segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
VOCÊS SABEM DO QUE EU ESTOU A FALAR...
...- Considera-se um homem da Direita?
- Não.
- Então é de Esquerda?
- Não sei o que é isso de Esquerda e da Direita. Procurei um partido de causas sociais. Foi isso o que me fez ingressar no PSD.
…
Entrevista ao Sol, 13-12-08
Morreu a pin-up girl Bettie Page
Verdadeiro ícone da revolução sexual da sua época e da cultura do burlesco, a antiga pin-up girl tinha sofrido um ataque cardíaco na passada semana.
As formas voluptuosas e a franja foram imagens de marca de Bettie Page, que nos dias de hoje continua a movimentar um forte culto em torno da sua figura. O site oficial BettiePage.com recebe cerca de 20 milhões de hits mensalmente. Numa votação da TVGuide.com, a modelo foi escolhida como a «maior deusa sexual de sempre» - ficando à frente de Marilyn Monroe, por exemplo.
Bettie Page nasceu a 22 de Abril de 1923 em Nashville, no Tennessee. Aos 32 anos foi capa da revista Playboy no auge da sua carreira como modelo. Participou em vários filmes de burlesco antes de se retirar das luzes da ribalta nos anos 60 para se converter ao cristianismo, servindo como missionária baptista em Angola.
Zero a português
Custa a acreditar...sábado, 13 de dezembro de 2008
Tanto discurso para esta vergonha?
(texto integral)
A Plataforma Sindical dos Professores reafirma a sua profunda discordância com o regime de avaliação imposto pelo ME, inclusive a proposta de simplificação apresentada pela tutela em finais de Novembro passado, pelo que considera importante a existência, no presente ano lectivo, de uma solução transitória de avaliação, que seja exequível e não se centre em procedimentos administrativos.
A Plataforma Sindical dos Professores considera que o modelo transitório de avaliação do desempenho dos docentes, até à negociação de outro que substitua o que se encontra em vigor, deverá ter em conta a realidade do funcionamento das escolas e a especificidade do exercício de funções docentes, assentando em critérios essencialmente pedagógicos.
Assim, para que seja possível operacionalizar a avaliação do desempenho no corrente ano lectivo, a Plataforma Sindical dos Professores propõe que a mesma assente nos seguintes aspectos:
a) Procedimento de avaliação centrado na auto-avaliação, preferencialmente através de documento de reflexão, acompanhado de um dossier organizado com a planificação de aulas, testes, estratégias de intervenção, entre outros materiais do quotidiano lectivo do docente. Admite-se, mas apenas se for essa a opção do Conselho Pedagógico da escola / do agrupamento, em alternativa ao relatório crítico de avaliação, o recurso a grelha de avaliação;
b) Procedimento de avaliação centrado na hetero-avaliação, com o indispensável envolvimento do Conselho Pedagógico, através de comissão específica, e, tornando-se necessário, das estruturas intermédias de gestão escolar;
c) Assiduidade, considerada nos termos previstos no artigo 46.º, números 5 e 8 do Estatuto da Carreira Docente;
d) Homologação, pelo Conselho Executivo, da menção qualitativa a atribuir ao docente, após verificação, pela comissão criada no âmbito do Conselho Pedagógico, das condições acima referidas, ficando garantido o acesso às instâncias de reclamação e de recurso previstas na lei.
Relativamente à atribuição das menções qualitativas:
1.Tendo em conta a existência de quotas e as claras injustiças surgidas no ano transacto em virtude da ausência de critérios claros e objectivos que pudessem ser aplicados, não deverão ser atribuídas menções qualitativas que não sejam as de "Insuficiene", "Regular" ou "Bom", até porque esta é matéria para negociação futura;
2. Em qualquer dos casos, transitoriamente, a atribuição das menções de insuficiente e de Regular não produz efeitos.
e) Para a Plataforma Sindical dos Professores, a frequência, com aproveitamento, de acções de formação contínua deveria também ser considerada. Todavia, pelo facto de, desde 1 de Setembro de 2007, não ter existido oferta de formação nos termos legalmente consagrados, sendo os professores alheios a esse facto, estes não podem, por essa via, ser penalizados.
2. PROCESSO NEGOCIAL DE REVISÃO DO ESTATUTO DA CARREIRA DOCENTE (ECD)
As organizações que compõem a Plataforma Sindical dos Professores propõem a abertura de um processo negocial de revisão do ECD, com início em Janeiro de 2009, de que resultem, entre outros aspectos e medidas que contribuam para a melhoria das condições de exercício da profissão docente, designadamente para a fixação de horários pedagogicamente adequados e para a estabilidade dos professores e educadores, a substituição do actual modelo de avaliação de desempenho dos professores e a alteração da estrutura da carreira, no sentido de eliminar a sua divisão em categorias hierarquizadas.
Lisboa, 11 de Dezembro de 2008
O ensino secundário não pode ser excepção...
Vital Moreira in Causa Nossa
Esperemos que sim...
Vital Moreira in Causa Nossa
Brel e Ballet Béjard - "Avec élégance"
Même quand ils se sentent romains
C’est au temps de la décadence
Ils grattent leur mémoire à deux mains
Ne parlent plus qu’à leur silence
Et
Ils ne veulent plus se faire aimer
Pour cause de trop peu d’importance
Ils sont désespérés
Mais avec élégance
Ils sentent la pente plus glissante
Qu’au temps où leur corps était mince
Lisent dans les yeux des ravissantes
Que cinquante ans c’est la province
Et
Ils brûlent leur jeunesse mourante
Mais ils font ceux qui s’en dispensent
Ils sont désespérés
Mais avec élégance
Ils sortent pour traverser des bars
Où ils sont déjà les plus vieux
Ils éclaboussent de pourboires
Quelques barmans silencieux
Et
Grignotent des banalités
Avec des vieilles en puissance
Ils sont désespérés
Mais avec élégance
Ils se répètent tous les matins
Que si un jour les cocufiés
Voulaient se donner la main
Nul ne pourrait plus se moucher
EtCroire que l’on chante et murmurer
Ils courent après la cadence
Ils sont désespérés
Mais avec élégance
Ils savent qu’ils ont toujours eu peur
Ils savent leur poids de lâcheté
Ils peuvent se passer de bonheur
Ils savent ne plus se pardonner
Et
Ils n’ont plus grand-chose à rêver
Mais ils écoutent leur coeur qui danse
Ils sont désespérés
Mais avec élégance
Devagar o dia...
MM
Händel, Pamphili e... Bartoli
Lascia la spina
cogli la rosa
tu vai cercando
il tuo dolor.
Tu vai cercando
tu vai cercando
il tuo dolor.
Lascia la spina
cogli la rosa
tu vai cercando
il tuo dolor.
Canuta brina
per mano ascosa,
giungerà quando
nol crede il cuor.
giungerà quando
nol crede il cuor
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
Brel e Ballet Béjard
C'est le plus vieux tango du monde
Celui que les têtes blondes
Ânonnent comme une ronde
En apprenant leur latin
C'est le tango du collège
Qui prend les rêves au piège
Et dont il est sacrilège
De ne pas sortir malin
C'est le tango des bons pères
Qui surveillent l'oeil sévère
Les Jules et les Prosper
Qui seront la France de demain
Rosa rosa rosam
Rosae rosae rosa
Rosae rosae rosas
Rosarum rosis rosis
C'est le tango des forts en thème
Boutonneux jusqu'à l'extrême
Et qui recouvrent de laine
Leur coeur qui est déjà froid
C'est le tango des forts en rien
Qui déclinent de chagrin
Et qui seront pharmaciens
Parce que papa ne l'était pas
C'est le temps où j'étais dernier
Car ce tango rosa rosae
J'inclinais à lui préférer
Déjà ma cousine Rosa
Rosa rosa rosam
...
C'est le tango des promenades
Deux par seul sous les arcades
Cernés de corbeaux et d'alcades
Qui nous protégeaient des pourquoi
C'est le tango de la pluie sur la cour
Le miroir d'une flaque sans amour
Qui m'a fait comprendre un beau jour
Que je ne serais pas Vasco de Gama
Mais c'est le tango du temps béni
Où pour un baiser trop petit
Dans la clairière d'un jeudi
A rosi cousine Rosa
Rosa rosa rosam
...
C'est le tango du temps des zéros
J'en avais tant des minces des gros
Que j'en faisais des tunnels pour Charlot
Des auréoles pour saint François
C'est le tango des récompenses
Qui vont à ceux qui ont la chance
D'apprendre dès leur enfance
Tout ce qui ne leur servira pas
Mais c'est le tango que l'on regrette
Une fois que le temps s'achète
Et que l'on s'aperçoit tout bête
Qu'il y a des épines aux Rosa
Rosa rosa rosam
...
Bravo pela coragem
No Jornal das 9, Mário Crespo pegou neste assunto. Por três vezes. Para abrir o Jornal, para depois comentar com Nuno Crato, para voltar ao assunto no frente-a-frente entre Narana e Rosas. Sempre para amesquinhar. Porque serão 13 professores entre tantos. Quase juraria que representam muitos mais e, no actual contexto, admiro muito mais a coragem que dá a cara, que as caras que se escondem nas multidões.
Crespo esteve ao nível a que me habituou mais recentemente. E lamento-o, ao mesmo tempo que peço desculpa àqueles a quem sugeria o Jornal das 9 como programa de informação exemplar. Parece que foi tempo. Mas gostaria que não.
A questão, no caso, não é dar voz a posições diferentes mas olhar, de forma sistemática, apenas para um lado.
Fugidos da ASAE
Porque é a história de um vencedor que vence perdendo e, sobretudo, fazendo perder muitos e muito. Sabe-se lá quanto.
Quem queira entrar neste desporto – apenas no jogo das damas conhecia a versão “perdes-ganhas” – tem ao seu alcance a revelação de 10 segredos que lhe explicarão como investir com a segurança de… poder perder.
Recordando: o livro foi apresentado com pompa e circunstância quanto o BPP de Rendeiro já estava afundado. Corajoso, Rendeiro manteve a apresentação há tempos agendada. Mas desconfio que não descansará enquanto não descobrir quem é o ortopedista ou o fisiatra ou o fisioterapeuta de Adam Smith. Bastaria que tivessem aguentado um pouco mais, e seria um momento de glória. Mas perder-se-ia um pretexto para fazer humor. Do mal, o menos, embora o menos valha muitos milhões.
Fotos amp
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
Professores auto-avaliam-se. Qual a nota?
Um país com um José, um Lemos , um Jorge e uma Lurdes a mandar na Educação é um barco desgovernado, uma capoeira sem galo, uma universidade Lusíada!
O Zé é um mentiroso ! o Lemos é um gazeteiro! O Jorge é revanchista! A Lurdes é neofascista!
O Zé é um guterrista degenerado, mal agradecido e tem a mania!
O Lemos saberá vestir-se, saberá calçar-se, saberá lavar-se, saberá tudo menos ser secretário de Estado.
O Jorge pesca tanto de Educação como de dar aulas!
A Lurdes é habilidosa mas usa roupa de feira!
A Lurdes é Lurdes!
A Lurdes é uma Maria vai c’o as outras!
Não é preciso ir p’ra Ministra p’ra se ser pantomineira. Basta ser pantomineira!
Não é preciso fingir-se de ferro quando se é feita de palha. E a Lurdes é feita de palha!
Ponham um fósforo na Lurdes e vejam. Arde em trinta segundos!
A Lurdes nasceu p’ra engordar depressa . P’ra ser sisuda e frustrada. Não foi p’ra ser Ministra!
A Lurdes deita p’ra fora o que já sabemos que vai sair!
Em génio a Lurdes é zero ; E em talento é abaixo de zero!
A Lurdes é quase horrorosa e cheira a perfume LeclerK!
A Lurdes não tem consciência. Ou se a tem não está limpa. É a vergonha dos professores universitários e dos licenciados em sociologia!
E ainda há quem a admire, quem lhe estenda a mão e quem lhe lave a roupa!
E ainda há quem duvide que a Lurdes não sabe nada, não vale nada, não é inteligente, nem esperta, nem zero!
Não queiram ser arrogantes como a Lurdes! Sejam apenas arrogantes, se tiverem que ser arrogantes.
Se forem mais que arrogantes já são quase como a Lurdes e não vos ficará bem.
Sorriam, sejam felizes! Deixem a Lurdes ser sisuda sozinha!
Não a queiram! Não a amem! Não a tolerem!
Deixem-na ser quem é sozinha! Dentro de casa, de porta fechada!
E tranquem-lhe bem a porta!
A Lurdes está cheia de tudo o que é mau p’ró Ensino e pode contaminar!
Tirem a Lurdes dali. Depressa que posso perder a cabeça!
ASSINA: Ana Maria Saudade de Guterres.
Aqui http://educar.wordpress.com/2008/12/10/manifesto-anti-%e2%80%93-jose-jorge-lemos-e-lourdes-ld%c2%aa/
E também de professores é a autoria do vídeo, com erros de português. Avaliar o desempenho? Não, nem sequer a competência, que deveria ser comum, quanto à língua pátria! O que não se esconde sob o manto diáfano da fantasia!
Já agora: Almada Negreiros, no que respeita ao Manifesto Anti-Dantas, é inimitável, sobretudo por gente desta categoria.
Os alunos comparados a hienas...
Praga de Catual
Corruptos pela Maometana gente…”
Estes dois versos do Canto VIII - 81 de “Os Lusíadas” explicam a designação dada para um erro que, de tão frequente, se designa por “praga de Catual”.
E porquê?
Porque muitos, que não Camões, seriam bem capazes de escrever:
“Era este Catual um dos que estava
Corrupto pela Maometana gente…”
Mas, deste modo, não se observaria a concordância do sujeito com o predicado. De facto, no exemplo acima, “um dos que” deve entender-se por “um daqueles que”, pelo que se deve utilizar o plural no predicado.
O que normalmente nos trai é a atracção de “um” ou de "uma" quando este pronome, muitas vezes, até se pode dispensar. Por exemplo: em vez de “Joana é uma das atletas que melhor se prepararam para a prova” pode bem escrever-se “Joana é das atletas que melhor se prepararam para a prova”.
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
Gralhas verdadeiramente cómicas
"Hoje fiz a extravagância de ir com o meu filho almoçar ao Café Chiado, um lugar que adoro pelo ambiente cosy , e pela luz e história deste enquadramento que abrange o Teatro São Luiz o largo do São Carlos e as escadas de ferro aravilhosas do lado da rua dos eléctricos. Quem conhece esta zona sabe do que falo. Tive uma reunião no andar de cima, no Cyber Café, que é outro espaço que apetece visitar e aproveitar, e depois desci para o almoço neste canto onde há estantes de livros.Enquanto esperava por ele fui lendo os jornais do dia e claro que dei com as notícias do dia sobre a minha candidatura.Ao ler o Diário de Notícias não contive uma gargalhada. Alguém trocou uma palavra que o Rui Marques disse ao telefone e a substituiu por outra altamente improvável, mas muito cómica!
No parágrafo onde se lê: "Rui Marques justifica a escolha com o facto de Laurinda Alves em termos profissionais, pessoais e físicos personificar o espírito MEP", deveria ler-se "em termos
profissionais, pessoais e cívicos". A troca da palavrinha cívicos por físicos é divertida e fez-me rir, claro. De repente parecia uma candidatura a uma Miss MEP ou coisa parecida. Cómica, a ideia!"
Aqui http://laurindaalves.blogs.sapo.pt/172300.html
E é mesmo cómico. Poderia lá ser por isso.
A candidata do MEP às europeias
Quais os 5 produtos de beleza que não dispensa? Um quadrado arredondado
É obra, 360 mil euros escondidos na roupa interior – meias, cintura, cuecas - importância apanhada a empresário brasileiro quando aterrou em S Paulo, regressado de Lisboa.Caso para se dizer que bem poderia ter levado um pontapé nos euros, que não se encolheria com as dores.
Curioso é o apelido deste cidadão, a fazer jus ao aspecto físico que lhe davam os euros, aspecto físico que, aliás, o denunciou. Então não é que se chama Enivaldo Quadrado? Eu sei que se fosse Redondo o nome ficaria mesmo a matar. Mas Quadrado vale, pelo menos, pela aproximação.
Mas, calma aí! Nem todos os redondos ou quadrados com que a gente se cruze transportam tal quantidade. E não façam o teste com um pontapé nos euros. Dói p’ra burro, se não houver notas, muitas notas.
A bufaria no seu melhor
Saiba quem são os adversários dos professores no Conselho de Escola. Tive acesso à acta da reunião plenária do Conselho de Escolas de 19/11/08, onde foi aprovada uma proposta de suspensão imediata da avaliação burocrática de desempenho. A proposta, apresentada pelo PCE José Lemos, foi aprovada por maioria.Conheça os nomes dos PCEs que votaram contra e assinaram ou subscreveram declarações de voto. Vale a pena ler a acta para ter conhecimento do teor das declarações de voto. Fica-se a saber mais um pouco sobre o que move os adversários dos professores. São inacreditáveis as justificações dadas para votarem contra a suspensão da avaliação burocrática.
Para que conste e se saiba, aqui ficam os nomes dos PCEs que votaram contra a suspensão da avaliação burocrática:
José Ramos - Porto
Mário Agostinho Pereira - Setúbal
Domingos Santos - Lisboa
Rui Manuel Costa
Rogério Bacalhau Coelho - Faro
Carlos José Silva - Faro
Conceição Sousa - Porto
Maria Luísa Pereira - Porto
Lígia Eudora Figueiredo - Setúbal
Fernando Fernandes Sampaio- Porto.
Um aplauso para o PCE José Lemos que teve a coragem de apresentar a moção da suspensão da avaliação burocrática. Um obrigado aos 30 conselheiros que votaram a favor da proposta. Ainda não se sabe ao certo se o Presidente do CE entregou a moção à ministra da educação.
Aqui http://www.profblog.org/2008/12/conhea-os-nomes-dos-membros-do-conselho.html
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
Até parece verdade
Opinião - a publicada e a pública
DESEJOS & REALIDADESantana Lopes deu a dica e até respeitáveis politólogos pegaram nela: Sócrates estaria interessado em esticar a corda para provocar antecipação de eleições. Erro crasso. Cada nova greve, cada novo protesto maciço, é meio caminho para a maioria absoluta. Parece boutade...? Pois parece. Não está em causa a justeza de alguns protestos. Sucede que a maioria silenciosa, que não é um conceito abstracto, pois traduz um importante segmento da sociedade por norma refractário ao voto, essa maioria, se vir ameaçada a sua tranquilidade, sai mesmo de casa. Níveis de abstenção como os dos últimos 20 anos não são com certeza da responsabilidade do activismo de esquerda. Portanto, quanto mais durar a revolta, maior é a possibilidade de ver a maioria silenciosa votar na ordem. É chato, mas é o que nos espera. Afinal de contas, se a rua tivesse tradução em votos, o PCP teria ganho as eleições em 1975, em 1976, etc. Não ganhou. Em 30 e tal anos de eleições, o mais que conseguiu foi assegurar o 3.º lugar. A realidade não se confunde com a opinião publicada ou com campanhas corporativas de agit-prop. O espanto com as sondagens apenas prova que muita gente vive na lua.
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
Carapelhos – Grelos, Nabos e Casa Gandaresa
Carapelhos é uma freguesia do concelho de Mira e dela ouvi hoje falar pela primeira vez, pela boca do Dr Rosete que, de forma muito entusiástica, referiu a existência de uma particular confraria gastronómica: uma confraria de nabos e, mais exactamente, a Confraria de Nabos e Companhia de Carapelhos, fundada em 2000.Verdade que o que está em causa são os grelos de nabos, não as cabeças dos ditos. Mas, com a preocupação de prevenir brejeirices, optou-se pela designação de Confraria de Nabos e Companhia.
E são decisivos os grelos na economia local ao ponto de apenas 15 das 151 famílias de Carapelhos serem estranhas ao cultivo e comercialização dos grelos de nabo.
E como se chegou aqui? A exemplo de muitos outros locais, os naturais de Carapelhos, melhor, os que ousaram ficar, entregavam-se a uma agricultura de subsistência, num chão areento, quase estéril. E havia que aproveitá-lo a tempo inteiro. Por isso, para a época de cultivo de inverno, nada como cultivar nabos, porque resistentes ao frio e apreciadores da humidade do inverno.
E hoje partem de Carapelhos camiões de grelos destinados ao estrangeiro, no seguimento dos trajectos mais curtos feitos antes por carroças.
Mas as cabeças dos nabos integram também as tradições locais, sendo conhecida pela festa das cabeças a festa da Senhora da Conceição, padroeira de Carapelhos, que se celebra a 8 de Dezembro. E ainda das cabeças dos nabos se fazem os copos por onde escorre o vinho no ritual de entronização dos confrades da Confraria dos Nacos e Companhia.
A Casa Gandaresa é uma habitação de cariz rural, feita de adobe. No alçado frontal, apresenta como características peculiares uma porta ladeada por duas janelas – a zona da habitação – e um portão que dá acesso a um pátio fechado, com eira. Ao lado do portão podia ainda haver uma pequena janela para acesso directo das uvas ao lagar. Uma combinação perfeita entre a zona de trabalho e a zona de descanso.Ora é numa Casa Gandaresa que a Confraria realiza os seus encontros regulares e entroniza os novos confrades.
O que não se pode ficar a partir de uma conversa à mesa, como foi o caso, ali junto à Batalha. No almoço dos colaboradores do Centro Hospitalar de S Francisco, de Leiria.
Avaliação dos professores - Uma abordagem serena

"Reflexão com pouco mais de um dia de atraso"
Aqui, neste link
http://jugular.blogs.sapo.pt/535819.htmldomingo, 7 de dezembro de 2008
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
Notas soltas sobre a “questão educativa”
Notas soltas sobre a “questão educativa”quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
Lendo os outros
O afastamento entre a teoria económica, que hoje se ensina, e a realidade pode, em grande medida, explicar o que está na génese da crise do sistema financeiro e que, fatalmente, teria que também contaminar a economia real.Porque tal teoria económica é excessivamente abstraccionista face a uma realidade bem complexa no plano institucional, político, social e psicológico. E isto deveria impor uma abordagem mais plural e que não pode limitar-se a abstracções insensatas centradas na racionalidade e no equilíbrio.
Numa fuga para a frente, alguns pretendem agora explicar que a crise se deve a pormenores passageiros, transitórios e, pasme-se, previstos.
Os operadores dos mercados financeiros e os gestores de topo, saídos das actuais escolas de economia e gestão de todo o mundo e, sobretudo, dos EUA, têm este caldo de cultura. Por isso a crise significa também o colapso teórico de um modo de ver as coisas, de olhar para a realidade.
Mas parece que ignoram que a realidade sempre resistiu, por vezes de forma dramática, às más teorias. Aliás, nesta matéria, a teoria pode pressupor, mas dificilmente demonstra. Por isso, não pode invocar-se, como suficiente, a “mão invisível” de Adam Smith, segundo a qual os agentes optimizam e os mercados harmoniza. Porque a realidade se tem encarregado de provar o contrário e, em abono de Adam Smith, há que recordar que apenas uma vez ele usou aquela expressão.
Esta crise não é uma mera anomalia, mas o resultado do desajustamento das actuais teorias económicas e empresariais à realidade e sua extrema complexidade. Por isso, urge que as escolas assumam também as suas responsabilidades e procedam em conformidade.
E, se os comportamentos económicos são comportamentos humanos, impõe-se um maior pluralismo no ensino da economia, pluralismo gerador de diversas perspectivas na análise e estudo de um mundo económico que explodirá sempre que se teime encaixá-lo em modelos redutores da realidade. Tarde ou cedo.
Escrito a partir de texto dos Professores João Ferreira do Amaral (ISEG), Manuel Branco (Universidade de Évora), Sandro Mendonça (ISCTE), Carlos Pimenta (Universidade do Porto) e José Reis (Universidade de Coimbra).
Público de 03-02-2008
Versos pendurados em ávores
comovidos as seguem.
quando caem, nas tardes de Novembro
um castanho mais denso acentuou-lhe os nervos,
Poetas do meu bairro
Comigo me desavim
Comigo me desavim,
Sou posto em todo perigo;
Não posso viver comigo
Nem posso fugir de mim.
Com dor da gente fugia,
Antes que esta assi crecesse:
Agora já fugiria
De mim, se de mim pudesse.
Que meo espero ou que fim
Do vão trabalho que sigo,
Pois que trago a mim comigo
Tamanho imigo de mim?
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
Lendo, com proveito, Cardoso Pires
"Então expliquei-lhe que o lavagante é principalmente um animal de tenebrosa memória, paciente e obstinado, e terrível nos seus desígnios. Contei-lhe como ele serve o safio que está nas tocas submersas levando-lhe comida a todas as horas, e como a sua existência anda presa a essa serpente estúpida de grandes sonos, vendo-a engordar, engordar, até saber que a tem bloqueada, incapaz de sair do buraco porque o corpo cresceu de mais, enovelou-se, e não cabe na abertura por onde podia libertar-se. 'Nesse momento, fica sabendo, o lavagante servil aparece à boca da toca do safio mas já não traz comida. Vem de garras afiadas devorar o grande prisioneiro que alimentou durante tanto tempo.' ""Lavagante"
José Cardoso Pires
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
Administrador de banco para nada fazer? Nunca!
Ser rei é a sua profissão?D. Duarte-Tive várias oportunidades de trabalho, mas não aceitei, porque, na minha condição, não poderia ser empregado de ninguém.
Ofereceram-lhe empregos?
D. Duarte-Sim, propuseram-me cargos de administrador em bancos (ainda bem que não aceitei, senão agora estaria preso). Não aceitei porque perderia a minha independência.
Ocuparia muito do seu tempo.
D. Duarte-Não foi por causa disso, porque os administradores dos bancos não fazem nada. Mas, na minha posição, se eu trabalhasse numa empresa, como assalariado, as minhas opiniões estariam condicionadas, não teria credibilidade.
Um assalariado não tem liberdade de expressão?
D. Duarte-Devia ter, mas nem sempre é possível.
Nunca lhe passou pela cabeça ter uma carreira profissional?
Público, 01-12-2008
Os ascendentes de SAR
Os patriotas segundo SAR
Mas porque cabe aos monárquicos defender o patriotismo?Criou-se a ideia de que a nossa independência não é necessária. De que podemos depender dos outros, seja da União Europeia, seja dos americanos ou dos espanhóis. E até que seríamos mais bem governados se o fôssemos por outros.
Público, 01-12-2008
Não é por causa dos 6 milhões de benfiquistas?
Porque faz sempre um discurso no 1º de Dezembro? segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
O Público é um casino…
Título com grande destaque na primeira página de 30 de Novembro:
Deixa cá ver. Os últimos vinte anos compreendem o período que vai de 1988 a 2008. Não tirei a prova dos noves, mas deve ser isso.Então ficamos em quê? As receitas caíram pela primeira ou pela segunda vez? Ou já lá vão mais de 20 anos contados a partir de 2004?
O Público é como um casino em que, como é habitual, se perde. Com uma diferença: os casinos são um bom negócio, o Público não vai lá quando permite que se aposte desta maneira, sempre a dar o flanco.
Declaração de desamor
Os gregos foram ingénuos?
Isto com base em auto-medições dos respectivos pénis, junto de 10.500 homens de 25 países, a pedido do Instituto de Consultadoria do Preservativo. Para os franceses foi obtida a média de 15,48 cm, os gregos ficaram por menos 3 cm. Sobre os portugueses, nada é referido na notícia do Público.
Mas isto da auto-medição do pénis não é o mesmo que medir a tensão (seis letras).
OCDE elogia reformas de Portugal no superior
"OCDE elogia reformas de Portugal no superiorVera Monteiro
A organização está optimista com nova legislação de financiamento universitário e parcerias internacionais
A A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) elogiou ontem as reformas que Portugal fez nos últimos dois anos no ensino superior. Embora as reformas tenham dado "mais autonomia e espaço de manobra" às instituições, obrigam-nas também a estar mais atentas às "necessidades da sociedade e da economia", lê-se num relatório da organização.O documento dá destaque à nova legislação que permite às universidades públicas transformarem-se em fundações privadas, fomentado a ligação entre as escolas e as empresas, e à expansão do sector politécnico que diversifica o ensino profissionalizante. Realça também a criação de um sistema de empréstimos para estudantes pagarem os seus cursos, e as inúmeras parcerias que Portugal tem feito com universidades internacionais promovendo investigação ao nível da ciência e tecnologia.Foi em 2006, e a pedido de Mariano Gago, ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, que uma equipa da OCDE visitou Portugal para uma avaliação internacional do sistema de ensino superior português. O ministro reuniu-se ontem com o Comité de Educação da organização, para fazer um balanço do que tinha sido feito após as recomendações de 2006, sobre gestão, financiamento e a rede do ensino superior. Há dois anos, a OCDE havia sugerido precisamente que universidades e politécnicos passassem a ser fundações financiadas pelo Estado, que professores e trabalhadores não-docentes deixassem de ser funcionários públicos, e falara na necessidade de fusões entre instituições do ensino superior e na criação de um sistema de empréstimos."






