terça-feira, 11 de setembro de 2012

Ó Nogueira! Ó Leite! Pira-te...




Trata-se de um cromo bem conhecido, por exemplo, pelas muitas presidências remuneradas que assume em tudo quanto é sítio. De momento é também o presidente da comissão executiva da CGD, nomeado por aquele farsolas bem conhecido como PM e de quem foi, ou é ainda, um dos principais conselheiros.
Deu-se agora conta de que algumas medidas do seu pupilo também o atingem, porque o ideal seria que fosse delas excluído. E responde com ameaças ao seu alcance, mas que outros não podem utilizar: que se pira daqui para fora.
Alguém se importa que se ponha a andar e já? Quem não se importa que ponha o braço no andar.
Um momento para contar os braços.
Ó meu… podes pôr-te a caminho, ninguém te aprecia por aqui. Já agora: não voltes. E trata essa falta de ar.

domingo, 9 de setembro de 2012

VPV: "É estúpido, é estúpido..." (*)



 (*) e pagam-lhe para dizer issso, de modo repetido, até à exaustão, segundo boneco de programa humorístico.
 Vasco Correia Guedes era nome foleirote para quem tinha na família gente ilustre, mas por méritos a que não se chega pela mera usurpação dos apelidos. Por isso este não passa de um atrevidote quando o sonho era ser valente e ficando-se por um azedume trauliteiro, bem longe do almejado polido.
É penoso ver o esforço com que arredonda o vencimento de funcionário sentado à mesa do orçamento com as ressabiadas e muitas vezes despropositadas crónicas – porque estranhas ao tempo e suas circunstâncias – que o Público lhe vai tolerando e onde ajusta contas, embora sem a ousadia do blog que deixou falir e onde confundia, ressabiado, desfaçatez com valentia, ordinarice com polidez.
Para ele todos são ignorantes, qualquer que seja o tema, qualquer que seja a posição que defendam, mesmo que coincida com a sua. Isto porque faz do ataque e achincalhamento pessoal a sua bandeira, sabe-se lá se toldados pelos enfrascanços no Gambrinus, sem olhar a meios.
A vida é dura, sobretudo para atrevidotes.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Contra os filhos de putin, às armas!

Isto é mera banditagem e o resto é conversa.
O aumento da contribuição para a segurança social anunciado pelo estarola chefe equivale à perda de um salário. Com isso, reduz-se o poder de compra ou a procura interna, logo muitas empresas sentirão isso na pele. De facto o que não se ganha não se pode consumir.
Sendo assim, haverá empresas obrigadas a encolher-se e isso significará mais despedimentos ou  mesmo falências.
Nestes termos, quem é que acredita que a redução da contribuição para a segurança social se traduz em mais empregos? Quem emprega sem ter necessidade de mais mão-de-obra?
Ora, se assim é, os patrões vão encaixar este bónus e, em resumo, a austeridade volta a cair sobre os mesmos.
Mas estes filhos de putin esperam enganar quem?
E adiantando: o PS vai manter suspense sobre o seu voto quanto o próximo OE?

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Um Príncipe que hoje faz 90 anos. Parabéns.



 Adriano Moreira
“Não se pode pregar contra o capitalismo selvagem e ter por moral uma vida de luxos exuberantes que nos diferenciem do outro. Daí a frase de meu pai, que terá aprendido do seu avô Valentim: “O que nos define é a maneira como vivemos a vida e não como ganhamos a vida”.
Isabel Moreira, num texto dedicado ao seu pai, no Público de hoje.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Que se lixe o Moon. Viva a moon.



Morreu o reverendo Moon. Mas não esta moon, e isso é que importa.
Com o reverendo, segundo o Público, falou Jesus e Moisés. A partir daí sai seita com doutrina a pôr ênfase na família, mas a dele era a primeira entre as demais. Era fatal que assim fosse. Sacana chefe vai sempre a frente.
Depois foi só investir o dinheiro sacado aos incautos: fábricas de armamento, jornais, universidades, empresas de distribuição, vastas extensões de terras no Brasil. Com uma passagem por 11 meses numa cadeia dos EUA por infrações fiscais.
Para este trapaceiro – tipo pastores iurd – o Holocausto foi o castigo de Deus contra os judeus que mataram Jesus e os líderes norte-coreanos são figuras respeitáveis.
Pois que se lixe o Moon, desde que nos fique a moon.

sábado, 1 de setembro de 2012

Medíocre mas pedante, a tia Mónica...



A tia Mónica é conhecida pela profundidade das suas análises, pela originalidade das suas investigações. Pelo descontrolo do seu discurso.
Mónica já tem carradas de razões para ficar na história do anedotário nacional, com tiradas do género “Sou de esquerda porque não sou de direita” ou “Os meus heróis são do liberalismo clássico, eu descendo desse liberalismo”.
Ora, anda pelo Público uma contenda entre dois historiadores: Rui Ramos, assumidamente de direita e Manuel Loff, claramente de esquerda. Este iniciou a polémica acusando o primeiro de branquear, na sua História de Portugal, a ditadura salazarista, o fascismo português. Ramos já reagiu de forma original para um historiador, ao escolher a via da vitimização.
Mas isto não vai ficar por aqui, pois o tal de Fernandes, que quase dava cabo do jornal, já ameaçou que também virá a terreiro, ao lado de Ramos. Mas antes dele veio a tia Mónica, com a lata e ousadia próprias de uma preconceituosa capaz de se meter onde não é chamada e, como muitas vezes lhe acontece, sem se dar ao cuidado de reler o que escreve, antes do imprimatur. Uma tonta.
Comecemos pelo título da crónica. Mónica, sem apresentar uma, titula o texto por “Loff e as suas mentiras”. Descasca em Loff, chama-lhe nomes, mas não apresenta um exemplo para as mentiras de que acusa Loff no título dado à crónica.
Pior. Mónica escreve “Nunca ouvira falar de Manuel Loff…” mas repentinamente, depois de o ler a denunciar Ramos, decide que ele não será historiador mas sim “militante”, um“estúpido” , um “fanático” que, afirma Mónica, teve a ousadia de “caluniar” Ramos. Mónica, sim, é incapaz de caluniar.
A obra de Ramos tem para Mónica duas virtudes: foi por ela lida do princípio ao fim e, atenção, vendeu milhares de exemplares, tudo a fazer da obra uma intocável vaca sagrada.
Por fim, uma lamentação que fica bem a uma cabeça que ficou parada lá muito atrás: que o Público tenha publicado a crónica do seu habitual colaborador, e terminando com esta pérola: “Só tenho pena que o meu jornal tivesse sido o veículo através do qual um “historiador” medíocre tenha podido mentir com impunidade”. E isto quando estou farto de merdas sobre a forma de crónicas de Mónica quer no Público, quer no Expresso. Porque a liberdade de expressão também serve para isto: podermos sorrir, com compaixão, de certa gente. Que não se enxerga. Como é o caso da tia Mónica.