sábado, 1 de setembro de 2012

Medíocre mas pedante, a tia Mónica...



A tia Mónica é conhecida pela profundidade das suas análises, pela originalidade das suas investigações. Pelo descontrolo do seu discurso.
Mónica já tem carradas de razões para ficar na história do anedotário nacional, com tiradas do género “Sou de esquerda porque não sou de direita” ou “Os meus heróis são do liberalismo clássico, eu descendo desse liberalismo”.
Ora, anda pelo Público uma contenda entre dois historiadores: Rui Ramos, assumidamente de direita e Manuel Loff, claramente de esquerda. Este iniciou a polémica acusando o primeiro de branquear, na sua História de Portugal, a ditadura salazarista, o fascismo português. Ramos já reagiu de forma original para um historiador, ao escolher a via da vitimização.
Mas isto não vai ficar por aqui, pois o tal de Fernandes, que quase dava cabo do jornal, já ameaçou que também virá a terreiro, ao lado de Ramos. Mas antes dele veio a tia Mónica, com a lata e ousadia próprias de uma preconceituosa capaz de se meter onde não é chamada e, como muitas vezes lhe acontece, sem se dar ao cuidado de reler o que escreve, antes do imprimatur. Uma tonta.
Comecemos pelo título da crónica. Mónica, sem apresentar uma, titula o texto por “Loff e as suas mentiras”. Descasca em Loff, chama-lhe nomes, mas não apresenta um exemplo para as mentiras de que acusa Loff no título dado à crónica.
Pior. Mónica escreve “Nunca ouvira falar de Manuel Loff…” mas repentinamente, depois de o ler a denunciar Ramos, decide que ele não será historiador mas sim “militante”, um“estúpido” , um “fanático” que, afirma Mónica, teve a ousadia de “caluniar” Ramos. Mónica, sim, é incapaz de caluniar.
A obra de Ramos tem para Mónica duas virtudes: foi por ela lida do princípio ao fim e, atenção, vendeu milhares de exemplares, tudo a fazer da obra uma intocável vaca sagrada.
Por fim, uma lamentação que fica bem a uma cabeça que ficou parada lá muito atrás: que o Público tenha publicado a crónica do seu habitual colaborador, e terminando com esta pérola: “Só tenho pena que o meu jornal tivesse sido o veículo através do qual um “historiador” medíocre tenha podido mentir com impunidade”. E isto quando estou farto de merdas sobre a forma de crónicas de Mónica quer no Público, quer no Expresso. Porque a liberdade de expressão também serve para isto: podermos sorrir, com compaixão, de certa gente. Que não se enxerga. Como é o caso da tia Mónica.
 

2 comentários:

Pricia y Guille disse...

Segundo a teoria da tia, que até tem ar de possidónia, como toda a gente sabe, um homem bonito é um bom governante.
Não sei como é que depois de pensar tanto, aquela cabecinha cabeluda não entrou em combustão.
Ah! Já sei: para haver combustão é preciso haver oxigénio.

Pricia y Guille disse...

Segundo a teoria da tia, que até tem ar de possidónia, como toda a gente sabe, um homem bonito é um bom governante.
Não sei como é que depois de pensar tanto, aquela cabecinha cabeluda não entrou em combustão.
Ah! Já sei: para haver combustão é preciso haver oxigénio.