quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Morte do Cisne

E este, quando é que renuncia?

Que falta de jeito a deste jeitoso. Confessa agora, de viva voz, não ter concordado com a contratação de Queiroz. Que isso consta mesmo de acta.

E, no entanto, é a pessoa quem se ocupa das relações entre a Direcção da FPP e a selecção. Podemos agora imaginar o que não terá feito para que o tempo viesse dar razão à sua profecia.

E aturamos esta figura há dezenas de anos, mesmo quando foi protagonista no vergonhoso caso Saltillo, incapaz de exercer qualquer autoridade naquela bandalheira. Mas, qual polvo, lá se foi escondendo e disfarçando, mas sem que o tempo lhe acrescentasse algo digno de nota.

Uma parda figura, um senhor figurão.

Quanto a ser cabeça de polvo, afirmou, pretendendo ter graça, que tinha almoçado polvo à lagareiro. Mas do polvo a cabeça é o que menos aprecio, e agora ainda mais, por a ver associada a este cavalheiro. Muito a preceito.

Vai e não voltes...

Tornou-se também conhecido por ser protagonista em nocturnas cenas arruaceiras, onde não faltavam tiros. E isso não impediu que fosse chamado a representar-nos na selecção nacional, o que só prova a falta de senso dos responsáveis de então.

Agora é ele que renuncia à selecção quando, antes, deveria ter sido dispensado por mau comportamento.

Votos para que não volte atrás.


quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Carralhadas...

Ouvi ali ou lado mais ou menos o seguinte: “Seria incapaz de desprestigiar o meu País desmentindo o seu ministro dos Negócios Estrangeiros.”

Isto porque lhe foi perguntado se desmentia ou não ter sido informado da sua saída de embaixador junto da Unesco há meses.

A resposta é uma carralhada, uma fdputice de quem não é capaz de assumir as coisas. E os embaixadores, os de carreira, nunca fariam uma destas.

Carrilho estava fora do sítio, mas concluíram isso tarde de mais. Agora vai ter que trabalhar, dar aulas, espero que por muito tempo.


sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Treinador de bancada – Prólogo

Madail foi a Madrid tentar convencer Mourinho a ocupar-se da selecção. Pelo menos para os dois próximos jogos da fase de qualificação do Europeu. A resultar, será caso para negar o ditado segundo o qual “de Espanha nem bom vento, nem bom casamento”. E há razões para acreditar no Mourinho. Não pelo Real Madrid, nem pelo Florentino Pérez. Apenas pelo Mourinho, por ser o Mourinho. Porque, também aqui, a Mourinho nada acrescenta o Real, nem Pérez. Ou fosse quem fosse que dali proviesse, porque basta Mourinho para dar ânimo, conferir estilo, restabelecer uma identidade.

E mesmo que se limite a orientar a partir de Madrid, vai resultar bem melhor que o que se sabe de outras conhecidas situações, com antenas em Madrid, e quanto às quais não se pode contar com um “special one”. Infelizmente.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Ó Mano Pedro, meu caríssimo MP...

...Como é que é? Então um gajo apanha uma boa meia dúzia de anos de prisão, daquelas bem medidas ou bem pesadas e tu, MP, vens com esse prurido dos vídeos que, parece, sustentam a prova com que mandas o gajo ver o céu aos quadradinhos?

De que te envergonhas, Mano Pedro, caríssimo MP? Do som? Da imagem? Dos planos? Da edição pouco cuidada? Mas isso não serão pormenores já que os vídeos serviram, entre outras coisas, para sustentarem a porrada da pena aplicada por tua sugestão, a teu pedido?

E agora temos que ignorar aquelas barracadas da identificação dos locais dos crimes?

Ah! Estará a utilizá-los sem pagamento de direitos de autor? Mas aquilo merece mesmo pagamento seja do que for, quando são uma dor de alma?

Mano Pedro, caro MP, aguenta a bronca. E se antes passou cá para fora tanta coisa, se já papámos tanta infracção ao segredo de justiça e para o quê nem um culpado se arranjou, que é isso de se vir com a desobediência qualificada por quem quer provar que o rei vai nu? É que se provar que o rei vai nu, talvez tenhamos um bom motivo para recuperar a indústria de lanifícios, tantas serão as partes pudibundas a cobrir.

E vem aí o Outono / Inverno, Mano Pedro. Aproveita…


sexta-feira, 3 de setembro de 2010

LIBERDADE DE ESCOLHA…

Pode-se estar a ouvir sem olhar o ecrã. Mas de uma coisa estou certo. Quando ouço alguém argumentar a favor da liberdade de escolha – entre a prestação de serviços pelo Estado e pelos privados, na saúde, na educação… - já sei com o que conto olhando um ecrã: gente bem equipada, fato sempre esmerado, camisa bem engomada, lencinho no bolso que eu utilizo para colocar um par de óculos.

Mas não sei se se equipa daquele modo para argumentar a favor da liberdade de escolha, ou se argumenta assim porque já está… equipado.

De qualquer modo, a liberdade de escolha está apenas ao alcance de uns – poucos, os bens equipados – mas não da maioria. E esta é que é a questão a ter em conta.



sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Quando no Quelhas não havia duques...

Eu ainda sou do tempo em que no então ISCEF – agora ISEG – economia era a macro, gestão era finanças, era a micro.

E, por princípio, cada galo em seu galho.

E, sobretudo, onde não havia duques assim. Porque era o tempo de Pereira de Moura, Jacinto Nunes… e tantos outros. Uns ases.

Agora parece que se instalou a bagunça. E ninguém por lá se indigna com o papel dos duques que usurpam competências de áreas que lhes não respeitam e de modo tão lastimoso?

Pró lixo? Ora bolas!


Ora bolas!

Pró lixo? Depois de tanto esforço a elaborá-lo, a defendê-lo? Já não é para, ao menos, reciclar?

E o chefe é que manda – pode mandar – pró lixo?

Bom, o melhor é pedir à JF de Massamá a colocação de mais um contentor. Como prevenção. E esta também é uma razão atendível. Assim como que uma justa causa.

domingo, 15 de agosto de 2010

Pontal. O discurso mais aguardado e mais marafado...

Ainda não percebi nada. Ou a água estava boa e não saiu dela para preparar o discurso. Ou o vinho estava marado. Ou o moço está nervoso.

Que se passa?

E a favor do estado social de forma tão desastrada, onde é que vai parar com este discurso?

E já vai na justiça. Que o Estado, o Governo, deveriam não sei o quê. Que isto da separação de poderes deve ser coisa que vinho marado não tolera.

Mas o moço está muito queimado do sol. Terá ficado apanhado da tola?

E já vai num caso menor: o do vice-procurador. Temo que chegue à conclusão que ele é culpado dos incêndios. O melhor é ir tomar um duche. E beber um copo, mas de melhor vinho.

Antes o Mendes Bota, agora de saída. Pelo menos diverte.


quarta-feira, 11 de agosto de 2010

O Senhor de Matosinhos está angustiado...

Nada se lhe pode apontar. Um exemplo de autarca. Um militante cumpridor. Uma obra em Matosinhos de acordo com os princípios do PS.

Levou banhada na candidatura que apresentou contra a do PS. Mas jura ter toda a gente ao seu lado. Mas, quando isso se pode manifestar por voto secreto, aí vai banhada.

Está triste, mesmo angustiado. Este não é o seu PS. Este é um PS estalinista. Que tem à frente gente sem experiência de vida. Ele sim, sabe o que é a vida, uma vida onde parece nunca ter tido um andar arrecuado.

Do mesmo se pode queixar a Senhora de Felgueiras e mesmo o Senhor de Oeiras. Este ainda vai ganhando, mas num concelho com tantos licenciados, com tanta cabecinha pensadora, tudo é possível.

Não se pode tolerar fazer uma desta ao Senhor de Matosinhos, mesmo que isso signifique pura e simplesmente aplicar-lhe os estatutos do seu partido. Que será sempre o seu, recusando outro qualquer. Talvez apenas porque o valor do seu passe não está ao alcance de mais nenhum.

Ou será porque ninguém o quer para coisa alguma, salvo para dar entrevistas – quase um comício - como aquela que acaba de passar na SIC-N?


sábado, 7 de agosto de 2010

Tadinhos dos procuradores... só lhes deram 30 dias

Muitas reacções apressadas, muitas indignações. Todos a exagerar, salvo o Público, certamente graças à intervenção especializada do procurador inspector assistente Cerejo.

Felizmente temos o Público para não cairmos em esparrelas. Graças a Deus que podemos contar as esmeradas análises do procurador inspector assistente Cerejo.

Mas, eu que também me indigno, tenho que reagir a certas espertezas, a certas canalhices. Porque o procurador inspector assistente Cerejo não me diz o que andaram a fazer os dois procuradores até à recepção do relatório final. Não eram titulares do processo? Ou será que isso de titular é apenas título que se dá aos procuradores enquanto aguardam, num SPA, de férias numa ilha, numas mariscadas, que lhe seja entregue o relatório final? E se há um relatório final, será que não houve relatórios intercalares? E, mesmo sem estes, os procuradores não estavam ao corrente das questões a colocar ao PM e que, aliás, têm muito a ver com o que se foi conhecendo através de selectivas fugas de informação? Andaram a fazer o quê, os senhores procuradores? E, se estavam sentadinhos a aguardar pelo relatório final, a quê é que foram pressionados aqui há uns bons meses, por um colega da corporação? Se eles não estavam a intervir, para que eram as pressões?

E assim se escrevem editoriais de um jornal dito de referência. O fantasma do JMF continua pela Rua Viriato…

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

O tempora! O mores!

Só agora dei por esta. O título original é "Il Compagno" mas, na primeira edição em Portugal, em 1960, o contexto obrigou a editora a optar por "A Guitarra Quebrada". Com capa a condizer.
Verdade que o protagonista, o camarada, tocava... viola. Mas se calhar viola poderia sugerir violação ou coisa assim. E guitarra mais facilmente se associa ao fado que era o nosso, mesmo se também acompanhado à viola.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Loriga - Mais uma vergonha...

Loriga - Antiga fábrica Nunes & Brito

Era uma fábrica de lanifícios, há muito desactivada como tantas outras. E estas tantas outras estão na mesma ou pior, na mesma localidade.

Todas terão um dono, um proprietário. Seja um particular, seja uma instituição financeira que as detém como garantia de dívidas antigas. Que nisto se comportam como os tais que nem … nem saem de cima.

E são um atentado: à paisagem, à memória colectiva.

Perante isto fica a lamentação, a indignação. Momentâneas. Depressa virá a indiferença. E passaremos a habituarmos, pois há muito que é assim. Até que, quem pode e deve, seja capaz de ter vergonha ou de ser chamado à responsabilidade.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

UM PROVINCIANO...

Queira Rio ou não, o Comité do Nobel da Literatura atribuiu, a Saramago, o Prémio Nobel. E foi certamente mais exigente que ele o é ou quer aparentar ser.
Rio, pelo que tem feito pela cultura no Porto, terá reservado um balde de merda na história.
E só argumenta desta maneira - ao Porto o que é do Porto - quem é provinciano. E queixam-se quando isto lhes é chamado, como se este infeliz não se pusesse sempre a jeito.

DEIXEM-SE DE MERDAS...

... e mandem lá o NIB que eu prometo ajudar. Não quero que vos falte nada. E os portugueses sempre foram solidários com os mais necessitados.

Procuradores procuravam ter tempo...


E não tiveram tempo porque:

1. Seis anos e meio é manifestamente pouco tempo.

2. Estavam na lista de espera para uma consulta na Sonatone, condição necessária para poderem ouvir em condições.

3. Esperavam por mais questões – igualmente ridículas – que o procurador assistente Cerejo e o sindicalista Palma ficaram de elaborar.

4. Perderam tempo excessivo a gerir com eficácia as fugas de informação.

5. Nada como ter uma desculpa tola para tanta incompetência – fiquemos por esta – revelada ao longo do processo.

6. Ainda estão na paragem a aguardar pelo autocarro para S Bento e a Carris se mantém em greve.

7. Tentavam entre si perceber o alcance das magnas questões a colocar.

8. O tempo tem estado de chuva e não queriam correr o risco de uma constipação.

9. Foram apanhar táxi no aeroporto e este ainda anda às voltas pelo Gerês à procura de S Bento da Caniçada.

10. Crespo ainda não tinha chegado à milésima intervenção sobre o assunto.

11. Aguardavam pela alta médica de madame Moura Guedes a quem fora prometida uma cacha de arromba.

12. As coisas têm o seu ritmo e primeiro está a sesta debaixo de um chaparro.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Alô, alô! Especuladores e Agências de Rating...

Este senhor, que não tem dúvidas e raramente se engana, que tem e sabe ler os números como mais ninguém, acaba de afirmar, no Dia de Portugal, que a situação do País é insustentável.

Aproveitem a maré que o pretexto é excelente. Especulem mais ainda, afundem o rating da República.

Mas não esqueçam que vêm aí as eleições. Deixem uns trocos para a campanha.


quinta-feira, 27 de maio de 2010

Falta selectiva de memória…

- Foi de dia ou de noite?

- Claramente de dia, fazia sol.

- Mas havia pelo menos uma nuvem, ou não?

- Espere aí, lembro-me que usava óculos de sol nesse encontro, mas se havia uma nuvem que fosse, sei lá.

- Recapitulemos: diz que fazia sol e não se lembra se havia, pelo menos, uma nuvem, é isso?

- Sim, confirmo. Havia sol mas não registei no meu diário a existência de qualquer nuvem.

- Mas então não entende ser necessário registar isso, para melhor nos garantir as exactas circunstâncias meteorológicas em que decorreu esse encontro?

- Não.

- Desculpe… mas muito me surpreende essa displicência em que ocupa funções da maior importância no País. Mas passemos a outra questão: afirmou que esse encontro durou cerca de 15 minutos…

- Sim, mais ou menos 15 minutos.

- Mas mais que 15 ou menos que 15?

- Cerca de 15 minutos.

- Está bem, já nos disse isso. Mas o que pergunto é se foram mais que 15 – 16 por exemplo – ou menos – 13, por exemplo.

- Não sei. Apenas posso garantir que se tratou de encontro breve, de cerca de 15 minutos.

- Mas o seu relógio tem um cronómetro, ou não?

- Deixe cá ver… Tem sim senhor.

- E se tem, não lhe ocorreu cronometrar exactamente a duração do encontro?

- Não… apenas costumo fazer isso nas minhas maratonas.

- Então lembra-se do cronómetro nas maratonas e não num encontro destes?

- Não.

- Como assim? Não se dá conta da gravidade da sua conduta?

- Na peida!

- O quê? Em qual peida?

- Na sua, obviamente.

- Sr Presidente : Estou satisfeito. O inquirido tem uma memória muito selectiva mas, no mais importante, foi ao encontro dos meus anseios.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

OS CHICOS-ESPERTOS DA SAÚDE…

A Ministra da Saúde quer que na receita médica se informe quanto é que o doente pouparia na opção por medicamento mais barato, com a mesma molécula.

E quem não está de acordo? Os médicos e os farmacêuticos.

Os primeiros justificarão a sua discordância com as tretas do costume: a sua autonomia, o princípio da bioequivalência e coisas assim, estilo xaropadas para a tosse. Não pensemos noutras motivações porque estamos perante gente muito séria. Que raramente se ri, a não ser nas costas dos doentes.

As farmácias – que muitas vezes fazem questão de não terem os fármacos mais baratos, para impingirem os mais caros – entendem que tal medida é geradora de conflitualidade entre doentes e médicos. Como se a gente não soubesse que auferem uma margem fixada em percentagem do preço dos medicamentos que vendem, e que 20% de 10 é 2 e os mesmos 20% de 50 é 10.

Quem se lixa? O paciente, o contribuinte que, muitas vezes, coincidem na mesma pessoa.

No esquerdo ou no direito? Manda a moeda ao ar para escolher...


Foi preparado para ser operado ao braço esquerdo e foi operado ao direito. O cirurgião pediu muitas desculpas. Já o chefe da equipa quis culpar o paciente que, debaixo de uma anestesia geral, teria a obrigação de informar os senhores doutores que estavam com os olhos trocados. E quase sobrava para a enfermeira, que preparou o braço a operar, rapando-o.

Mas sempre haveria uma compensação. Ao operar o braço errado teria também sido tratada lesão antiga, um bónus. Só que tal lesão não está registada no dossier do doente.

A notícia foi dada pelo Público de 19-05-2010. E coisa estranha: Crespo assobiou para o lado, Medina Carreira não explicou o sucedido com os seus habituais gráficos e nem o Bloco, nem o PP, chamaram a ministra ao Parlamento. A Ordem dos Médicos? Deve estar a tratar da implementação das medidas anunciadas pela ministra.

Será a notícia do Público exagerada? Ter-se-ia mesmo passado uma coisa assim? E se, por menos, temos alarme público, por que não neste caso?

Fui ver. Mas, como na tal balada, não era a neve que caía. O que acontece é que isto se passou num hospital para gente… particular, topam? Estivesse em causa uma unidade do SNS e seria o bom e o bonito. Não sendo, fica entre… particulares, ali para os lados da Nunciatura Apostólica. Que nada tem a ver com o caso, naturalmente.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Haja saúde!

Acerca das medidas de poupança estabelecidas pela Ministra da Saúde, vem um comentador ao Opinião Pública da SIC-N com uma pérola mais ou menos assim: aceitar tais medidas é reconhecer que os gestores são incompetentes porque, se assim não fosse, não haveria nada em que poupar, nada a racionalizar.

Por mim, se tal comentador fosse gestor, melhor seria que se dedicasse ao comentário em exclusividade porque, certamente, se teria já esgotado como gestor. Já tudo teria feito de modo a que nada houvesse a poupar ou qualquer medida a implementar.

Não deve ser por acaso que tal comentador representa a Ordem dos Médicos cujos membros, no mínimo, sempre torceram o nariz aos gestores hospitalares de carreira. Porque antes de tais gestores eram eles que se sentiam competentes para gerir os hospitais, certamente a partir dos conhecimentos obtidos nalguma aula de Anatomia e que confundiam com Economia.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Mas que f... é esta?


Deixa cá ver se assim sei contar pelos dedos…

O governo colocou dívida na banca portuguesa à taxa média de 2.95%, segundo ouço ali ao lado na SIC-N. A mesma banca não me paga metade daquela taxa. Mas usa o meu dinheiro para emprestar ao governo à taxa média de 2.95%. Por seu lado, o governo não me paga o mesmo (mesmo que algo menos) nas aplicações em certificados de aforro, quando eu preferia emprestar ao governo através de certificados de aforros.

Será que estou a ser tratado como tonto, com a banca a pagar-me 1% - por vezes menos – para depois emprestar ao governo à taxa média de 2.95%?

Ou, mais que tonto, estarei mesmo a ser f…?

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Justiça - O que vale a avaliação Muito Bom

Um Procurador da República tinha sido sempre avaliado como Muito Bom. Mas, agora, corre o risco de ser compulsivamente aposentado porque esteve na origem de alegados atrasos em processos ao seu cuidado e que, por isso, prescreveram.

Isto segundo o Público de 05-05-2010.

E agora, que fazer aos seus avaliadores?

segunda-feira, 19 de abril de 2010

As leoas têm que ter leõezinhos... sofredores

O ar infeliz de leoas obrigadas a ter leõezinhos sofredores

“Quando alguma sportinguista tiver a infelicidade de casar com um benfiquista, tem o dever de fazer com que o filho continue a ser sportinguista. Este trabalho de sapa nas famílias é fundamental e as mulheres têm um papel decisivo na orientação da vida das crianças”.

José Eduardo Bettencourt, segundo o Público de 18-04-2010

Uma mulher sportinguista que opta pela infelicidade de casar com um benfiquista mais não faz que seguir o seu fado: manter a infelicidade de ter um presidente que é uma desgraça.

E já agora: com tanto blackout, quando é que calam esta miséria?

sábado, 17 de abril de 2010

É o Eyjafjallajokull, pá!

E, com as cinzas do Eyjafjallajokull no ar, gaivotas em terra. Mas, com um nome destes, que se poderia esperar?

domingo, 28 de março de 2010

Um homem com qualidades

O visado era o mesmo, o da foto. Um dos manos Sá Fernandes chamou-lhe “bandido” e o outro “agente corruptor” e “vigarista”. No mesmo Tribunal – de Braga - o primeiro foi absolvido, mas o segundo foi condenado a pagar-lhe, por difamação agravada, 10 mil euros, suportando ainda uma multa de 3 mil euros.

O visado, a quem se pode chamar "bandido" sem consequências, foi condenado, antes, a bem menos pela prática de um crime de corrupção, crime que o agora condenado denunciou. Mas, apesar de condenado por crime de corrupção, o Tribunal fundamentou a condenação de Ricardo Sá Fernandes na ofensa feita à honra, dignidade, personalidade e imagem públicas do visado. E assim se deu seguimento à pretensão do advogado do visado que procurava demonstrar tratar-se de “um homem sério” que “não merece as patifarias que lhe fizeram”.

Fez-se justiça a um homem com qualidades. Mesmo se condenado por corrupção. Mesmo se "bandido". Mas, por favor, não se lhe chame “agente corruptor” ou “vigarista”. Isso é demais e a justiça não gosta.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Para os docentes? E p'ra gente, nada?

“CN da FENPROF aprovará exigências para enfrentar indisciplina e violência em espaço escolar e proposta para considerar o stress doença profissional dos docentes”

Continua aqui http://www.fenprof.pt/?aba=27&mid=115&cat=53&doc=4594

domingo, 14 de março de 2010

Saíu a fava - a rolha - ao Pacheco!

Pacheco está por ali no seu ponto sem contraponto. Contra a lei da rolha. Em programa gravado. Mas imaginaria Pacheco que o congresso do seu partido aprovaria, hoje, uma lei da rolha?
Ninguém o preveniu e o programa está no ar. Agora, terá que voltar ao tema. Não com o Bordalo e os seus bonecos, mas com a lei da rolha que os seus companheiros, hoje mesmo, entenderam fixar como regra no interior do PSD.
Ou será que Pacheco se antecipou sabendo que a lei da rolha do PSD o visaria?

Não, censura à imprensa não é isto...

Era sobretudo o que estava por detrás daquele carimbo. Mas vai levar muito tempo a expulsar da redacção do Público o fantasma do JMF. Como se constatar por esta crónica do seu Provedor.

Aqui http://jugular.blogs.sapo.pt/1678539.html

sexta-feira, 12 de março de 2010

A transparência nos negócios, segundo Cavaco Silva

Sobre o falhado negócio PT/TVI, Cavaco Silva entende que não poderia efectuar-se “Não só sem o conhecimento prévio do governo, mas sem o conhecimento prévio da opinião pública”. Porque não poderia deixar de ser “uma operação absolutamente transparente”.

Por isso, nunca mais se ouse dizer que o segredo é a alma do negócio. Que um negócio ou não tem alma, ou não terá segredo. Agora basta levar isso á prática, embora com a reserva de que as novas regras para negócios – conhecimento prévio do governo, da opinião pública, como condição para serem transparentes - venha de alguém que faz questão de cultivar tabus… muito transparentes.

E, para Cavaco Silva, o caso ainda não está completamente esclarecido. Porque, admito eu, ainda não foi possível conseguir a unanimidade entre quem esteve por dentro do negócio – Granadeiro e Bava, por exemplo – e quem lá não esteve – o casal Moniz, o Crespo, o Saraiva. E estes, embora fora das negociações, são pessoas honradas, isentas, independentes, da maior seriedade, com quem Granadeiro e Bava muito terão a aprender na matéria.

E, como não está esclarecido, Cavaco Silva dá a entender que se justifica uma comissão parlamentar de inquérito. Ele que treme e se irrita quando, na mesma entrevista, se volta ao caso das escutas, assunto para que convém não fazer as mesmas exigências de completo esclarecimento. Assunto para o qual nada lhe interessará a transparência, apesar do alarido a que deu azo com uma solene declaração do país.

Importante é que seja pública uma negociação entre empresas privadas e em que estava em causa uma posição minoritária num canal de televisão. Como se a vida dos negócios se pudesse compaginar com tal tipo de devassa pública.

Escutem-se então os negócios, mas não os que decorram no Palácio de Belem.

sábado, 6 de março de 2010

Eles que se entendam que já são crescidos...


Freeport: investigadores sem novos indícios para deslocação a Londres http://www.publico.pt/includes/img/vazio.gif

06.03.2010 - 15:11 Por Lusa

Os investigadores do caso Freeport estão actualmente a ler o relatório pericial para ver se há lacunas ou contradições, não tendo na sua posse novos indícios que justifique uma deslocação a Londres, disse hoje à Lusa fonte judicial.

terça-feira, 2 de março de 2010

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

E quando a gente esperava por um número de palhaços, sai um pretenso estadista!


O director do Sol pediu um adiamento da sua audição parlamentar, agendada para hoje, alegando que "ninguém perceberia" que se dedicasse a falar de "problemas particulares" quando o país está impressionado com a tragédia da Madeira.

Público online, 23-02-2010

Bufos e seus porta-vozes...

"O caso Mário Crespo não é um problema de liberdade de informação, mas (mais) um sintoma da degradação a que chegou a comunicação social."

A. Marinho e Pinto

E continua aqui http://jn.sapo.pt/Opiniao/default.aspx?opiniao=Ant%F3nio%20Marinho%20Pinto


terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Ainda não foi processado? Nem é preciso.


“O que se assistiu nesta primeira semana de audições é apenas um sinal do que nos espera nos próximos tempos: uma série de egos desorbitados, várias acusações fúteis e os previsíveis ajustes de contas de que ninguém sai a ganhar. Eu sei que, neste momento, Mário Crespo é uma das vítimas da liberdade e que nessa qualidade deve, segundo alguns teóricos, ser alvo da solidariedade de todos quantos não estão "vendidos" aos interesses do engº Sócrates. Ora, eu não estou, nem nunca estive "vendida" aos interesses do engº Sócrates, mas considero que a actuação de Mário Crespo na Comissão de Ética foi um exercício deplorável que enxovalha o jornalismo e a Assembleia da República. Um exemplo, como já disse, da histeria que hoje em dia reina em Portugal.”

Constança Cunha e Sá, Jornalista

Correio da Manhã, 23-02-2010

Mas que merda é esta? Brincamos?

"Tudo se conjuga assim para que Sócrates não conste do rol dos acusados e para que se veja assim livre das suspeitas que recaem sobre ele desde 2005.Os procuradores Paes Faria e Vítor Magalhães já encontraram, contudo, indícios suficientes para deduzir acusação em relação a alguns arguidos do processo relacionado com a construção do centro comercial de Alcochete.

A conclusão do despacho final será conhecida no próximo mês de Março, segundo revelou já publicamente a coordenadora do Departamento Central de Investigação de Acção Penal (DCIAP), Cândida Almeida.

O nome de José Sócrates tem sido associado a este caso, devido ao facto de a implantação do Freeport ter invadido a zona de protecção ambiental do estuário do Tejo, quando Sócrates era ministro do Ambiente. O projecto acabaria por ser aprovado pelo Governo de Durão Barroso, mas declarações proferidas pelos representantes dos investidores ingleses levantaram suspeitas de corrupção e tráfico de influências que envolviam o nome do primeiro-ministro.
As investigações prolongam-se há cinco anos, mas, até agora, não foram detectados indícios que permitam constituir Sócrates sequer como arguido.

Em declarações ao PÚBLICO, Cândida Almeida nota, contudo, que "ainda se está a analisar o relatório pericial da PJ" composto por "milhares de páginas". É ainda necessário "confrontar resultados com o resto da prova, ver se não há contradições ou lacunas" e "eventualmente realizar diligências". Só então o Ministério Público "dará a sua decisão relativamente a todos os suspeitos e arguidos", esclarece a responsável do DCIAP.

No âmbito deste inquérito já foram realizadas demoradas perícias aos fluxos financeiros do Freeport para o licenciamento, construção e abertura do complexo comercial. Com a colaboração da Polícia Judiciária de Setúbal, os dois magistrados constituíram seis arguidos no âmbito do processo: o inglês Charles Smith, Carlos Guerra (ex-presidente do Instituto de Conservação da Natureza), José Dias Inocêncio (antigo presidente da Câmara de Alcochete), José Manuel Marques (antigo assessor daquela autarquia), Manuel Pedro (sócio de Charles Smith na empresa Smith&Pedro) e Eduardo Capinha Lopes (responsável pelo projecto de arquitectura).

Em processos autónomos, a investigação foi realizada em cooperação com as autoridades inglesas. O Serious Fraud Office (SFO) e a Overseas Anti-Corruption Unit trocou informações com os investigadores portugueses e circularam entre Lisboa e Londres cartas rogatórias, informações e pedidos de esclarecimento. Por falta de indícios suficientes para acusar os seis suspeitos ingleses envolvidos no caso, a investigação britânica acabaria por ser arquivada. Os danos colaterais do processo afectaram o inspector José Torrão, que foi acusado de violação do segredo de funcionário e condenado a oito meses de prisão, em Julho de 2007. Mais recentemente, o procurador-geral adjunto Lopes da Mota foi punido com trinta dias de suspensão e obrigado a demitir-se da presidência do Eurojust, por denúncia de ter pressionado os magistrados titulares do inquérito Freeport."

Público de hoje.

Se assim é, vamos lá carregar no Face Oculta e, pelo sim pelo não, magicar já outra qualquer coisinha. Isto não pode ficar assim, nem que se tenha de o apanhar a roubar rebuçados aos putos ou a pisar a relva dos jardins do palácio de S Bento.
Uma dica: naquelas maratonas, não haverá doping? Huuuuummmm! Eu pegava nessa.