segunda-feira, 27 de agosto de 2012

RTP, PS, Fonte Luminosa...


O serviço público de rádio e televisão deve destinar-se a garantir o pluralismo político, a permitir o acesso à cultura aos mais variados públicos, ser um espaço de informação independente, de promoção do país nas suas mais variadas vertentes...
Um serviço público de rádio e televisão deve ser tido com um fator imprescindível de coesão nacional.
Imaginar isto ao cuidado ou sob gestão de interesses privados é um atentado à inteligência, se não for uma deliberada canalhice.
Tem custos? Terá, embora se saiba que estava em curso um plano de sustentabilidade económica e financeira que apontava para o equilíbrio, a curto prazo, do grupo RTP. Mas, mesmo que assim não fosse, a democracia, enquanto um bem de todos, tem este inconveniente: o de ter um custo a suportar por todos.
Por tudo isto, António José Seguro não pode limitar-se a ameaçar repor o serviço público de rádio e televisão caso vinguem as intenções dos estarolas que nos governam. Tem que atuar já. Se necessário voltando à Fonte Luminosa.

À atenção do PS, sem tempo para perder


“[…]
O PS deverá definir as áreas de governação onde considera necessária e desejável uma cooperação com o Governo (justiça, reforma do sistema político, trajetória da consolidação orçamental) e aquelas onde a sua identidade o distingue claramente (uma diferente noção de justiça distributiva, maior atenção às questões ambientais e de sustentabilidade, promoção das artes, dos média e de um espaço público plural, uma responsável descentralização política, uma regulação económica e financeira eficaz, a concretização dos direitos das famílias, na sua pluralidade e diversidade, tais como os direitos de acesso à saúde reprodutiva e de parentalidade).
[…]”
Paulo Trigo Pereira, no Público de 24-08-2012

sábado, 25 de agosto de 2012

Alkmaar


Tem museu com óleos de mestres holandeses, outro dedicado à cerveja, outro ainda dedicado aos Beatles, tendo a primeira guitarra de John Lennon sido feita aqui… e este mercado de queijo.
Mana Velha, isto não me terá escapado? Não recordo ter estado por lá, nas diversas visitas à Holanda. Temos que agendar para breve.
Nota: destaque no Fugas / Público de hoje, a propósito do original e muito antigo mercado do queijo

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Loriga é ingrata?


O panegírico
Dei com ele, por mero acaso, googlando. Isto já há tempos. E obrigou-me a interrogar-me sobre eventual ingratidão de Loriga, sobre uma falha a reparar urgentemente, caso haja correspondência entre o conteúdo do panegírico e a pessoa e a obra atribuída ao panegiricado.

O panegiricador
A modéstia, certamente a modéstia, levou-o a omitir a identidade. E dele mais nada se pode dizer que não isto.

O panegiricado
Pessoa “discreta, já que a promoção pessoal nunca foi o seu objectivo, tem dedicado grande parte do seu tempo ao estudo e investigação da história, à defesa do património e do desenvolvimento, e à divulgação da vila de Loriga.”
Parte do que produziu foi publicado “no jornal Garganta de Loriga e em outra imprensa local, regional, nacional e internacional” […] “está disponível em diversos sites e outras publicações sobre Loriga (com ou sem referência ao seu nome) …”
“São também conhecidas […] as suas sempre assumidas iniciativas, nos poderes públicos, entidades oficiais, imprensa regional e nacional, e estações de televisão portuguesas e estrangeiras.”
Trata-se de “um homem de cultura, com grandes e diversificadas capacidades” […] “um homem de grandes convicções e princípios, e muito ligado às chamadas “novas tecnologias”, é o principal responsável pela divulgação de Loriga e da sua história […]”
“Embora alguns dos seus conterrâneos tenham dificuldade em aceitar, por incredulidade ou má-fé, a realidade é que Loriga deve muito ao seu filho, que, ao contrário de outros por aí que fizeram muito menos, ou não fizeram nada pela sua terra, não procura publicidade ou notoriedade. Por exemplo, não existe nenhum site assinado com o seu nome […]”
“O seu trabalho tem sido de grande importância para a resolução dos principais problemas da vila de Loriga [ …]. O seu trabalho foi, e tem sido fundamental, para tirar Loriga da sombra em que esteve mergulhada, dando-a a conhecer a Portugal e a todo o mundo.”
“A propósito dos principais problemas da vila, destaca-se, por exemplo, a sua decisiva intervenção nos seguintes: Conclusão da EN 338 (conhecida localmente por Estrada de S. Bento), construção do novo edifício da Escola C+S de Loriga, reparação da EN 231, construção do quartel dos Bombeiros Voluntários de Loriga, classificação do património histórico, ordenamento dos símbolos heráldicos da vila, instalação de um museu dos lanifícios, construção de um pavilhão gimnodesportivo.“

Mais poderia retirar do panegírico, mas basta o que fica entre aspas, a azul.
Até hoje, que me ocorra, temos o busto do Dr Amorim, mas não era de Loriga, e quando ao cónego Nogueira, nascido em Loriga, tiveram que ser o Piódão e / ou os alunos do antigo seminário a preocupar-se com o seu busto… que está em Piódão.

Verdade que, depois do 25 de abril, Loriga reconheceu méritos e obra à parteira que me ajudou a nascer, ao pároco que me batizou e ao meu primeiro professor, certamente entre outros ilustres, integrando os seus nomes na toponímia local.
Mas, e agora? Ninguém pega nisto e o credibiliza (ou não) até a uma provável consagração? Por que raio o seu autor não se identifica e não puxa um pouco mais pelo assunto? Por muito modesto que seja, vai deixar o seu panegiricado no limbo?
  

Comunicação de excelência, com Moniz. Na UAL.


A UAL tem em curso uma campanha assente na cara e nome deste senhor. Trata-se de evidenciar o curso de Ciências de Comunicação, comunicação de excelência, diz-se, de que Moniz é diretor.
Não poderão dizer que não estão avisados.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Loriga e estórias


Nisto, Loriga ganha a Lisboa. De facto, muito antes de os galegos virem até Lisboa e ganharem representatividade na restauração – como bem recordo o Sr Pepe da Casa Chinesa e outros galegos na Casa das Iscas, por exemplo – já Loriga os atraía. Com uma diferença: duvido que os galegos que conheci tivessem brasão de família, mas também não lhes conheci um apelido que, diz-se, é de origem galega.
E assim se contam estórias. 
Imagem e texto encontrados na net e fotografadas em ecrã. Ignoro autor e fontes.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Mestre Alves sim, Professor Marcelo não!


 Mas não leve as respostas a sério... Prefira Mestre Alves no youtube

No seu blog - Da Literatura -  Eduardo Pitta escreveu hoje: “Foi penoso ouvir Marcelo imputar a Sócrates o imposto especial indexado ao subsídio de Natal de 2011. Marcelo não é um qualquer. Acabou por dar a mão à palmatória mas o acto falhado perdura. Lamentável.”.
Claro que Marcelo não é um qualquer, dadas as suas origens e relações que lhe permitiram chegar ao que chegou: um foleiro académico, um analista ou comentador ligeiro, muitas vezes intelectualmente desonesto, muitas vezes com os temas abordados colados com cuspo, apesar de previamente escolhidos. Um tipo apenas levado a sério nas conversas de autocarro e nos salões de cabeleireiro, onde os dizeres de Marcelo são argumentos para quem outros não tem.
Até aqui, Marcelo fez a pirueta do mergulho no Tejo, usou a expressão lélé da cuca para se referir ao então patrão, criou factos políticos, inventou uma refeição em S Bento cuja ementa chegou mesmo a fornecer ao Portas do então Independente, enganou milhões a fingir que lia a imensidade de livros de "As escolhas de Marcelo", não se conseguiu ver reconhecido pelos seus pares em recentes eleições da Faculdade de Direito…
Apesar de tudo isto, de vez em quando alguém se lembra dele como sugestão de candidato a PR, mas a nós já aconteceu tanta desgraça que será apenas mais uma vergonha ter um dia Marcelo como PR.
O que acontece, e certamente pode explicar a gaffe na última prédica na TVI, é que desta vez as coisas não estavam preparadas ao jeito de ainda bem que me fez essa pergunta como, aliás, estava combinado. Provavelmente agora já não é como nos tempos do Juca Magalhães, com números de fazer corar as pedras da calçada a troco, diz-se, de 10.000 euros por mês.
Nem Marcelo merece o crédito que lhe dão, nem o dinheiro que lhe pagam, certamente bem mais que o que recebe de senhas de presença como conselheiro de Cavaco, situação esta que só se pode compreender por mais valer tê-lo condicionado que solto. Porque nunca se sabe o que pode sair de Marcelo e, a seguir, ser tido por verdades e previsões ao nível do Mestre Alves (quanto a este, mais autêntico de Marcelo e muito mais capaz para nos fazer rir, consultar o youtube).
 

domingo, 19 de agosto de 2012

Sobreiros e submarinos


Vamos lá ver se isto se consegue perceber.
Em dezembro de 2004 havia, em notas, 1.060.250 euros no cofre da sede nacional do CDS, do camarada ministro Portas, então no governo de Santana Lopes.
Vejamos agora se acerto nas contas. Aquela importância pode traduzir-se:
- em 212.050 notas de 5 euros
- ou em 106. 025 notas de 10 euros
- ou, ainda, em 53. 012 notas de 20 euros
- ou, também, em 21.205 notas de 50 euros.
Convenhamos que, mesmo que o total se repartisse por notas de diverso valor, se está perante muita nota, guardada em cofre e isto, em geral, costuma ocorrer apenas com quem ou está inibido de usar cheque ou tem dificuldade em explicar a origem de tanto cacau.
Quando decidiu transferir esta fortuna para um banco, o CDS efetuou 105 operações de depósito, por vezes com intervalos de minutos, entre os dias 27 e 30 de dezembro de 2004. E isto porque os depósitos tinham que ser de valor inferior a 12.500 euros para evitar que houvesse comunicação às autoridades de combate à corrupção.
Mas afinal este dinheiro teve origem em quê? Acreditem sem pestanejar: em donativos de militantes, no decurso daqueles almoços de carne assada, com uma curiosidade que faz corar uma pessoa séria: os recibos para atestar tal origem foram comprados e passados em 2005, isto é, depois de feitos os depósitos. E, recorda-se, ficou célebre um dos doadores, um tal Jacinto Leite Capelo Rego que, gente fica, tem este bom gosto nas suas impunes brincadeiras.
O que fica consta do relatório final da investigação da PJ no caso Portucale.
A propósito do caso dos submarinos, o impoluto Portas, a seriedade em pessoa, lembrou que o responsável financeiro do CDS foi absolvido em processo que apontava para a existência de corrupção no caso Portucale.
Mas, com este tipo de explicações, há que igualmente recordar que um conhecido senhor foi ilibado de atos de corrupção desportiva bem atestados por escutas que podemos ouvir no youtube, apenas porque tais escutas foram consideradas ilegais, sem que deixem de ser reais e eloquentes, entre pessoas bem identificadas.
Por isso, não venha Portas tentar safar o caso dos submarinos com um caso que deveria envergonhar pessoa minimamente séria e cujo desfecho é uma vergonha. Um caso tão suspeito e tão mal explicado não pode servir para minimizar um provavelmente ainda mais grave e que tem que ser explicado. Esperemos que bem melhor que o do abate dos sobreiros.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Flanando por Barcelona


...seguindo o personagem narrador deste livro que anda na busca do autor de manuscrito cuja publicação foi recusada, sem que se percebam as razões, pelo seu pai. E não faltam emoções a rodos…
Pessoalmente retenho as referências ao Bairro Gótico, a Montjuïc, à Praça da Catalunha, às Ramblas, claro, à La Pedrera, que se recorda ter sido um dos cenários do filme “Profissão: Repórter” de Antonioni, aos Quatre Cats, ao Parc Güell. Por onde já fui feliz.
E assim voltei a Barcelona.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

O farsolas na festa do Pontal


No repasto da carne assada no Pontal, ontem, o cavalheiro insiste numa farsa, porque de um farsolas se trata.
E a farsa é a seguinte: os apertos decorrem do memorando da troika e este foi assinado pelo anterior governo.
Claro que ele ainda repetirá mais vezes a graça esquecendo, de forma conveniente que: a) o PSD e o CDS subscreveram cartas com o mesmo sentido da assinatura governamental e, pior que isso, b) o farsolas tem sistematicamente afirmado querer ir além da troika e, aliás, tem agido em conformidade, impondo medidas que o memorando não consagra.
Mas filho da mãe é filho da mãe. Era para sair outra coisa, mas hoje é feriado.

Coisas de Fátima

Foi satisfeito o pedido para que a Igreja da Santíssima Trindade fosse promovida a basílica, embora basílica menor. Que os locais de orações têm uma hierarquia, como na tropa.
E por que se fez tal pedido? Segundo o bispo de Leiria-Fátima António Marta, a concessão de tal título seria mais um estímulo a intensificar o vínculo dos peregrinos pela cátedra de S. Pedro”.
Palavra que não entendo a relação entre uma coisa e outra. Mas a minha fé também já viveu melhores dias.

Uma forma de descansar:mudar de tarefa

Alerto Vaz da Silva

Pelo que é que teve de lutar?
Por tudo. Sempre tive a noção de que a vida é uma luta permanente.
Ao mesmo tempo, no começo da entrevista, disse que tudo lhe foi dado.
A essência da vida é uma luta. Tudo me foi dado, mas não de mão beijada. Foi dado com a condição de lutar. Nunca me sentei sibariticamente numa rede. Odeio essas coisas, cadeiras de baloiço, redes. Sempre gostei destas cadeiras [onde estamos sentados].
De ferro. Algo desconfortáveis.
E que me dão a noção…
De estar alerta.
Estar alerta é uma das condições da minha vida. Super alerta. A maior parte das pessoas tem a noção de gozar a vida de maneira relaxada. Há coisas incompreensíveis – descansar. Descansar é mudar de tarefa, ou ir para uma coisa ainda mais cansativa, mas diferente.
Entrevista ao Público / 2 em 12-08-2012

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Porquê a Manta Rota?

Segundo o Público de hoje, a praia da Manta Rota é umas das três premiadas pelas suas acessibilidades a pessoas com deficiência.

sábado, 11 de agosto de 2012

A fina flor do entulho


É gente para estoirar mais de 10 milhões de euros numa casa de férias, suportando encargos anuais de 50 mil euros com o respetivo condomínio.
Empanturra-se, a fina flor do entulho, com carabineiros ao preço de 126 euros o quilo, ou lagostins a 128 euros ou robalo a 79 euros, regados com Moët & Chandon a 80 euros a garrafa.
A fina flor de entulho, em sessões privadas com stripteasers, paga serviços a 500 euros a meia hora, bebendo champanhe ao preço de 300 a 3.500 euros a garrafa, sendo normal um estoiro de 10 mil euros por cabeça numa noite, com os mais generosos a largar 50 mil euros.
A fina flor de entulho olha-se em espelhos que fazem também de televisão e em que estoiram 18 mil euros por aparelho.
Duvido que entre esta fina flor do entulho haja uma só pessoa a quem a humanidade deva um chavo que seja. No entanto, goza a fina flor do entulho da bondade da natureza que direciona para sítios errados, por exemplo, enxurradas em que tudo perde quem nada tem, isentando esta gente de uma sorte mais condizente com a sua inutilidade social.
Dados retirados do Expresso / Revista de 4 de Agosto de 2012, foto acima.

Flores da Lindokas


Frutos da Lindokas



Sobre LORIGA e certa gente...

O brasão que alguém entende que tem que ser o de Loriga



Há quem entenda que Loriga deve ter um brasão de acordo com a lei e as regras da heráldica. Nada a opor. Mas já é contestável que o brasão para Loriga tenha que ser, segundo certa gente, o que decidiram que seja, no seu doméstico recanto, entre os seus, isto admitindo que seja mais que um a dar corpo a tal brasão.
A mesma gente, numa de foleiro intelectualismo, entende ainda que Loriga deve passar a Lorica e, loriguense, a ser grafado como loricense. Porque seria assim em latim, e nada como apostar na força de uma língua morta, por muito respeitável que seja. Porque seria chique.
Para esta gente os problemas de Loriga são estes: não ter um brasão em condições, não se latinizar o nome da vila e dos seus naturais. Se isto acontecesse, seriam charters a aterrar na Carreira e paquetes a atracar na praia fluvial.
Falta ainda, para esta gente, que igualmente se acredite que Viriato é de Loriga, porque ser ou não de Loriga é uma questão de fé, e grande é a fé de quem abdica de meios de prova válidos em história.
Mas o caricato de tudo isto até me poderia fazer sorrir se por acaso soubesse a quem dirigia um sorriso de misericórdia, acompanhado de um perdoai-lhe Senhor. Mas não sei de quem se trata, embora saiba que se está perante grande consumidor do lápis azul de outros tempos. De facto, comentário que se faça a questionar o seu (dele) brasão, ou o que quer que seja, é prontamente eliminado, no FB ou noutros sítios. E isto, vergonhosa ousadia, em páginas tituladas como Loriga, como se Loriga se confundisse com certa miséria de gente.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Um São Bernardo na Serra da Estrella


Na Serra da Estrela, na zona do Sabugueiro, é frequente encontrarmos cães à venda, os cães da Serra da Estrela, em carne e osso.
Mas a pouca vergonha, tolerada pela liberdade comercial, permite isto: um São Bernardo em peluche dado como sendo da Serra da Estrella, com dois eles, pois claro, para ser mais fino.
Já muita coisa se vende no Sabugueiro – noutros locais também – que nada tem a ver com a Estrela. Mas também não era preciso exagerar.

Fanfarrão PC, com P de pavão



“Barack Obama citou o meu livro. Já falei com Will Smith, tirei foto com Desmond Tutu, não dependo de cocktails chatíssimos para ‘socializar’ e uso a minha fama para algo mais interessante. Fui convidado para assistir ao anúncio da descoberta do bosão de Higgs, não é maravilhoso?”
Paulo Coelho
Gosto dos odiosinhos de estimação que, por sua iniciativa, me facilitam a vida. É o caso deste pedante fanfarrão.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Leituras em dia: "O Sistema Periódico" de Primo Levi


Um conjunto de 21 contos, cada um com o nome de um elemento da tabela periódica de Medeleev, com muito de autobiográfico, inspirados na sua formação e atividade de químico, dos tempos de chumbo do fascismo ao pós-guerra. Mas não se trata da sua autobiografia.
Uma atividade retratada de forma muito simples, à altura da modéstia de Primo Levi. Mas que levou a Royal Institution of Great Britain a considerar esta obra como o melhor livro sobre a ciência alguma vez publicado.

“Disse-lhe que andava à procura de histórias, minhas e de outros, que queria inseri-las num livro para ver se conseguia canalizar os leigos para o sabor forte e margo da nossa profissão que é, assim, um caso particular, uma versão mais destemida da profissão de viver. (…) mas que, neste livro, descuraria deliberadamente a grande química, a química triunfante das fundações colossais e das alterações vertiginosas, pois é obra coletiva e por isso anónima. Interessavam-me mais as histórias da química solitária, inerme e apeada, à medida do homem, que com poucas exceções foi a minha: mas foi também a química dos fundadores que não trabalhavam em equipa mas isoladamente, no meio da indiferença do seu tempo, a maioria sem retribuição, e defrontavam a matéria sem ajudas, com o cérebro e as mãos, com a razão e a imaginação.”

Os 10 melhores filmes de sempre


Os melhores 10 filmes de sempre, segundo a revista Sight and Sound editada pelo British Film Institute e tendo em atenção a opinião de 846 distribuidores, críticos e académicos:
1- Vertigo – A Mulher que Viveu Duas Vezes (Hitchcock, 1958)
2- Citizen Kane – O Mundo a seus Pés (Welles, 1941)
3- Viagem a Tóquio (Ozu, 1953)
4- A Regra do Jogo (Renoir, 1939)
5- Aurora (Murnau, 1927)
6- 2001 - Odisseia no Espaço (Kubrick, 1968)
7- A Desaparecida (John Ford, 1956)
8- O Homem da Câmara de Filmar (Dziga Vertov, 1929)
9- A Paixão de Joana d’Arc (Dreyer, 1927)
10- 81/2 (Fellini, 1963)
Por anos: de 1927 a 1968. Dá para pensar…
Desta vez trocaram de posição os dois primeiros, ao mesmo tempo que 2001 – Odisseia no Espaço entra pela primeira vez nesta seleção dos 10 melhores.