sexta-feira, 12 de março de 2010

A transparência nos negócios, segundo Cavaco Silva

Sobre o falhado negócio PT/TVI, Cavaco Silva entende que não poderia efectuar-se “Não só sem o conhecimento prévio do governo, mas sem o conhecimento prévio da opinião pública”. Porque não poderia deixar de ser “uma operação absolutamente transparente”.

Por isso, nunca mais se ouse dizer que o segredo é a alma do negócio. Que um negócio ou não tem alma, ou não terá segredo. Agora basta levar isso á prática, embora com a reserva de que as novas regras para negócios – conhecimento prévio do governo, da opinião pública, como condição para serem transparentes - venha de alguém que faz questão de cultivar tabus… muito transparentes.

E, para Cavaco Silva, o caso ainda não está completamente esclarecido. Porque, admito eu, ainda não foi possível conseguir a unanimidade entre quem esteve por dentro do negócio – Granadeiro e Bava, por exemplo – e quem lá não esteve – o casal Moniz, o Crespo, o Saraiva. E estes, embora fora das negociações, são pessoas honradas, isentas, independentes, da maior seriedade, com quem Granadeiro e Bava muito terão a aprender na matéria.

E, como não está esclarecido, Cavaco Silva dá a entender que se justifica uma comissão parlamentar de inquérito. Ele que treme e se irrita quando, na mesma entrevista, se volta ao caso das escutas, assunto para que convém não fazer as mesmas exigências de completo esclarecimento. Assunto para o qual nada lhe interessará a transparência, apesar do alarido a que deu azo com uma solene declaração do país.

Importante é que seja pública uma negociação entre empresas privadas e em que estava em causa uma posição minoritária num canal de televisão. Como se a vida dos negócios se pudesse compaginar com tal tipo de devassa pública.

Escutem-se então os negócios, mas não os que decorram no Palácio de Belem.

3 comentários:

Arriaga disse...

Porque perdes tempo? O vôvô está xéxé!

E.Dias disse...

Eu concordo com o PR ao reivindicar a transparência de negócios politicamente relevantes. E assim, esperemos que algum dia se faça luz sobre uma certa aquisição e venda de acções não cotadas em bolsa, sobre a respactiva valorização, oportunidade do negócio, etc.
Oliveira e Costa, Aníbal Cavaco Silva e Patrícia Cavaco Silva saberão (mas não querem) esclarecer.
Transparências.

MFerrer disse...

Concordo. Acho bem. Acho tão bem que aguardo , sentado, uma explicação para os ganhos inexplicados (áveis) sobre umas tais acções de um tal BPN...
Cumps