quarta-feira, 26 de setembro de 2012

O cônsul honorário de Lukachenko



Marco António Costa
 Cônsul honorário de Lukachenko
 O partido de Lukachenko voltou a ganhar as eleições legislativas na Bielorrússia, sem que a oposição conseguisse um só lugar no futuro parlamento, num país considerado uma ditadura apesar do folclore das eleições de tempos em tempo. O processo eleitoral foi chumbado, sem estranheza alguma, pelos monitores internacionais.
Isto não impede que um proeminente membro do PSD e agora membro do governo de Passos Coelho tenha aceitado ser cônsul honorário da Bielorrússia em Gaia, facto a que não será alheia a mãozinha de um ex-ministro dos Negócios Estrangeiros do PSD, Martins da Cruz, a quem Marco e Menezes arranjaram tacho numa empresa municipal de Gaia. Quando de trata de intere$$e$ vale tudo. Os princípios, se existissem, nunca seriam empecilhos.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Leituras em dia: "Escutando o Rumor da Vida" - Urbano Tavares Rodrigues

Não se trata de grosseria, mas não havia necessidade. De tanto sexo – num minuto, um clicar de dedos, uma foda -, de tanto cosmopolitismo – as inevitáveis Paris e Florença, com os locais de sempre, de bilhete-postal -, quase todas elas de olho azul.
Nada de profundo, mesmo o erótico que Urbano bem sabe tratar. Aqui foi tudo a correr que as duas novelas eram curtas, e havia que encaixar as fodas todas.
Comprei por ser de Urbano. E arrependi-me. Até por me obrigar a esta cena aparentemente "moralista".


Mais papiro que o Papa?


Isto não vai ser fácil. Um papiro admite que Jesus seria casado. Com uma mulher. Mas já se adianta que nenhum papiro pode pôr em causa o que os Evangelhos já fixaram como verdade.
Imagine-se agora que o papiro se limitava a identificar uma mera relação, não um casamento. Com um homem, não com uma mulher.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

O que nos falta?

Depois de enunciar um conjunto de medidas alternativas às do governo de Passos/Portas/Gaspar, Maria João Rodrigues acaba assim a sua crónica no PÚBLICO de ontem:
“O que nos falta? Não o povo, que tem sido notável de bom senso e sentido de dignidade. Apenas um governo que saiba estar na Europa como parceiro responsável em vez de aluno acrítico e bem comportado.”
E é mesmo.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

A TSU e o Zé Fernandes


Depois de muitas opiniões e juízos parecia estabelecido o consenso sobre os efeitos da redução da TSU para as empresas. Mas faltava ouvir o preclaro e omnisciente e original José Manuel Fernandes, que faz questão de, no comentário, se comportar como o tal recruta que, na parada, é o único que leva o passo certo.
De facto, veja-se o que ousa escrever hoje no PÚBLICO: “Na discussão sobre a TSU também se formou uma estranha unanimidade. De repente toda a gente defende que um produto vai ficar mais barato (o custo do trabalho desce para os empregadores), mas que isso não terá qualquer impacto no consumo desse produto (ou seja, não se reflectirá nos níveis de emprego). Não imagino outro país do mundo onde esta unanimidade fosse possível.”
E é verdade: este país não merece este génio que consegue a ousadia de admitir que a redução administrativa do custo de um fator se transfere de forma automática para o preço a que o consumidor adquire um bem ou serviço. Mas, mesmo que assim seja, ignora este génio que quem consome leva uma facada de 7% no seu rendimento por lhe ser aumentada daquela percentagem a sua TSU? Se me reduzem o rendimento será que consumo mais pelo facto de baixarem os preços do que consumo? E que sabe mais este génio que os empresários não saibam, uma vez que são estes os primeiros a desvalorizar o impacto da redução da TSU no emprego? Não ouviu Fernandes a queixa de Belmiro, que indiretamente lhe paga as crónicas, sobre o efeito do aumento da TSU nas suas vendas?
Mas Fernandes é isto. E apesar de original ninguém o cita. E apesar de original ninguém o transfere para o humorístico Inimigo Público, local bem mais adequado para o lermos e o levarmos a sério.

Adenda
No jornal que Fernandes quase destruia quando foi seu diretor, lia-se em 12-09-2012 o seguinte: "Da conferência de imprensa realizada ontem no Ministério das Finanças surgiram ainda novos detalhes sobre a medida. Vitor Gaspar afirmou que o Governo está a preparar um mecanismo que torne muito penalizador para as empresas utilizar os ganhos da TSU para, por exemplo, distribuir dividendos aos accionistas, incentivando-os, ao invés, a investir e criar empregos".
Imagino o que diria Fernandes, naqueles tempos, se isto fosse um propósito de um governo de Sócrates. Mas Fernandes amansou, ou melhor, endurece quando lhe dá jeito. Facto é que esta medida, para Gaspar, só parece produzir efeitos com este tipo de "automatismos". Mas Fernandes entende saber mais da matéria, vá lá saber-se por que tipo de equivalências à Relvas.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Sabiam que Nuno Crato é...



Primo-sobrinho-trineto em 2º grau do 1º barão e 1º Visconde de Nossa Senhora da Luz?
Custa a pronunciar, não é? Se não se enche o peito com ar não passamos do 2º grau, muito pouco para os 12 anos de escolaridade obrigatória.
In Wikipedia