo que morreu há já cinco anos, continuámos a conversa sobre as vantagens e desvantagens das televisões públicas e privadas. Educada pela BBC, sempre defendi o serviço público, ou antes, o que existia em Inglaterra durante os anos 1960 e 1970. Com a passagem do tempo, a minha posição (não a dele) foi-se alterando, ou melhor, alternando ao sabor das programações.

No ano passado, deixei pura e simplesmente de ligar a televisão, dedicando o tempo livre, a consumir DVD produzidos pelo canal americano HBO. Depois de, em 1974, ter esperado que a televisão contribuísse para melhorar o meu país, tendo até aceite o convite do Vasco Pulido Valente, para fazer um documentário, "Nados e Criados Desiguais", e de, mais tarde, ter dedicado mais de dois anos da minha vida a escrever, para "O Jornal" e para "O Independente", crítica de televisão, considerei o meu esforço inútil. Arrumei o aparelho a um canto e nunca mais o abri, com uma excepção, o programa dominical de Marcelo Rebelo de Sousa, de que sou uma telespectadora fanática. Desde há cinco anos que eu, que jamais deglutira uma refeição diante de um aparelho de televisão, janto um croissant acompanhado a vodka, enquanto ouço as suas "escolhas" dominicais. Nunca falhei, nem sequer quando incompreensivelmente o futebol alterou o seu horário.

Marcelo é um génio, um dos poucos de que a nação se pode gabar, até porque consegue conciliar, numa só pessoa, as três funções que Lord Reith atribuiu, ao criá-la, à BBC: educar, informar e entreter. Alguns dos meus amigos, imagino que por ciúmes, tentaram, em inúmeras ocasiões, convencer-me de ser ele um homem irresponsável, traidor, maldoso, cruel, pernicioso, sinistro, masoquista, covarde, egocêntrico, sádico e infantil. Nada disto me influenciou. Gosto de o ouvir, ponto, parágrafo.

Não é a altura para aprofundar o que se está a passar, até porque ainda não sabemos o desfecho. Mas já podemos perceber que se trata de uma vingança do eng. Sócrates, o qual terá arranjado, dentro do PSD, uma fila de aliados.

Marcelo não é amado dentro do seu partido, o que só lhe fica bem. Isto não me espanta, o que o faz é a passividade de um povo que aceita que uma instituição tão idiota quanto a Entidade Reguladora para a Comunicação Social - a ERC - meta o bedelho, a coberto de regras absurdas, no quotidiano televisivo. Lá porque o dr. António Vitorino decidiu ir ganhar dinheiro para um famoso escritório de advogados - o seu direito - temos de ficar privados de ouvir, ao domingo, o prof. doutor Marcelo Rebelo de Sousa? O facto é tanto mais escandaloso quanto o seu programa é um sucesso de audiências.

Por que motivo a direcção da RTP não dá um coice nas quotas que a ERC criou? Se a RTP cancelar o programa do Marcelo, apelo à desobediência civil, sugerindo aos meus conterrâneos que deixem de pagar a licença que permite à instituição subsistir. O que está em risco - não tenham dúvidas - é a liberdade de expressão. Se posso escrever este artigo é porque sei que o governo não me pode tocar com um dedo e, mesmo que pudesse, digo-o sem vaidade, publicá-lo-ia na mesma. Porque não tenho alma de escrava.

Se a RTP quer ter, à força, um Marcelo de esquerda, que o arranje. Dirão que a esquerda não tem alguém com o calibre de Marcelo. Mas será que, da esquerda, desapareceram as cabeças pensantes? Como se imagina, não é nada disto que sucede. Depois da TVI ter feito o mesmo, o que, forçada pela ERC, a RTP deseja é libertar-se de uma voz incómoda. Se, após ter varrido as despensas do PS, a RTP não conseguir encontrar ninguém, ofereço-me para lhe resolver o problema. Uma coisa é certa: o Marcelo Rebelo de Sousa tem de ficar.

Socióloga e investigadora do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa

A senhora não se enxerga. Ou a vodka anda marada, ou os croissants deglutidos estão fora do prazo de validade. Isto para culpar inocentes que nada terão a ver com certos desmandos mentais.

Socióloga e investigadora? Chiça, penico! quando se é tanto para, mesmo espremida, sair nada, para além do arroto com cheiro a álcool.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

No que podem dar as palhaçadas de Crespo

Crespo gostaria de enfileirar entre os maiores. E julga fazer por isso em crónicas no JN. Como nesta http://jn.sapo.pt/Opiniao/default.aspx?opiniao=M%E1rio%20Crespo . Mas sem coragem para chamar nomes aos bois, numa escrita que apenas a censura de outros tempos justificaria. Quando então nada de Crespo se conhecia quanto a tais ousadias. Pelas quais outros amargaram, mas não Crespo.

Pois há quem lhe tenha respondido a jeito. Dando-lhe no osso, com muito mais talento. Em cheio.

O Pulha

O pulha é um invertebrado que procura na ofensa a catarse do ódio e da frustração, que, adorando a ditadura, se serve da democracia, que molda com o esterco de que é feito os contornos dos bonecos que cria, que usa adjectivos para substituir as vértebras que lhe minguam e se antecipa a chamar aos outros o que é.

O pulha diz dos outros o que sabe de si próprio. O pulha coloca opiniões nos jornais a fingir que são notícias e é pago pela baixeza própria através das baixezas que imputa aos outros. O pulha adora que o acreditem e que as mentiras se transformem em dúvidas e as calúnias em incertezas.

O pulha é um serventuário que evita denunciar as avenças de que vive, o biltre que usa a liberdade para a atacar, que atribui aos outros o nojo que é, fazendo passar por factos as intrigas que tece e por verdades as calúnias que divulga.

O pulha é um professor dispensado da docência para insultar a mãe de um ministro ou o escriba em comissão de serviço num órgão de comunicação para corroer a democracia.

O pulha não nasce pulha. Faz-se, cresce e engorda com os detritos que bolça. Regurgita insultos criando retratos à sua imagem, acoimando de patifes os que inveja. É um filho de uma nota de cinco euros e da lascívia do acaso. O pulha é invejoso e vingativo.

O pulha vive na clandestinidade de um grupo partidário, nos meandros das máfias, nas estrebarias da insídia, aproveitando a calada da noite para arremessar a quem odeia as pedras de que se mune. Pode levar vida normal, aparecer na televisão e ter guarida num jornal; atira pedras e garante que está a ser agredido, incapaz de esquecer a sinecura que lhe negaram ou o cargo com que sonhou.

O pulha escuta os outros e diz que está a ser escutado. É um alcoviteiro e mentiroso. O pulha necessita de plateias cheias. Absolutas. O pulha é totalitário. O pulha é quem nos causa vómitos. O pulha leva-nos a descrer da democracia. O pulha escreve nos jornais e fala na televisão. O pulha torna-nos descrentes. Um pulha é sempre igual a outro pulha. E a outro. E são todos iguais. O pulha assusta porque é omnipresente e ataca sempre que pode. Seja a dar facadas nas costas dos eleitos, seja a criar ruídos de fundo, processos de intenção ou julgamentos sumários. O pulha é ruído de fundo e gosta de ser isso. E baba-se de gozo. Por narcisismo. Por ressentimento. Por ódio. Sabendo-se impune.

O pulha é um cobarde impiedoso. É sempre perverso, quando espuma ofensas ou quando ataca políticos. O pulha não tem vergonha. O pulha ouve incautos úteis e senis raivosos e tira conclusões. Depois diz que não concluiu e esconde-se atrás do que ouviu. O pulha porta-se como um labrego no jornal, como um boçal na televisão e é grosseiro nas entrevistas. O pulha é um mestre da pulhice. O pulha não tem moral. Por isso, para ele, a moral não conta. Tem a moral que lhe convém. Por isso pode defender qualquer moral. E fingir que tem moral. Ou que não a tem. O pulha faz mal aos outros. E gosta. E depois faz-se de sonso. O pulha rouba a honra que não tem e que dispensa.

O pulha é um furúnculo que há-de acabar como todo o mal. É uma metástase de um cancro que vive para corroer a democracia. É um conjunto de células malignas que se multiplicam no papel impresso e o esgoto que circula pela Internet a céu aberto.

O pulha é o talibã que fere e mata mas larga os explosivos depois de esconder o corpo. O pulha não é monárquico nem republicano, de esquerda ou de direita, ateu ou crente, é o verme que se alimenta da baba que segrega, do ódio que destila e das feridas que escarafuncha.

Um dia habituamo-nos ao pulha.

Aqui http://ponteeuropa.blogspot.com/


terça-feira, 5 de janeiro de 2010

O deputado Bacelar, enquanto tal, não representa ninguém, salvo a ele mesmo


O senhor é crescido, mas quanto a isto é tudo uma questão de tempo. Mérito do calendário.

E é professor catedrático? Também há muitos: uns bons e este Bacelar Gouveia.

Constitucionalista? Mas na variante de bitaites e graçolas. Cada um nasce pró que dá, ou dá pró que nasce, sei lá.

Deputado? Nas condições de funcionamento do sistema, nem sempre podemos evitar o pior.

Não é que agora argumenta que 90.000 subscritores da petição contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo são mais que o total de deputados da AR, como se os deputados, entre os quais ele, se representassem apenas a si mesmo? Como se a questão fosse meramente numérica?

Esta já é de mestre da mais velhaca desfaçatez. Mas assenta-lhe bem.

Mas facto é que já é crescido, professor catedrático, constitucionalista, deputado e o que mais queiram aqui acrescentar. Aposto que vai longe, apesar de a distrital de Lisboa do PSD o ter brindado com chumbo clamoroso quando, recentemente, se candidatou à sua presidência. Pelo menos aqui, apesar dos apoios dos habituais notáveis, reinou o bom senso.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

A quem passa, Feliz Ano Novo!


Cinco a fazer toque rectal no mesmo doente? Só de ler, já dói.

Segundo se diz, a saída dos médicos do SNS para as entidades privadas pode pôr em causa a formação dos médicos mais jovens.

Admito que sim, que seja o panorama com que nos defrontaremos em breve. E no futuro?

O futuro acautela-se com mais médicos, para que a concorrência entre público e privado funcione melhor – a favor dos utentes do SNS, que os privados saberão cuidar de si – e, sobretudo, permitindo que a vaga de passagens à reforma que se aproxima não complique ainda mais as contas.

A actual situação interessa, se calhar não tanto aos privados, que suportam o custo dos passes dos médicos do SNS, mas mais aos que agora estão instalados, desejosos de manter a coutada, olhando os seus €xclusivos int€r€ss€s.

Mas eis que vem a terreno, com a mesma preocupação – excesso de alunos, falta de formadores - a presidente da Associação Nacional dos Estudantes de Medicina. E como isto de associações de estudantes já nada tem a ver com as do passado… Mas adiante.

Exemplifica a presidente:

Na Faculdade de Medicina de Coimbra um doente chegou a ser observado por 15 internos. “Não é ético para o doente”, observa. Comove a preocupação com a ética, se comove.

Mas pior, segundo relata, é o que aconteceu na Faculdade de Medicina de Lisboa onde se chegou ao cúmulo de “haver cinco estudantes a fazer toque rectal a um único doente”. E esta, acreditem, até a mim doeu só de ler.

Segundo o Público de 29-12-09



Nada a fazer com o Crespo

No Jornal da 9 o convidado era o novo Presidente do CES – Conselho Económico e Social. Mas aquilo, ao Crespo, está-lhe no sangue.

Vai daí, pergunta aquela boquinha bico de pato ao seu entrevistado, o que é que ele pensava destes tempos em que a polícia impede os clientes de entrarem no seu banco. Se tal era para ele, entrevistado, aceitável. Isto a propósito da ocupação das instalações do BPP na cidade do Porto.

E, lembrava com aquele seu jeitinho chafurdeiro, que até se ouviu falar espanhol, pelo que o caso já será ameaçadoramente transfronteiriço.

Para Crespo, uma ocupação, aliás nada pacífica pelo que se viu, não é caso de polícia. Pelos vistos, na SIC as portas estão abertas para quem queira, com o mero pretexto de aturar esta criatura, entrar para lhe dizer umas cara-a-cara.

Depois, clientes espanhóis no BPP é coisa de espantar, com tantos que há por aí? E porque é não deveriam acreditar, também eles, no retorno absoluto?

Uma gay notícia

Finalmente a Ordem dos Médicos decidiu, através de parecer do seu Colégio de Psiquiatria, que não há qualquer tratamento para a homossexualidade por se estar, pura e simplesmente, perante uma variante de comportamento sexual e não de uma doença.

Por isso, "considerar a possibilidade de um tratamento da homossexualidade implicaria, nos tempos actuais, a violação de normas constitucionais e de direitos humanos", advoga o parecer.

O parecer foi provocado, no entanto, porque em entrevista no passado mês de Maio, quer o Presidente da Sociedade Portuguesa de Psiquiatria e Saúde Mental, quer o Presidente da Especialidade de Psiquiatria da Ordem dos Médicos, admitiram que, nalgumas circunstâncias, havendo vontade, seria possível mudar a orientação sexual de alguém.

Mesmo que coubesse nas tais circunstâncias, não sei onde encontraria tanta vontade. Mas que isso me custaria uma pipa de massa, se caísse nas mãos de um daqueles, disso não tenho dúvida alguma. Porque para me aumentarem a vontade de certo também dispõem de terapias adequadas.

Melhor estar assim, mas a comunidade gay livra-se agora, esperemos que definitivamente, de um argumento que só lembrava a certas cabecinhas.


segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Ao abandonar o cargo…


… o provedor do leitor, Joaquim Vieira, escreve uma Carta aos jornalistas do PÚBLICO:

(…) no caso que acabou por marcar este mandato de provedor agora no fim – a questão das notícias acerca da alegada vigilância de S. Bento sobre Belém –, continuo a julgar ter dito o que devia dizer: lançar um sério aviso sobre o que, procurando decidir em total independência e autonomia, entendi como desvio aos valores editoriais em que se fundou este jornal, um copo que eu via cheio há já algum tempo e que transbordou com essa enorme gota de água. Sei que muitos de vós se sentiram ofendidos no brio profissional quando questionei a existência no jornal de uma agenda oculta, mas não se tratava de pôr em causa toda a redacção. Só que numa orquestra afinada basta um dos seus elementos perder o tom (para mais numa posição de chefe de naipe ou de concertino), para que todo o conjunto desafine (imagine-se então se é o maestro a dirigir com outra partitura).

Citado do blog Câmara Corporativa

domingo, 27 de dezembro de 2009

Lendo os outros...

Coscuvilhices

Sobre as escutas ao primeiro-ministro, toda a gente já percebeu o essencial: por um lado, o Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, Noronha de Nascimento, no «uso de competência própria e exclusiva, proferiu decisões onde julgou nulos os despachos do Senhor Juiz de Instrução que validaram as extracções de cópias das gravações, não validou as gravações e transcrições e ordenou a destruição de todos os suportes a elas referentes»; por outro lado, as referidas escutas não contêm «indícios probatórios que determinem a instauração de procedimento criminal contra o Primeiro-Ministro, designadamente pela prática do crime de atentado contra o Estado de Direito». Mas o PSD, na linha da sua fuga para a frente, iniciada a 27 de Setembro, ainda não percebeu, ou melhor, percebeu mas faz-se de desentendido, e pede mais esclarecimentos ao Procurador-Geral da República sobre as badaladas escutas. No fundo, a actual direcção do PSD sabe que não tem propostas políticas que convençam os portugueses e apenas acreditam que só um escândalo tipo Tiger Woods lhes devolveria a dignidade perdida. Por isso, apostam na coscuvilhice. É muito pouco, muito pouco mesmo.

Por Tomás Vasques

Aqui http://hojehaconquilhas.blogs.sapo.pt/1063340.html


Uma falta de vergonha…

“É uma ironia terrível: as agências falharam escandalosamente e agora são elas que decidem qual é o risco do país, os juros que todos nós vamos pagar", critica José Reis, professor da faculdade de Economia da Universidade de Coimbra.

Ler mais aqui: http://www.ionline.pt/conteudo/38922-agencias-rating-as-tres-irmas-privadas-que-dizem-quanto-vale-portugal

Ora estas agências, que não são reguladas por ninguém, influenciam muito mais que outras instituições democraticamente legitimadas. E ninguém as põe no seu lugar?

sábado, 26 de dezembro de 2009

Não vão ao médico, não! Ou também querem desaparecer?

«Desde que o mundo é mundo que existem homem e mulher. Se a homossexualidade evoluir acaba a humanidade», frisou, não escondendo a sua posição sobre este tipo de ligação conjugal. «Não se pode misturar as coisas, pelo que a sociedade tem de escolher a sua cultura. Temos de decidir o que é normal em Portugal, mas, na minha opinião, a pedofilia e a homossexualidade são perturbações psicológicas», frisou, concluindo:

«Sob ponto de vista psicológico e científico existem órgãos definidos que definem a complementaridade entre homem e mulher e isso que é que faz evoluir a humanidade».

Aqui http://www.tvi24.iol.pt/esta-e-boca/homossexualidade-gay-casamento-gentil-martins-tvi24/1111861-4087.html

E acusam os do contra de não terem argumentos de peso? Mirem-se nestes. E toca a complementar os órgãos, fazendo o favor de serem cultos. Sejam normais, porra!

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Porque é Natal

E desculpem o intruso na assistência. Não há bela sem senão.

Quando uma autobiografia não é obra póstuma pode ser uma chatice, uma grande chatice...


'A minha intuição dizia-me que uma atitude defensiva face aos obstáculos criados pela Assembleia da República não compensava. Procurava então contra-atacar e tornear as dificuldades criadas. Alertava o País e acusava a oposição de obstrução sistemática e de querer impedir o Governo de governar. A oposição, por seu lado, acusava o Governo de arrogância, de seguir a táctica de guerrilha com a Assembleia e de manipular a opinião pública contra ela. [...]

Face à acção dos partidos visando descaracterizar o orçamento [...], o Governo procurou dramatizar a situação, convicto de que isso jogava a seu favor. A seguir ao “Telejornal” do dia 8 de Abril fiz uma comunicação ao País através da televisão. Denunciei as alterações introduzidas na proposta do orçamento apresentado pelo Governo, as quais se traduziam em despesas públicas desnecessárias, aumento do consumo e benefícios para grupos que não eram os mais desfavorecidos da sociedade portuguesa. Procurei mostrar aos Portugueses como era errado e socialmente injusto forçar o Governo a decretar do preço da gasolina, uma clara interferência da Assembleia na área da competência do Executivo, que ainda nunca antes tinha sido feita. Para tornear as dificuldades criadas e para os que objectivos de progresso propostos pelo Governo pudessem ser ainda alcançados, anunciei na televisão um conjunto de medidas compensatórias visando, principalmente, contrariar o excesso de despesa e de consumo induzido pelas alterações feitas pela oposição. O meu objectivo, ao falar ao País sobre o orçamento, era também o de passar a mensagem de que o Governo atribuía grande importância ao rigor na gestão dos dinheiros públicos.

A mensagem de que a Assembleia obstruía sistematicamente a acção do Governo passou para a opinião pública. O Governo, sendo minoritário, surgia como a vítima e acumulava capital de queixa: queria resolver os problemas do País e a oposição não deixava. A oposição não percebeu que, tendo o Governo conseguido evidenciar uma forte dinâmica e eficácia na sua acção, a obstrução ao seu trabalho não a beneficiava. O PS revelava dificuldade em ultrapassar os ressentimentos pelo desaire sofrido nas eleições de Outubro de 1985 e o seu comportamento surgia-me como algo irracional. O Governo e o PSD procuravam tirar partido da situação e alertavam a opinião pública para as estranhas convergências entre o PS e o PCP na Assembleia da República.

Aníbal Cavaco Silva, "Autobiografia Política. Vol. I" (Temas e Debates, 2002, pp.144-145)

In blog Câmara Corporativa

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Vasco Pulido Valente, leitor de calhamaços num país de incultos... salvo ele, óficórce!

Somos uma cambada de incultos, salvo o Vasco Pulido Valente. Ai não? Então vamos lá fazer um teste.

Quem é que leu, em 2009, WolfHall” de Hilary Mantel, um calhamaço de 653 páginas sobre a vida e ascensão de “Tomas Cromwell, filho de ferreiro, mercenário e advogado, que chegou a chanceler de Henrique VIII e foi o grande executante da Reforma Inglesa”?

Tu, aí, não levantes o braço a dizer que leste, que ainda há pouco lias a Margarida Rebelo Pinto, o Paulo Coelho e juravas que o Cromwell era o reforço de inverno dos leões e Hilary Mantel a secretária de estado dos USA.

Mais: quem é que teve na sua frente, pelo menos para tentar ler uma página, para um cheirinho que fosse, “A History of Christianity: The first three thousand years” de Darmaid MacCulloch”, que nos brindou com 1.161 páginas?

Cala-te agora tu, seu parvalhão, que começaste logo por dizer que Cristiano Ronaldo era contigo, que estavas a par de tudo. Que livro assim, estilo páginas amarelas, era o dos endereços das namoradas do CR7. E que, além disso, te atreves mesmo a dizer que darmaid é um tempo qualquer do verbo dar. Como se eu não soubesse que apenas dás para o peditório das porcarias e indecências do Vilhena.

Agora para os demais: quem é que se atreve a dizer qual o tema abordado nas 568 páginas de “Alone in Berlin”, de Hans Fallada?

Errado, seu triste. Não te armes. Aquilo não é falado e, se o fosse, era em inglês. Ora não esqueças que ainda andas no “I love you” da escola do Zézé Camarinha das praias algarvias. Xiu!

É que, meus caros, quem não bebe do fino, nem almoça no Gambrinus, está fora desta cultura, deste estar na onda. Sim: de ler e pensar em inglês, que o uísque de Sacavém já foi à vida há muito.

Quem não se cultiva assim, nunca poderá almejar ser comentador apoderado de Manuela Moura Guedes, no Jornal das 9.

Ali só se chega com provas dadas. E ninguém leva a palma a Vasco. Que lê, pelo menos, 3 calhamaços por ano. Que faz questão de referir o número de páginas, para que se saiba o esforço de coluna feito, as litradas que intervalam a leitura.

Duvidam? Pois então leiam isto, repescado da sua crónica no Público de 18-12-09: ”Começo, como é tradicional, pelos livros, embora saiba que hoje quase não se lê”.

Nota: o quase é para se excluir desta cambada de incultos, de iletrados. Vasco tem-se por único. É único. Nisto nem o Pacheco o bate.

Claro que Portugal não se interessará por Fallada, MacCulloch ou Mantel. A nossa crise não é só política, económica e financeira.”

Portugal não se interessa e esta Pátria não merece Vasco. Mas a crise é aquilo tudo e o termos também que aturar Vasco Pulido Valente.

No entanto é a Vasco que devemos o esforço de salvar a honra do convento. Vasco que assim nos livra da vergonha de ignorarmos quem são Fallada, MacCulloch e Mantel. Que agora nunca mais confundiremos com reforços de inverno para o nosso campeonato de futebol, ou com heróis de banda desenhada, realizadores porno, marcas de uísque marado…

Obrigado Vasco.

E aproveitando a quadra: Pai Natal, manda lá estes livritos. É que quero dar ares, mandando uns bitaites a este país de 10 milhões incultos. Salvo o Vasco, claro.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Está a dar a Tele-Escola na SIC-N...

E fala de sismos, do último. Não, não é desse. Que ele não liga a futebóis.
Sempre com a babitual isenção e independência, com as mãozinhas a dar e a dar. Que seria dele sem aquelas mãozinhas.
Já vai nas armas, na guerra, nuns livros a isso dedicados. Antes que estoire um míssil por aqui, vou passar para outro canal.
Boa noite, Pacheco. Eu vou para o contra-ponto.
E deixo o ponto a falar para outros. E que ponto. Sem contraditório, que a isso ele não se ajeita, como se pode constatar na Quadratura do Circo. Sim, do Circo. Com ele, um ponto. Fulo com o contra-ponto, com o contraditório. Falar sozinho é que é bom. E jeito para pregador não lhe falta.
Prega então, Pacheco.

domingo, 20 de dezembro de 2009

... Glorioso SLB!


Agora só faltará arranjar um milagre...

Recordo o tempo em que os comentários, mesmo se mais temperados, levantavam reservas sérias quanto a Pio XII. Pelo seu silêncio durante a II Grande Guerra e, particularmente, no que respeita ao Holocausto.

Mas Ratzinger entende que também ele dever ser canonizado. Para já, ser-lhe-á atribuído o título de Venerável. Depois, bastará aguardar um pouco mais.

E então? Não são sempre designados por santos padres ainda em vida? E não temos santos a cada momento?

Será apenas mais um, mesmo se isso descaracteriza, por falta de sérias exigências, o que seja ser santo.

Os judeus não gostam, mas isso pouco ou nada incomoda Ratzinger. Os seus antecessores não ousaram tanto, mas isso que importa?

Fora isso, tudo bem. Saia mais um santo. Que Ratzinger quer caminho aberto também para si. Por que não?


sábado, 19 de dezembro de 2009

Parabéns, Paula

“No final deste percurso, poderemos reconhecer que em Le Clézio, como em Thomas More, é a viagem que suporta a narrativa e a problemática da utopia, assinalando, para além da ruptura, a passagem do mundo conhecido ao desconhecido. Com efeito, é ela que, nos dois textos do nosso corpus, ou porventura através de toda a obra do autor, permite a fuga e distanciamento crítico face à sociedade distópica, identificada com a civilização ocidental, ao mesmo tempo que se traduz na procura do bem comum, encarado do ponto de vista socialmente progressista. Representada não só na sua linearidade, com base em motivos recorrentes como o barco, a tempestade e o naufrágio, mas também na sua circularidade, impõe finalmente o retorno dos viajantes ao ponto de origem. Embora este regresso seja apenas implícito em Voyage à Rodrigues, afigura-se no entanto necessário, já que, por definição, a narrativa utópica assenta no relato daquele que acede ao lugar outro, da felicidade almejada, construída pelo homem e não por Deus. Além disso, qualquer que seja o destino da viagem, é como ilha que ele é pensado e desejado. A configuração do espaço utópico reproduz assim a imagem do seu fechamento em círculos concêntricos descendentes, a partir de cadeias montanhosas envolvidas pelo mar. Le Clézio joga ainda com a ambivalência típica do género entre espaços existentes e inventados, numa tentativa de criar a ilusão de uma realidade alternativa. Por sua vez, a perda da noção das referências espacio-temporais dos narradores destes textos inscreve-os mais facilmente no mundo utópico, perfeito, por isso mesmo estático e imutável. [..]”.

InViagem e Utopia em J.-M. G. Le Clézio Le Chercheur d’or e Voyage à Rodrigues

Dissertação de Mestrado em Estudos Românicos de Maria Paula Costa Alves dos Santos

Um tiro certeiro porque foi escolhida, então, a obra de um futuro Prémio Nobel da Literatura.

Uma abordagem com excepcional mérito e que o júri entendeu avaliar nos limites do máximo possível: 19 valores.

Agora, continuação de boa viagem, Paula!

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Troco propinas por votos... E não apenas pró Pina, é para todos!

O Bloco de Esquerda vai propor no Parlamento a suspensão do pagamento de propinas no Ensino Superior e um novo regime de atribuição de bolsas de estudo.

"Se na Alemanha não há propinas e o ensino é melhor do que em Portugal é porque há um bom investimento no ensino", considerou Francisco Louçã.

Deixa cá ver se sigo o raciocínio do Xico.

Quem suporta, sobretudo, o ensino público? O Estado, todos nós, através dos impostos.

A quem aproveita o ensino superior público? Infelizmente não a todos, mas é certo que aproveita sobretudo a alguns.

Assim, o fim das propinas aproveita sobretudo a quem? Naturalmente que ao grupo que mais aproveita do ensino público.

O Xico costuma exibir um particular azar aos Mellos, Champalimauds, Espíritos Santos e outros que tais, os ricos, os donos das grandes fortunas…

E agora trata tudo por igual, propondo a abolição das propinas?

Com o pretexto de que na Alemanha é assim, sem mais? E se alguém, por exemplo, lhe responde que também na Alemanha a legislação laboral é mais flexível e que, se lá resulta, aqui também pode resultar?

Bastará agora, para o Xico, que se importe da Alemanha o que lá está testado, assim se rendendo ao capitalismo?

É nisto que dá a demagogia e o populismo do Bloco de Esguelha.


quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Mais médicos para quê, se assim é que está bem para aqueles?

É quando tenho que sacar umas boas dezenas de euros por uma consulta que melhor entendo a chatice que para alguns constitui a criação de mais faculdades de medicina, poder haver mais médicos.
A garantia de reserva de coutadas é que é bom. A concorrência nas prestações de cuidados clínicos arruina a saúde dos seus agentes. Uma boa droga, não é, senhor bastonário?

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Vou passear um facalhão...



Já tinha antecedentes criminais. Desta vez foi apanhado com uma faca e afirmou aos guardas que o detiveram que aquela se destinava a “ajustar contas” com outra pessoa.


Foi condenado por posse de arma proibida mas recorreu para o Tribunal da Relação de Lisboa que decidiu que a posse de qualquer faca, navalha ou outro instrumento cortante só deve ser considerado crime “se possuir disfarce e o portador não justificar a sua posse”.


Vou aproveitar. Um facalhão a tiracolo, uma factura de aquisição na carteira para provar ser meu. Justificação para isso? Pois vou levá-lo a passear. Qual o problema?

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Então, Zezinha... passou-se?

“A primeira audição da Comissão Parlamentar de Saúde ficou hoje marcada por uma troca de ofensas entre a deputada social-democrata Maria José Nogueira Pinto e o deputado socialista Ricardo Gonçalves que levou o presidente a ameaçar suspender os trabalhos.

A troca de “galhardetes” ocorreu quando Maria José Nogueira Pinto intervinha nesta Comissão, onde esteve presente a ministra da Saúde e os seus dois secretários de Estado.

Uma observação do deputado Ricardo Gonçalves terá motivado a irritação de Maria José Nogueira Pinto, que o apelidou de “palhaço”.

“Não sabia que tinham contratado um palhaço” para a Comissão Parlamentar de Saúde, disse a deputada.

Em resposta, Ricardo Gonçalves teceu comentários sobre a troca de cor política por parte de Maria José Nogueira Pinto.

O presidente da Comissão apelou à sensatez dos presentes, ameaçando mesmo suspender os trabalhos, caso continuasse a troca de insultos.

O deputado socialista justificou alegando diferentes postos de vista, ao que Maria José Nogueira Pinto respondeu: “Não devem existir em todos os parlamentos deputados como senhor, um deputado inimputável”.

Os trabalhos da Comissão Parlamentar de Saúde demoraram mais de cinco horas.”

Jornal I, online, 09-12-09.

Já agora: que se ouviria na gravação das conversas telefónicas da Zezinha?

Chumbo de Vasco Pulido Valente, Visconde de Medina Carreira

A nomeação de Maria João Seixas para Directora da Cinemateca Nacional parece não ser consensual. O que é compreensível, porque cada um poderia escolher melhor, segundo os seus estimados critérios.

Mas o Visconde, Examinador-Mor do Reino, por incumbência sabe-se lá de quem, não está com meias medidas.

Para ele, está-se perante “a nomeação mais escandalosa desde o 25 de Abril”. E acrescenta: “Maria João Seixas não tem sombra de competência para o cargo e só pode, por pouco tempo que lá esteja, arruinar a obra de Bénard da Costa”. Por outro lado, dando provas de estar bem informado sobre as reacções suscitadas por notícia dada apenas ontem, permite-se ainda declarar que “a passividade e complacência com que este acto do Governo foi recebido mostram bem a miséria moral e política a que chegámos”.

Um traste, um fidalgote que já não se enxerga. Uma miséria.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Contra o Côtto da Quinta, ou vice-versa

Há um Côtto que tem uma Quinta e para quem, agora, saborear um tinto merece o ritual próprio de uma gasosa, de um pirolito, de uma coca-cola. Nada de rolhas de cortiça, diz a publicidade do Côtto, porque deixam sabor a cortiça. E é mais rápido, adianta o Côtto que tem uma Quinta, como se já houvesse competições sobre a rapidez com que se abre uma garrafa; como se um apreciador dispensasse o lento ritual da abertura, aquele som com que somos brindados por uma rolha de cortiça.

Para o Côtto, que tem uma Quinta, basta agora um vedante de alumínio. Amanhã sugerirá um copo de plástico que, aliás, está bem ao nível do vedante de alumínio.

Este Côtto, que tem uma Quinta, já teve melhores dias. Agora fica rotulado, para os devidos efeitos, de vinho a martelo. E este que me desculpe a ofensa.


sábado, 5 de dezembro de 2009

Quando o saber é curto, melhor é calar...


“Por último, falta falar da A8, auto-estrada que liga Lisboa a Torres Vedras. Quem a conhece sabe que está integralmente em obras para alargar a uma terceira faixa (já agora porquê? Se a entrada de Lisboa não pode ser alargada.) E, por isso, a circulação faz-se em faixas estreitas, perigosas e apenas a 80 km/hora. Ou seja: a A8 não é uma auto-estrada, mas pagamos como se fosse. Porque não avançam as obras?”
Luís Campos e Cunha, Público, 27-11-09
Pois é…
Falta é conhecer. Porque a A8 liga Lisboa a Leiria e não a Torres Vedras. Depois, na entrada de Lisboa, descarrega trânsito para a CREL, a CRIL, o Eixo Norte-Sul / Ponte 25 de Abril, a Ponte Vasco da Gama…
Conhecesse melhor a A8 e saberia o que é transitar nela em duas faixas de rodagem a partir de Torres Vedras ou até Torres Vedras. E quem não conhece, melhor seria calar-se.