segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Robert Wyatt - at last i am free

ROBERT WYATT - Sea Song

Robert Wyatt - On the Town Square

VOCÊS SABEM DO QUE EU ESTOU A FALAR...

...
- Considera-se um homem da Direita?
- Não.
- Então é de Esquerda?
- Não sei o que é isso de Esquerda e da Direita. Procurei um partido de causas sociais. Foi isso o que me fez ingressar no PSD.
…

Não sabendo o que é isso de esquerda e direita, sabe claramente que, da direita, não é.

Entrevista ao Sol, 13-12-08

Morreu a pin-up girl Bettie Page

Bettie Page, modelo famosa durante a década de 1950, morreu esta quinta-feira, aos 85 anos, num hospital de Los Angeles, vítima de pneumonia, noticia a CNN.
Verdadeiro ícone da revolução sexual da sua época e da cultura do burlesco, a antiga pin-up girl tinha sofrido um ataque cardíaco na passada semana.
As formas voluptuosas e a franja foram imagens de marca de Bettie Page, que nos dias de hoje continua a movimentar um forte culto em torno da sua figura. O site oficial
BettiePage.com recebe cerca de 20 milhões de hits mensalmente. Numa votação da TVGuide.com, a modelo foi escolhida como a «maior deusa sexual de sempre» - ficando à frente de Marilyn Monroe, por exemplo.
Bettie Page nasceu a 22 de Abril de 1923 em Nashville, no Tennessee. Aos 32 anos foi capa da revista Playboy no auge da sua carreira como modelo. Participou em vários filmes de burlesco antes de se retirar das luzes da ribalta nos anos 60 para se converter ao cristianismo, servindo como missionária baptista em Angola.
(IOL)

Zero a português

Custa a acreditar...
QUINTO COMUNICADO DO C.A.L.A.
(Comité de Apoio a Laurinda Alves)
A conjugação cósmica (ou "está escrito nas estrelas")"Hoje alguém me disse que a Lua Cheia do Sagitário tem um sentido que me interpela particularmente nesta fase da vida. Tenho um fascínio muito antigo pela leitura do céu, pela interpretação do movimento dos astros e pela conjugação cósmica que se reflecte nos ciclos de transformação da vida. Sou, ainda por cima de signo Sagitário e, por isso, a Lua cheia de hoje deve mexer mais comigo do que é costume. Digo eu, sem saber exactamente o que estou a dizer... E não falo dos que fazem adivinhação ou lêm horóscopos, falo dos outros, dos que traduzem esta realidade da Astrologia com um sentido mais profundo e existencial do que é habitual. Dos que não fazem concessões à superficialidade nem tentam adivinhar. Apenas olham e lêm o que está escrito no céu. E hoje o que dizem que está escrito é que 'o idealismo se transforma em ideias práticas e intuição'. Se não é verdade apetece que seja".

sábado, 13 de dezembro de 2008

Dulcineia_D Quixote de La Mancha

Tanto discurso para esta vergonha?

Proposta apresentada pela Plataforma ao ME
(texto integral)

A Plataforma Sindical dos Professores reafirma a sua profunda discordância com o regime de avaliação imposto pelo ME, inclusive a proposta de simplificação apresentada pela tutela em finais de Novembro passado, pelo que considera importante a existência, no presente ano lectivo, de uma solução transitória de avaliação, que seja exequível e não se centre em procedimentos administrativos.

A Plataforma Sindical dos Professores considera que o modelo transitório de avaliação do desempenho dos docentes, até à negociação de outro que substitua o que se encontra em vigor, deverá ter em conta a realidade do funcionamento das escolas e a especificidade do exercício de funções docentes, assentando em critérios essencialmente pedagógicos.

Assim, para que seja possível operacionalizar a avaliação do desempenho no corrente ano lectivo, a Plataforma Sindical dos Professores propõe que a mesma assente nos seguintes aspectos:

a) Procedimento de avaliação centrado na auto-avaliação, preferencialmente através de documento de reflexão, acompanhado de um dossier organizado com a planificação de aulas, testes, estratégias de intervenção, entre outros materiais do quotidiano lectivo do docente. Admite-se, mas apenas se for essa a opção do Conselho Pedagógico da escola / do agrupamento, em alternativa ao relatório crítico de avaliação, o recurso a grelha de avaliação;

b) Procedimento de avaliação centrado na hetero-avaliação, com o indispensável envolvimento do Conselho Pedagógico, através de comissão específica, e, tornando-se necessário, das estruturas intermédias de gestão escolar;

c) Assiduidade, considerada nos termos previstos no artigo 46.º, números 5 e 8 do Estatuto da Carreira Docente;

d) Homologação, pelo Conselho Executivo, da menção qualitativa a atribuir ao docente, após verificação, pela comissão criada no âmbito do Conselho Pedagógico, das condições acima referidas, ficando garantido o acesso às instâncias de reclamação e de recurso previstas na lei.
Relativamente à atribuição das menções qualitativas:

1.Tendo em conta a existência de quotas e as claras injustiças surgidas no ano transacto em virtude da ausência de critérios claros e objectivos que pudessem ser aplicados, não deverão ser atribuídas menções qualitativas que não sejam as de "Insuficiene", "Regular" ou "Bom", até porque esta é matéria para negociação futura;

2. Em qualquer dos casos, transitoriamente, a atribuição das menções de insuficiente e de Regular não produz efeitos.

e) Para a Plataforma Sindical dos Professores, a frequência, com aproveitamento, de acções de formação contínua deveria também ser considerada. Todavia, pelo facto de, desde 1 de Setembro de 2007, não ter existido oferta de formação nos termos legalmente consagrados, sendo os professores alheios a esse facto, estes não podem, por essa via, ser penalizados.

2. PROCESSO NEGOCIAL DE REVISÃO DO ESTATUTO DA CARREIRA DOCENTE (ECD)

As organizações que compõem a Plataforma Sindical dos Professores propõem a abertura de um processo negocial de revisão do ECD, com início em Janeiro de 2009, de que resultem, entre outros aspectos e medidas que contribuam para a melhoria das condições de exercício da profissão docente, designadamente para a fixação de horários pedagogicamente adequados e para a estabilidade dos professores e educadores, a substituição do actual modelo de avaliação de desempenho dos professores e a alteração da estrutura da carreira, no sentido de eliminar a sua divisão em categorias hierarquizadas.

Lisboa, 11 de Dezembro de 2008
A Plataforma Sindical dos Professores

O ensino secundário não pode ser excepção...

Além de não quererem avaliação nenhuma, os sindicatos de professores também não querem a estruturação da carreira em dois níveis profissionais, como estabelece o novo estatuto da carreira docente, que eles querem ver revogado. Mas eu penso que até devia haver mais de dois níveis (como sucede em quase todas as carreiras profissionais, incluindo a do ensino superior), e que o acesso ao nível superior deveria ser feito por "exame de agregação", com provas públicas. A selecção pelo mérito é o único incentivo eficaz para melhorar as competências e o desempenho, sem o que é ilusório esperar melhorias significativas da escola pública. Nada pior para uma organização do que as "carreiras planas", onde toda a gente pode chegar ao topo da escala remuneratória, sem nenhuma selecção em função da competência, do mérito e do empenho profissional.

Vital Moreira in Causa Nossa

Esperemos que sim...

O Governo deu por finalmente encerrada a questão da avaliação de professores. Já não era sem tempo, sendo evidente desde o início que os sindicatos não queriam avaliação nenhuma, estando de má-fé desde que assinaram o "memorando de entendimento" na Primavera passada com a reserva mental de o não respeitarem (a sua proposta de auto-avaliação seria ridícula e considerada não séria em qualquer parte do mundo).O Governo deve aprovar imediatamente as medidas de simplificação já anunciadas pelo ministério da Educação e avançar com o processo com toda a determinação e sem mais complacência com os opositores. O direito à avaliação dos professores que a desejam não pode continuar refém dos que não querem ser avaliados.

Vital Moreira in Causa Nossa

Brel e Ballet Béjard - "Avec élégance"

Même quand ils se sentent romains

C’est au temps de la décadence

Ils grattent leur mémoire à deux mains

Ne parlent plus qu’à leur silence

Et

Ils ne veulent plus se faire aimer

Pour cause de trop peu d’importance

Ils sont désespérés

Mais avec élégance

Ils sentent la pente plus glissante

Qu’au temps où leur corps était mince

Lisent dans les yeux des ravissantes

Que cinquante ans c’est la province

Et

Ils brûlent leur jeunesse mourante

Mais ils font ceux qui s’en dispensent

Ils sont désespérés

Mais avec élégance

Ils sortent pour traverser des bars

Où ils sont déjà les plus vieux

Ils éclaboussent de pourboires

Quelques barmans silencieux

Et

Grignotent des banalités

Avec des vieilles en puissance

Ils sont désespérés

Mais avec élégance

Ils se répètent tous les matins

Que si un jour les cocufiés

Voulaient se donner la main

Nul ne pourrait plus se moucher

EtCroire que l’on chante et murmurer

Ils courent après la cadence

Ils sont désespérés

Mais avec élégance

Ils savent qu’ils ont toujours eu peur

Ils savent leur poids de lâcheté

Ils peuvent se passer de bonheur

Ils savent ne plus se pardonner

Et

Ils n’ont plus grand-chose à rêver

Mais ils écoutent leur coeur qui danse

Ils sont désespérés

Mais avec élégance

Devagar o dia...


















Devagar, o dia anuncia-se
pelas árvores. Conto
os ramos, um por um,
perco-me e recomeço
a contar os ramos, um por um.
São assim as árvores.
Reparo que o dia lhes tocou
as copas,
como, rápidas, as asas
incandescentes
dos pássaros.
António Mega Ferreira in Os Princípios do Fim
Foto amp

MM

Na Morte de Marilyn

(...)

Morreu a mais bela mulher do mundo

tão bela que não só era assim bela

como mais que chamar-lhe marilyn

devíamos mas era reservar apenas para ela

o seco sóbrio simples nome de mulher

em vez de marilyn dizer mulher


(...)

Ruy Belo in Transporte no Tempo

Händel, Pamphili e... Bartoli

Lascia la spina

cogli la rosa

tu vai cercando

il tuo dolor.

Tu vai cercando

tu vai cercando

il tuo dolor.

Lascia la spina

cogli la rosa

tu vai cercando

il tuo dolor.

Canuta brina

per mano ascosa,

giungerà quando

nol crede il cuor.

giungerà quando

nol crede il cuor

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Brel e Ballet Béjard

C'est le plus vieux tango du monde

Celui que les têtes blondes

Ânonnent comme une ronde

En apprenant leur latin

C'est le tango du collège

Qui prend les rêves au piège

Et dont il est sacrilège

De ne pas sortir malin

C'est le tango des bons pères

Qui surveillent l'oeil sévère

Les Jules et les Prosper

Qui seront la France de demain

Rosa rosa rosam

Rosae rosae rosa

Rosae rosae rosas

Rosarum rosis rosis

C'est le tango des forts en thème

Boutonneux jusqu'à l'extrême

Et qui recouvrent de laine

Leur coeur qui est déjà froid

C'est le tango des forts en rien

Qui déclinent de chagrin

Et qui seront pharmaciens

Parce que papa ne l'était pas

C'est le temps où j'étais dernier

Car ce tango rosa rosae

J'inclinais à lui préférer

Déjà ma cousine Rosa

Rosa rosa rosam

...

C'est le tango des promenades

Deux par seul sous les arcades

Cernés de corbeaux et d'alcades

Qui nous protégeaient des pourquoi

C'est le tango de la pluie sur la cour

Le miroir d'une flaque sans amour

Qui m'a fait comprendre un beau jour

Que je ne serais pas Vasco de Gama

Mais c'est le tango du temps béni

Où pour un baiser trop petit

Dans la clairière d'un jeudi

A rosi cousine Rosa

Rosa rosa rosam

...

C'est le tango du temps des zéros

J'en avais tant des minces des gros

Que j'en faisais des tunnels pour Charlot

Des auréoles pour saint François

C'est le tango des récompenses

Qui vont à ceux qui ont la chance

D'apprendre dès leur enfance

Tout ce qui ne leur servira pas

Mais c'est le tango que l'on regrette

Une fois que le temps s'achète

Et que l'on s'aperçoit tout bête

Qu'il y a des épines aux Rosa

Rosa rosa rosam

...

Bravo pela coragem

No Jornal das 9, Mário Crespo pegou neste assunto. Por três vezes. Para abrir o Jornal, para depois comentar com Nuno Crato, para voltar ao assunto no frente-a-frente entre Narana e Rosas. Sempre para amesquinhar. Porque serão 13 professores entre tantos. Quase juraria que representam muitos mais e, no actual contexto, admiro muito mais a coragem que dá a cara, que as caras que se escondem nas multidões.

Crespo esteve ao nível a que me habituou mais recentemente. E lamento-o, ao mesmo tempo que peço desculpa àqueles a quem sugeria o Jornal das 9 como programa de informação exemplar. Parece que foi tempo. Mas gostaria que não.

A questão, no caso, não é dar voz a posições diferentes mas olhar, de forma sistemática, apenas para um lado.

Fugidos da ASAE

Aprecio, em geral, a actuação da ASAE, tendo em conta a necessária defesa dos direitos dos consumidores.

Mas desculpa, ASAE, estes sem rótulos, comprados na Malveira – os queijos – e em Loriga – o chouriço.

São bons. E merecem-me confiança.

Um tipo de humor: o involuntário


Na longa mas divertida apresentação da “Antologia do Humor Português” (1969-2009) alguém – quase juro que Pedro Mexia – informou que tinha com ele, na altura, uma outra antologia. E mostra o livro de Rendeiro, banqueiro cuja desgraça se deverá muito às arterites da “mão invisível” de Adam Smith. Sim, que, se temos dores e estados de alma, não é de espantar que o mesmo possa acontecer com uma mão… invisível.
E a capa do livro de Rendeiro – fotografada à socapa numa Bertrand – é mesmo um exemplo de humor, negro para alguns.
Porque é a história de um vencedor que vence perdendo e, sobretudo, fazendo perder muitos e muito. Sabe-se lá quanto.
Quem queira entrar neste desporto – apenas no jogo das damas conhecia a versão “perdes-ganhas” – tem ao seu alcance a revelação de 10 segredos que lhe explicarão como investir com a segurança de… poder perder.
Recordando: o livro foi apresentado com pompa e circunstância quanto o BPP de Rendeiro já estava afundado. Corajoso, Rendeiro manteve a apresentação há tempos agendada. Mas desconfio que não descansará enquanto não descobrir quem é o ortopedista ou o fisiatra ou o fisioterapeuta de Adam Smith. Bastaria que tivessem aguentado um pouco mais, e seria um momento de glória. Mas perder-se-ia um pretexto para fazer humor. Do mal, o menos, embora o menos valha muitos milhões.
Fotos amp

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Professores auto-avaliam-se. Qual a nota?

Um país que consente deixar-se amesquinhar por governantes a fazer de conta é um país que nunca o foi! É uma corja de indigentes, de indignos e de cegos! É uma teia de aranhões e um bando de covardes!
Um país com um José, um Lemos , um Jorge e uma Lurdes a mandar na Educação é um barco desgovernado, uma capoeira sem galo, uma universidade Lusíada!
O Zé é um mentiroso ! o Lemos é um gazeteiro! O Jorge é revanchista! A Lurdes é neofascista!
O Zé é um guterrista degenerado, mal agradecido e tem a mania!
O Lemos saberá vestir-se, saberá calçar-se, saberá lavar-se, saberá tudo menos ser secretário de Estado.
O Jorge pesca tanto de Educação como de dar aulas!
A Lurdes é habilidosa mas usa roupa de feira!
A Lurdes é Lurdes!
A Lurdes é uma Maria vai c’o as outras!
Não é preciso ir p’ra Ministra p’ra se ser pantomineira. Basta ser pantomineira!
Não é preciso fingir-se de ferro quando se é feita de palha. E a Lurdes é feita de palha!
Ponham um fósforo na Lurdes e vejam. Arde em trinta segundos!
A Lurdes nasceu p’ra engordar depressa . P’ra ser sisuda e frustrada. Não foi p’ra ser Ministra!
A Lurdes deita p’ra fora o que já sabemos que vai sair!
Em génio a Lurdes é zero ; E em talento é abaixo de zero!
A Lurdes é quase horrorosa e cheira a perfume LeclerK!
A Lurdes não tem consciência. Ou se a tem não está limpa. É a vergonha dos professores universitários e dos licenciados em sociologia!
E ainda há quem a admire, quem lhe estenda a mão e quem lhe lave a roupa!
E ainda há quem duvide que a Lurdes não sabe nada, não vale nada, não é inteligente, nem esperta, nem zero!
Não queiram ser arrogantes como a Lurdes! Sejam apenas arrogantes, se tiverem que ser arrogantes.
Se forem mais que arrogantes já são quase como a Lurdes e não vos ficará bem.
Sorriam, sejam felizes! Deixem a Lurdes ser sisuda sozinha!
Não a queiram! Não a amem! Não a tolerem!
Deixem-na ser quem é sozinha! Dentro de casa, de porta fechada!
E tranquem-lhe bem a porta!
A Lurdes está cheia de tudo o que é mau p’ró Ensino e pode contaminar!
Tirem a Lurdes dali. Depressa que posso perder a cabeça!
ASSINA: Ana Maria Saudade de Guterres.

Aqui http://educar.wordpress.com/2008/12/10/manifesto-anti-%e2%80%93-jose-jorge-lemos-e-lourdes-ld%c2%aa/

E também de professores é a autoria do vídeo, com erros de português. Avaliar o desempenho? Não, nem sequer a competência, que deveria ser comum, quanto à língua pátria! O que não se esconde sob o manto diáfano da fantasia!
Já agora: Almada Negreiros, no que respeita ao Manifesto Anti-Dantas, é inimitável, sobretudo por gente desta categoria.

E filma e dura e filma e dura... Parabéns Manoel Oliveira



Os alunos comparados a hienas...

O texto ao lado tinha sido publicado aqui http://www.profblog.org/.
Mas foi apagado quando foi objecto de comentário no blog "Câmara Corporativa".
Um triste exemplo dos que se dizem defensores da Escola Pública. Escola que não pode ser inclusiva, para todos, que isso é... retórica, segundo escrevem.
Recusam a avaliação? Pois...
Clicar sobre a imagem para ampliar.

Praga de Catual

“Era este Catual um dos que estavam /
Corruptos pela Maometana gente…”


Estes dois versos do Canto VIII - 81 de “Os Lusíadas” explicam a designação dada para um erro que, de tão frequente, se designa por “praga de Catual”.
E porquê?
Porque muitos, que não Camões, seriam bem capazes de escrever:

“Era este Catual um dos que estava
Corrupto pela Maometana gente…”

Mas, deste modo, não se observaria a concordância do sujeito com o predicado. De facto, no exemplo acima, “um dos que” deve entender-se por “um daqueles que”, pelo que se deve utilizar o plural no predicado.

O que normalmente nos trai é a atracção de “um” ou de "uma" quando este pronome, muitas vezes, até se pode dispensar. Por exemplo: em vez de “Joana é uma das atletas que melhor se prepararam para a prova” pode bem escrever-se “Joana é das atletas que melhor se prepararam para a prova”.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Gralhas verdadeiramente cómicas

"Hoje fiz a extravagância de ir com o meu filho almoçar ao Café Chiado, um lugar que adoro pelo ambiente cosy , e pela luz e história deste enquadramento que abrange o Teatro São Luiz o largo do São Carlos e as escadas de ferro aravilhosas do lado da rua dos eléctricos. Quem conhece esta zona sabe do que falo. Tive uma reunião no andar de cima, no Cyber Café, que é outro espaço que apetece visitar e aproveitar, e depois desci para o almoço neste canto onde há estantes de livros.
Enquanto esperava por ele fui lendo os jornais do dia e claro que dei com as notícias do dia sobre a minha candidatura.Ao ler o Diário de Notícias não contive uma gargalhada. Alguém trocou uma palavra que o Rui Marques disse ao telefone e a substituiu por outra altamente improvável, mas muito cómica!


No parágrafo onde se lê: "Rui Marques justifica a escolha com o facto de Laurinda Alves em termos profissionais, pessoais e físicos personificar o espírito MEP", deveria ler-se "em termos
profissionais, pessoais e cívicos". A troca da palavrinha cívicos por físicos é divertida e fez-me rir, claro. De repente parecia uma candidatura a uma Miss MEP ou coisa parecida. Cómica, a ideia!"

Aqui http://laurindaalves.blogs.sapo.pt/172300.html

E é mesmo cómico. Poderia lá ser por isso.

A candidata do MEP às europeias

Quais os 5 produtos de beleza que não dispensa?
Creme para o corpo, sempre. Gel de limpeza nettoyant gommant (cara e corpo), gel olhos, cells life (cara, mãos e pescoço), creme Vasco (vascularizador dia) e creme Synchro (noite). Tudo Gernétic, que é a marca que uso há mais de dez anos e a única que vou usar até morrer.
Qual a sua peça de roupa/acessório favorita, e porquê?
Relógio. Porque revela a personalidade. Também gosto de sapatos mas posso passar o Verão de havaianas e metade do Inverno de ténis ou botas…
Qual, na sua opinião, é o melhor sítio para fazer boas compras?
Nas lojas onde me sinto ‘em casa’. Ou seja, nas lojas onde eu conheço as pessoas e a estética e onde conhecem os meus gostos e preferências. Vou a poucas lojas e sempre às mesmas, portanto.
Que conselho deixa a todas as mulheres, para que se sintam ainda mais bonitas?
A mim ajuda-me sentir-me em paz com a vida, bem com o meu corpo e confortável na minha roupa. Não gosto de ginásio mas gosto de ir à praia dar um mergulho ao fim da tarde. Detesto máquinas mas adoro andar de bicicleta à beira-rio. Não sei que conselho dar, só sei que as mais bonitas do mundo nunca são as mais perfeitas mas sim aquelas que se sentem bem consigo mesmas e com a sua vida. As mulheres mais bonitas e naturalmente mais sedutoras são as que acordam e adormecem sem se preocupar excessivamente com a forma física e com a beleza exterior porque sabem que não é daí que vem a verdadeira felicidade. É bom cuidar da imagem mas sem exageros.
Vou passar a reparar nos relógios dos outros e ai dos que deles prescindam, que me deixam sem jeito, sem os poder avaliar.
E esperemos que a gama Gernétic tenha longa vida.

A Bia fez 5 anos. Parabéns Bia


Fim de tarde e noite de Lua Cheia

fotos amp



Um quadrado arredondado

É obra, 360 mil euros escondidos na roupa interior – meias, cintura, cuecas - importância apanhada a empresário brasileiro quando aterrou em S Paulo, regressado de Lisboa.
Caso para se dizer que bem poderia ter levado um pontapé nos euros, que não se encolheria com as dores.
Curioso é o apelido deste cidadão, a fazer jus ao aspecto físico que lhe davam os euros, aspecto físico que, aliás, o denunciou. Então não é que se chama Enivaldo Quadrado? Eu sei que se fosse Redondo o nome ficaria mesmo a matar. Mas Quadrado vale, pelo menos, pela aproximação.
Mas, calma aí! Nem todos os redondos ou quadrados com que a gente se cruze transportam tal quantidade. E não façam o teste com um pontapé nos euros. Dói p’ra burro, se não houver notas, muitas notas.

A bufaria no seu melhor

Saiba quem são os adversários dos professores no Conselho de Escola. Tive acesso à acta da reunião plenária do Conselho de Escolas de 19/11/08, onde foi aprovada uma proposta de suspensão imediata da avaliação burocrática de desempenho. A proposta, apresentada pelo PCE José Lemos, foi aprovada por maioria.
Conheça os nomes dos PCEs que votaram contra e assinaram ou subscreveram declarações de voto. Vale a pena ler a
acta para ter conhecimento do teor das declarações de voto. Fica-se a saber mais um pouco sobre o que move os adversários dos professores. São inacreditáveis as justificações dadas para votarem contra a suspensão da avaliação burocrática.
Para que conste e se saiba, aqui ficam os nomes dos PCEs que votaram contra a suspensão da avaliação burocrática:

José Ramos - Porto
Mário Agostinho Pereira - Setúbal
Domingos Santos - Lisboa
Rui Manuel Costa
Rogério Bacalhau Coelho - Faro
Carlos José Silva - Faro
Conceição Sousa - Porto
Maria Luísa Pereira - Porto
Lígia Eudora Figueiredo - Setúbal
Fernando Fernandes Sampaio- Porto.
Um aplauso para o PCE José Lemos que teve a coragem de apresentar a moção da suspensão da avaliação burocrática. Um obrigado aos 30 conselheiros que votaram a favor da proposta. Ainda não se sabe ao certo se o Presidente do CE entregou a moção à ministra da educação.
Aqui http://www.profblog.org/2008/12/conhea-os-nomes-dos-membros-do-conselho.html
Uma mancha vergonhosa naquilo que os professores querem aparentar perante a opinião pública.E, também, prova de que muitos que integraram as manifestações o fizeram por temerem coisas destas. Assim, é fácil arregimentar tropas: ou vais, ou denunciamos-te.A bufaria no seu melhor. O meu aplauso para os denunciados. Pela coragem e por lutarem, de facto e consequentemente, pela Escola Pública. Mesmo tendo que passar por isto: não se lhes reconhecer liberdade de opinião.Quem faz destas vai longe.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Até parece verdade

Uma entrevista como que um tempo de antena. Sem qualquer acutilância.
Com perguntas ao estilo de “aproveite lá esta deixa”.
Nada sobre a posição sobre a UE.
Nada quanto aos estados tidos por modelos, como Cuba, Síria e RDP da Coreia, por exemplo.
SIC Notícias, Jornal das 9, hoje.

Opinião - a publicada e a pública

DESEJOS & REALIDADE
Santana Lopes deu a dica e até respeitáveis politólogos pegaram nela: Sócrates estaria interessado em esticar a corda para provocar antecipação de eleições. Erro crasso. Cada nova greve, cada novo protesto maciço, é meio caminho para a maioria absoluta. Parece boutade...? Pois parece. Não está em causa a justeza de alguns protestos. Sucede que a maioria silenciosa, que não é um conceito abstracto, pois traduz um importante segmento da sociedade por norma refractário ao voto, essa maioria, se vir ameaçada a sua tranquilidade, sai mesmo de casa. Níveis de abstenção como os dos últimos 20 anos não são com certeza da responsabilidade do activismo de esquerda. Portanto, quanto mais durar a revolta, maior é a possibilidade de ver a maioria silenciosa votar na ordem. É chato, mas é o que nos espera. Afinal de contas, se a rua tivesse tradução em votos, o PCP teria ganho as eleições em 1975, em 1976, etc. Não ganhou. Em 30 e tal anos de eleições, o mais que conseguiu foi assegurar o 3.º lugar. A realidade não se confunde com a opinião publicada ou com campanhas corporativas de agit-prop. O espanto com as sondagens apenas prova que muita gente vive na lua.
Eduardo Pitta, in "Da Literatura" (blog)

Passeando a sombra


Num dia em que todo o sol é pouco.














Foto amp

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Carapelhos – Grelos, Nabos e Casa Gandaresa

Carapelhos é uma freguesia do concelho de Mira e dela ouvi hoje falar pela primeira vez, pela boca do Dr Rosete que, de forma muito entusiástica, referiu a existência de uma particular confraria gastronómica: uma confraria de nabos e, mais exactamente, a Confraria de Nabos e Companhia de Carapelhos, fundada em 2000.
Verdade que o que está em causa são os grelos de nabos, não as cabeças dos ditos. Mas, com a preocupação de prevenir brejeirices, optou-se pela designação de Confraria de Nabos e Companhia.
E são decisivos os grelos na economia local ao ponto de apenas 15 das 151 famílias de Carapelhos serem estranhas ao cultivo e comercialização dos grelos de nabo.
E como se chegou aqui? A exemplo de muitos outros locais, os naturais de Carapelhos, melhor, os que ousaram ficar, entregavam-se a uma agricultura de subsistência, num chão areento, quase estéril. E havia que aproveitá-lo a tempo inteiro. Por isso, para a época de cultivo de inverno, nada como cultivar nabos, porque resistentes ao frio e apreciadores da humidade do inverno.
E hoje partem de Carapelhos camiões de grelos destinados ao estrangeiro, no seguimento dos trajectos mais curtos feitos antes por carroças.
Mas as cabeças dos nabos integram também as tradições locais, sendo conhecida pela festa das cabeças a festa da Senhora da Conceição, padroeira de Carapelhos, que se celebra a 8 de Dezembro. E ainda das cabeças dos nabos se fazem os copos por onde escorre o vinho no ritual de entronização dos confrades da Confraria dos Nacos e Companhia.
E, interessado por isto, chego à Casa Gandaresa, também para mim desconhecida. Gandaresa porque da região demarcada de Gândara, que vai da Serra da Boa Viagem até ao limite norte do concelho de Mira, embora este tipo de habitação tenha ido para além destes limites geográficos.
E que tem de particular esta tipo de habitação?
A Casa Gandaresa é uma habitação de cariz rural, feita de adobe. No alçado frontal, apresenta como características peculiares uma porta ladeada por duas janelas – a zona da habitação – e um portão que dá acesso a um pátio fechado, com eira. Ao lado do portão podia ainda haver uma pequena janela para acesso directo das uvas ao lagar. Uma combinação perfeita entre a zona de trabalho e a zona de descanso.
Ora é numa Casa Gandaresa que a Confraria realiza os seus encontros regulares e entroniza os novos confrades.
O que não se pode ficar a partir de uma conversa à mesa, como foi o caso, ali junto à Batalha. No almoço dos colaboradores do Centro Hospitalar de S Francisco, de Leiria.

Avaliação dos professores - Uma abordagem serena



"Reflexão com pouco mais de um dia de atraso"

Aqui, neste link

http://jugular.blogs.sapo.pt/535819.html

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Notas soltas sobre a “questão educativa”

Notas soltas sobre a “questão educativa”
1. Hoje, no meio da contestação social, muitos observadores tendem a esquecer a dimensão estrutural dos problemas do sector da educação. A esquecer os níveis inaceitáveis, a nível europeu, de insucesso e abandono escolar; as desigualdades escolares inscritas no funcionamento do sistema, e que afectam a qualidade de aprendizagens elementares da leitura e da matemática; a degradação do nosso parque escolar; a assimetria da força negocial dos diferentes parceiros sociais na área da educação; a necessidade de melhorar os instrumentos de gestão da carreira, de autonomia de gestão dos estabelecimentos escolares, etc. Uma análise séria e global do momento presente — e em particular, do conflito actual — não pode esquecer este pano de fundo: a profundidade dos problemas, e a urgência em resolvê-los. Caso contrário, veremos sempre a árvore e nunca a floresta. É necessário colocar este debate no nível que ele merece, e estas notas, mesmo que introdutórias, procuram fazer isso mesmo.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Lendo os outros

O afastamento entre a teoria económica, que hoje se ensina, e a realidade pode, em grande medida, explicar o que está na génese da crise do sistema financeiro e que, fatalmente, teria que também contaminar a economia real.

Porque tal teoria económica é excessivamente abstraccionista face a uma realidade bem complexa no plano institucional, político, social e psicológico. E isto deveria impor uma abordagem mais plural e que não pode limitar-se a abstracções insensatas centradas na racionalidade e no equilíbrio.

Numa fuga para a frente, alguns pretendem agora explicar que a crise se deve a pormenores passageiros, transitórios e, pasme-se, previstos.

Os operadores dos mercados financeiros e os gestores de topo, saídos das actuais escolas de economia e gestão de todo o mundo e, sobretudo, dos EUA, têm este caldo de cultura. Por isso a crise significa também o colapso teórico de um modo de ver as coisas, de olhar para a realidade.

Mas parece que ignoram que a realidade sempre resistiu, por vezes de forma dramática, às más teorias. Aliás, nesta matéria, a teoria pode pressupor, mas dificilmente demonstra. Por isso, não pode invocar-se, como suficiente, a “mão invisível” de Adam Smith, segundo a qual os agentes optimizam e os mercados harmoniza. Porque a realidade se tem encarregado de provar o contrário e, em abono de Adam Smith, há que recordar que apenas uma vez ele usou aquela expressão.

Esta crise não é uma mera anomalia, mas o resultado do desajustamento das actuais teorias económicas e empresariais à realidade e sua extrema complexidade. Por isso, urge que as escolas assumam também as suas responsabilidades e procedam em conformidade.

E, se os comportamentos económicos são comportamentos humanos, impõe-se um maior pluralismo no ensino da economia, pluralismo gerador de diversas perspectivas na análise e estudo de um mundo económico que explodirá sempre que se teime encaixá-lo em modelos redutores da realidade. Tarde ou cedo.

Escrito a partir de texto dos Professores João Ferreira do Amaral (ISEG), Manuel Branco (Universidade de Évora), Sandro Mendonça (ISCTE), Carlos Pimenta (Universidade do Porto) e José Reis (Universidade de Coimbra).
Público de 03-02-2008

Alvalade - comércio de bairro











Versos pendurados em ávores

As folhas dos plátanos
desprendem-se e lançam-se na aventura do espaço,
e os olhos de uma pobre criatura
comovidos as seguem.
São belas as folhas dos plátanos
quando caem, nas tardes de Novembro
contra o fundo de um céu desgrenhado e sangrento.
Ondulam como os braços da preguiça
no indolente bocejo.
Sobem e descem, baloiçam-se e repousam,
traçam erres e esses, ciclóides e volutas,
no espaço escrevem com o pecíolo breve,
numa caligrafia requintada, o nome que se pensa,
e seguem e regressam,
dedilhando em compassos sonolentos
a música outonal do entardecer.
São belas as folhas dos plátanos espalhadas no chão.
Eram lisas e verdes no apogeu
da sua juventude em clorofila,
mas agora, no outono de si mesmas,
o velho citoplasma, queimado e exausto pela luz do Sol,
deixou-se trespassar por afiados ácidos.
A verde clorofila, perdido o seu magnésio,
vestiu-se de burel,
de um tom que não é cor,
nem se sabe dizer que nome tenha,
a não ser o seu próprio,
folha seca de plátano.
A secura do Sol causticou-a de rugas,
um castanho mais denso acentuou-lhe os nervos,
e esta real e pobre criatura
vendo o solo coberto de folhas outonais
medita no malogro das coisas que a rodeiam:
dá-lhes o tom a ausência de magnésio;
os olhos, a beleza.

António Gedeão
Foto amp

Poetas do meu bairro













Comigo me desavim

Comigo me desavim,
Sou posto em todo perigo;
Não posso viver comigo
Nem posso fugir de mim.


Com dor da gente fugia,
Antes que esta assi crecesse:
Agora já fugiria
De mim, se de mim pudesse.
Que meo espero ou que fim
Do vão trabalho que sigo,
Pois que trago a mim comigo
Tamanho imigo de mim?


Sá de Miranda

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Lendo, com proveito, Cardoso Pires

"Então expliquei-lhe que o lavagante é principalmente um animal de tenebrosa memória, paciente e obstinado, e terrível nos seus desígnios. Contei-lhe como ele serve o safio que está nas tocas submersas levando-lhe comida a todas as horas, e como a sua existência anda presa a essa serpente estúpida de grandes sonos, vendo-a engordar, engordar, até saber que a tem bloqueada, incapaz de sair do buraco porque o corpo cresceu de mais, enovelou-se, e não cabe na abertura por onde podia libertar-se. 'Nesse momento, fica sabendo, o lavagante servil aparece à boca da toca do safio mas já não traz comida. Vem de garras afiadas devorar o grande prisioneiro que alimentou durante tanto tempo.' "

"Lavagante"
José Cardoso Pires

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Administrador de banco para nada fazer? Nunca!

Ser rei é a sua profissão?
D. Duarte-Tive várias oportunidades de trabalho, mas não aceitei, porque, na minha condição, não poderia ser empregado de ninguém.
Ofereceram-lhe empregos?
D. Duarte
-Sim, propuseram-me cargos de administrador em bancos (ainda bem que não aceitei, senão agora estaria preso). Não aceitei porque perderia a minha independência.
Ocuparia muito do seu tempo.
D. Duarte-Não foi por causa disso, porque os administradores dos bancos não fazem nada. Mas, na minha posição, se eu trabalhasse numa empresa, como assalariado, as minhas opiniões estariam condicionadas, não teria credibilidade.
Um assalariado não tem liberdade de expressão?
D. Duarte-Devia ter, mas nem sempre é possível.
Nunca lhe passou pela cabeça ter uma carreira profissional?
D. Duarte-Cheguei a pensar abrir um hotel na Guiné, ou em Timor. E estive para ficar na Força Aérea, em Angola, nos anos 70. Gostei muito. Poderia ter sido militar de carreira. Provavelmente teria sido saneado no 25 de Abril.
Entrevista do Chefe da Casa de Bragança
Público, 01-12-2008

Os ascendentes de SAR

É respeitado nos países árabes?
D. Duarte-Quando estou numa monarquia árabe sou descendente do profeta Maomé.
Porquê?
D. Duarte-A rainha Santa Isabel era descendente de um príncipe árabe que era descendente de Maomé. Por isso, a minha posição é completamente diferente da de qualquer embaixador da república portuguesa.
Isso é reconhecido em todo o mundo árabe?
D. Duarte-É. Mas quando estou em Israel digo que o D. Afonso Henriques era descendente do Rei David. Aliás, aconteceu uma coisa curiosa, nesta última viagem a Jerusalém: o chefe dos sefarditas contou-me que D. Pedro II do Brasil, bisavô da minha mãe, tinha visitado Israel e falava fluentemente o hebreu.
Entrevista do Chefe da Casa de Bragança
Público, 01-12-2008

Os patriotas segundo SAR

Mas porque cabe aos monárquicos defender o patriotismo?
D. Duarte-Porque não vejo mais ninguém a fazê-lo. As associações dos antigos combatentes celebram o 10 de Julho, o Presidente da República comemora o Ano Novo, e o 25 de Abril, e ainda há alguns que vão ao cemitério do Alto de São João celebrar o 5 de Outubro.
O Presidente da República deveria fazer um discurso no 1º de Dezembro?
D. Duarte-Sim. Se o fizer, deixo de fazer o meu.
Criou-se a ideia de que a nossa independência não é necessária. De que podemos depender dos outros, seja da União Europeia, seja dos americanos ou dos espanhóis. E até que seríamos mais bem governados se o fôssemos por outros.
A monarquia é o último reduto do patriotismo?
D. Duarte
-O último não. O Partido Comunista também é muito patriótico.
O que há de comum entre as duas forças?
D. Duarte-Um certo idealismo próprio de quem adere a movimentos políticos que não dão compensações, que não dão emprego. Se um dia houver em Portugal um referendo e ganhar a causa monárquica, os movimentos monárquicos deixam de existir.
Entrevista do Chefe da Casa de Bragança
Público, 01-12-2008

Não é por causa dos 6 milhões de benfiquistas?

Porque faz sempre um discurso no 1º de Dezembro?
D. Duarte-Quando o meu pai morreu, muita gente me pedia para explicar as minhas posições sociais e políticas. Comecei a fazê-lo no 1º de Dezembro.
Porquê essa data?
D. Duarte-Criou-se a ideia de que a nossa independência não é necessária. De que podemos depender dos outros, seja da União Europeia, seja dos americanos ou dos espanhóis. E até que seríamos mais bem governados se o fôssemos por outros.
Isso é uma tendência recente?
D. Duarte-É um pensamento que data de 1910. O núcleo duro da revolução tinha como objectivo a União Ibérica. É por isso que o vermelho da bandeira portuguesa, que representa a Espanha, é maior do que o verde, que representa Portugal. E ainda hoje há quem pense assim, até alguns ilustres escritores, que deveriam ter mais juízo.
Entrevista do Chefe da Casa de Bragança
Público, 01-12-2008

Não se deve poupar na fita-cola...

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

O Público é um casino…

Título com grande destaque na primeira página de 30 de Novembro:
“Receitas dos casinos caem pela primeira vez nos últimos 20 anos”.
E isto tendo em conta a comparação das receitas do mês de Outubro de 2008 com as de Outubro de 2007.

Deixa cá ver. Os últimos vinte anos compreendem o período que vai de 1988 a 2008. Não tirei a prova dos noves, mas deve ser isso.
No entanto, mais adiante, escreve-se “nunca os casinos nacionais conheceram uma diminuição tão expressiva das receitas, exceptuando em 2003 e 2004…”

Então ficamos em quê? As receitas caíram pela primeira ou pela segunda vez? Ou já lá vão mais de 20 anos contados a partir de 2004?

O Público é como um casino em que, como é habitual, se perde. Com uma diferença: os casinos são um bom negócio, o Público não vai lá quando permite que se aposte desta maneira, sempre a dar o flanco.

Declaração de desamor

Declaração

Eu, F....., venho por este meio tornar público que me encontro separada de facto do meu marido X....., desde 11 de Julho de 2006, pelo que não me responsabilizo por quaisquer dúvidas contraídas por este a partir desta data.


Público, 29-11-2008


Há muito que não lia uma destas. Mas tempos houve em que eram muito vulgares.

Os gregos foram ingénuos?

Os franceses dizem que precisam de preservativos maiores, os gregos dos mais pequenos.

Isto com base em auto-medições dos respectivos pénis, junto de 10.500 homens de 25 países, a pedido do Instituto de Consultadoria do Preservativo. Para os franceses foi obtida a média de 15,48 cm, os gregos ficaram por menos 3 cm. Sobre os portugueses, nada é referido na notícia do Público.

Mas isto da auto-medição do pénis não é o mesmo que medir a tensão (seis letras).

OCDE elogia reformas de Portugal no superior

"OCDE elogia reformas de Portugal no superior
Vera Monteiro


A organização está optimista com nova legislação de financiamento universitário e parcerias internacionais
A A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) elogiou ontem as reformas que Portugal fez nos últimos dois anos no ensino superior. Embora as reformas tenham dado "mais autonomia e espaço de manobra" às instituições, obrigam-nas também a estar mais atentas às "necessidades da sociedade e da economia", lê-se num relatório da organização.O documento dá destaque à nova legislação que permite às universidades públicas transformarem-se em fundações privadas, fomentado a ligação entre as escolas e as empresas, e à expansão do sector politécnico que diversifica o ensino profissionalizante. Realça também a criação de um sistema de empréstimos para estudantes pagarem os seus cursos, e as inúmeras parcerias que Portugal tem feito com universidades internacionais promovendo investigação ao nível da ciência e tecnologia.Foi em 2006, e a pedido de Mariano Gago, ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, que uma equipa da OCDE visitou Portugal para uma avaliação internacional do sistema de ensino superior português. O ministro reuniu-se ontem com o Comité de Educação da organização, para fazer um balanço do que tinha sido feito após as recomendações de 2006, sobre gestão, financiamento e a rede do ensino superior. Há dois anos, a OCDE havia sugerido precisamente que universidades e politécnicos passassem a ser fundações financiadas pelo Estado, que professores e trabalhadores não-docentes deixassem de ser funcionários públicos, e falara na necessidade de fusões entre instituições do ensino superior e na criação de um sistema de empréstimos."

Desta vez o Público deu mais destaque e numa página par. A continuar assim, ainda se chegará à primeira página, quanto a notícias que nos dão algum ânimo.