domingo, 31 de outubro de 2010

Descarado estoira-vergas

Este descarado e ordinário estoira-vergas afirma ter mais confiança no FMI que nos políticos deste lado do oceano. Por isso chumbaria o OE.

Mas tem um problema insolúvel: haver quem confie nele. Se a alguns não se compra carro usado, a este nem que se tratasse de carro acabado de sair de fábrica.

E até à próxima enxurrada lá teremos que aturar o habitual comportamento desta enormidade, que já fede há muito.


segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Vai pró CrOmatório*

É preciso ter muita lata. Em Fevereiro, um autêntico ignorante. "O que é a Ongoing?" perguntava. E insinuava que publicações da Ongoing tinham feito um desvio editorial, favorável ao governo. Que não seriam isentas, independentes. Ora, quem isto questiona, sente-se na matéria acima de qualquer suspeita. Como é o caso de Branquinho.

Saiu-lhe agora o euromilhões. O deputado Branquinho - tudo se lava, tudo se esquece - está a caminho de ser nomeado administrador da Ongoing. Se ainda não sabe o que é, ficará a saber por dentro e, para isso, até lhe pagarão muito bem. Que também muitos são os seus méritos de gestor. Amplamente reconhecidos.

Questões éticas? Não lixem o senhor. Que é branquinho, alvo, de uma celestial pureza. E, confesso, tem mesmo cara disso.

*Casa de Correcção e Repouso dos Cromos, em regime de severo internato.

Vai pró CrOmatório*


Só faltava, a este sindicalista, dar “um tiro de canhão no pé”, segundo o juiz desembargador Rui Rangel ou “um tiro no coração”, segundo o juiz desembargador Eurico Reis.

Agora estão dados os tiros.

E falta ainda o quê, para a aposentação compulsiva deste sujeito que, aliás, já seria prémio indevido a quem tanto mal tem feito à justiça?

Mas, infelizmente, é um homem de diversas qualidades, conforme já assumiu o vice-presidente do CSM. Martins, segundo Bravo Serra, falou na qualidade de sindicalista. E, nesta qualidade, poderia Martins mandar para certo sítio os membros do CSM? Ou produzir sobre eles insinuações como as que proferiu contra o executivo? Sem que nada lhe acontecesse?

*Casa de Correcção e Repouso dos Cromos, em regime de severo internato.

Vai pró CrOmatório*

Bravo Serra demarca-se da posição de António Martins, mas desvaloriza o tom das críticas do presidente da ASJP considerando que falou enquanto sindicalista e não enquanto magistrado.

«Suponho que o senhor desembargador António Martins fez [essas declarações] na qualidade de dirigente sindical, defendendo assim os interesses da classe. Portanto, estaria num certo 'direito' de utilizar uma linguagem que não é usada pelos juízes não qualidade de juízes», considerou Bravo Serra.

Quando esperava que o Conselho Superior da Magistratura instaurasse um processo ao sindicalista Martins, temos esta posição do seu vice-presidente. Bravo, Serra!

E desculpe qualquer coisinha, senhor desembargador, um sujeito de muitas qualidades. Que lhe permitem passar por entre a chuva, sem se molhar, na opinião de alguns.

*Casa de Correcção e Repouso dos Cromos, em regime de severo internato.

Vai pró CrOmatório*


Professor de Filosofia, Fundador Nacional (?) da Juventude Socialista. Candidato a coisas. Cabeça de lista doutras. Membro efectivo e suplente doutras mais, segundo a biografia oficial.

Empobrece quando chega a deputado. O dinheiro não dá, mas também não se sabe o que deu em troca. Notório é que deu nas vistas quando alguém o chamou de palhaço numa comissão. E, mais recentemente, quando sugere o alargamento do horário da cantina, que o dinheiro não dá.

Não aguenta a crise. Tem que descansar ou, para castigo, voltar à antiga ocupação.

*Casa de Correcção e Repouso dos Cromos, em regime de severo internato.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Com tantos orçamentistas por aí...


Entre comentadores, conselheiros, ex-ministros, reformados da política, participantes de fóruns, passageiros da Carris, do Metropolitano e da Barraqueiro, taxistas, candidatos e candidatos a candidatos, frequentadores do albergue do Crespo, sindicalistas da magistratura, anónimos desconhecidos e conhecidos que se querem anónimos… já contei umas largas dezenas de candidatos a orçamentistas. Qualquer um deles – juram pela mãezinha - faria muito melhor.

E foram escolher, desperdiçando tanta competência, o Teixeira de Santos.

Raio de azar o nosso.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

ROBERT WYATT ... voltou com "For The Ghosts Within"

Quanto ganhará este meia-leca?

Certamente menos que os 7.225 euros que o Presidente da CP, menos ainda que os 6.923 euros que o Presidente da Carris. Porque, para este meia-leca, tais ordenados são escandalosos, segundo o seu comentário na TVI24, conforme relata o Público de hoje.

Já depois disso, segundo o Público online, os valores foram confirmados, conforme segue:

O Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações confirma o aumento dos salários fixos revelados pelo ex-líder do PSD Marques Mendes, mas lembra que os gestores perderam as componentes de remuneração de despesas de representação e de acumulação de funções de gestão.

Mas quanto ganhará a meia-leca?

E com que especiais méritos de gestor, a não ser os políticos, terá chegado à Nutroton Energia? E não acumulará o que ali lhe pagam como gestor com uma pensão vitalícia pelo desempenho de cargos políticos que reclamou quando concluiu que a política já lhe bastava para partir para melhor?

E quanto ganhará como comentador para mandar estas foleiradas demagógicas?

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Será este o Nobel da Literatura? Daqui a pouco se saberá.


LISBOA

No bairro de Alfama os eléctricos amarelos cantavam nas

subidas.

Havia duas prisões. Uma delas era para os gatunos.

Eles acenavam através das grades.

Eles gritavam. Eles queriam ser fotografados!

"Mas aqui", dizia o revisor e ria baixinho, maliciosamente,

"aqui sentam-se os políticos". Eu vi a fachada, a fachada, a fachada

e em cima, a uma janela, um homem,

com um binóculo à frente dos olhos, espreitando

para além do mar.

A roupa pendia no azul. Os muros estavam quentes.

As moscas liam cartas microscópicas.

Seis anos mais tarde, perguntei a uma dama de Lisboa:

Isto é real, ou fui eu que sonhei?

Tomas Tranströmer

tradução de Luís Costa

domingo, 3 de outubro de 2010

Assim se prestigia a PSP…

E temos que os respeitar como autoridade. E já vimos exemplos destes com as corporações do ensino. E da justiça. Há gente que, quando põe a boca no trombone, deita por terra as nossas ilusões sobre o que eram, ou julgávamos serem, os actores da autoridade, da justiça, do ensino.

Nada como ensiná-los a falar. Que calar ninguém os calará. Nem isso faria sentido.

Pausa na crise...


Numa tarde na zona do Chiado. Boa e variada música, ao alcance de todos os ouvidos.

Como poupar em analgésicos...

Eu compro esta. Por vezes nem me consigo conter, com ou sem dor.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Morte do Cisne

E este, quando é que renuncia?

Que falta de jeito a deste jeitoso. Confessa agora, de viva voz, não ter concordado com a contratação de Queiroz. Que isso consta mesmo de acta.

E, no entanto, é a pessoa quem se ocupa das relações entre a Direcção da FPP e a selecção. Podemos agora imaginar o que não terá feito para que o tempo viesse dar razão à sua profecia.

E aturamos esta figura há dezenas de anos, mesmo quando foi protagonista no vergonhoso caso Saltillo, incapaz de exercer qualquer autoridade naquela bandalheira. Mas, qual polvo, lá se foi escondendo e disfarçando, mas sem que o tempo lhe acrescentasse algo digno de nota.

Uma parda figura, um senhor figurão.

Quanto a ser cabeça de polvo, afirmou, pretendendo ter graça, que tinha almoçado polvo à lagareiro. Mas do polvo a cabeça é o que menos aprecio, e agora ainda mais, por a ver associada a este cavalheiro. Muito a preceito.

Vai e não voltes...

Tornou-se também conhecido por ser protagonista em nocturnas cenas arruaceiras, onde não faltavam tiros. E isso não impediu que fosse chamado a representar-nos na selecção nacional, o que só prova a falta de senso dos responsáveis de então.

Agora é ele que renuncia à selecção quando, antes, deveria ter sido dispensado por mau comportamento.

Votos para que não volte atrás.


quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Carralhadas...

Ouvi ali ou lado mais ou menos o seguinte: “Seria incapaz de desprestigiar o meu País desmentindo o seu ministro dos Negócios Estrangeiros.”

Isto porque lhe foi perguntado se desmentia ou não ter sido informado da sua saída de embaixador junto da Unesco há meses.

A resposta é uma carralhada, uma fdputice de quem não é capaz de assumir as coisas. E os embaixadores, os de carreira, nunca fariam uma destas.

Carrilho estava fora do sítio, mas concluíram isso tarde de mais. Agora vai ter que trabalhar, dar aulas, espero que por muito tempo.


sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Treinador de bancada – Prólogo

Madail foi a Madrid tentar convencer Mourinho a ocupar-se da selecção. Pelo menos para os dois próximos jogos da fase de qualificação do Europeu. A resultar, será caso para negar o ditado segundo o qual “de Espanha nem bom vento, nem bom casamento”. E há razões para acreditar no Mourinho. Não pelo Real Madrid, nem pelo Florentino Pérez. Apenas pelo Mourinho, por ser o Mourinho. Porque, também aqui, a Mourinho nada acrescenta o Real, nem Pérez. Ou fosse quem fosse que dali proviesse, porque basta Mourinho para dar ânimo, conferir estilo, restabelecer uma identidade.

E mesmo que se limite a orientar a partir de Madrid, vai resultar bem melhor que o que se sabe de outras conhecidas situações, com antenas em Madrid, e quanto às quais não se pode contar com um “special one”. Infelizmente.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Ó Mano Pedro, meu caríssimo MP...

...Como é que é? Então um gajo apanha uma boa meia dúzia de anos de prisão, daquelas bem medidas ou bem pesadas e tu, MP, vens com esse prurido dos vídeos que, parece, sustentam a prova com que mandas o gajo ver o céu aos quadradinhos?

De que te envergonhas, Mano Pedro, caríssimo MP? Do som? Da imagem? Dos planos? Da edição pouco cuidada? Mas isso não serão pormenores já que os vídeos serviram, entre outras coisas, para sustentarem a porrada da pena aplicada por tua sugestão, a teu pedido?

E agora temos que ignorar aquelas barracadas da identificação dos locais dos crimes?

Ah! Estará a utilizá-los sem pagamento de direitos de autor? Mas aquilo merece mesmo pagamento seja do que for, quando são uma dor de alma?

Mano Pedro, caro MP, aguenta a bronca. E se antes passou cá para fora tanta coisa, se já papámos tanta infracção ao segredo de justiça e para o quê nem um culpado se arranjou, que é isso de se vir com a desobediência qualificada por quem quer provar que o rei vai nu? É que se provar que o rei vai nu, talvez tenhamos um bom motivo para recuperar a indústria de lanifícios, tantas serão as partes pudibundas a cobrir.

E vem aí o Outono / Inverno, Mano Pedro. Aproveita…


sexta-feira, 3 de setembro de 2010

LIBERDADE DE ESCOLHA…

Pode-se estar a ouvir sem olhar o ecrã. Mas de uma coisa estou certo. Quando ouço alguém argumentar a favor da liberdade de escolha – entre a prestação de serviços pelo Estado e pelos privados, na saúde, na educação… - já sei com o que conto olhando um ecrã: gente bem equipada, fato sempre esmerado, camisa bem engomada, lencinho no bolso que eu utilizo para colocar um par de óculos.

Mas não sei se se equipa daquele modo para argumentar a favor da liberdade de escolha, ou se argumenta assim porque já está… equipado.

De qualquer modo, a liberdade de escolha está apenas ao alcance de uns – poucos, os bens equipados – mas não da maioria. E esta é que é a questão a ter em conta.



sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Quando no Quelhas não havia duques...

Eu ainda sou do tempo em que no então ISCEF – agora ISEG – economia era a macro, gestão era finanças, era a micro.

E, por princípio, cada galo em seu galho.

E, sobretudo, onde não havia duques assim. Porque era o tempo de Pereira de Moura, Jacinto Nunes… e tantos outros. Uns ases.

Agora parece que se instalou a bagunça. E ninguém por lá se indigna com o papel dos duques que usurpam competências de áreas que lhes não respeitam e de modo tão lastimoso?

Pró lixo? Ora bolas!


Ora bolas!

Pró lixo? Depois de tanto esforço a elaborá-lo, a defendê-lo? Já não é para, ao menos, reciclar?

E o chefe é que manda – pode mandar – pró lixo?

Bom, o melhor é pedir à JF de Massamá a colocação de mais um contentor. Como prevenção. E esta também é uma razão atendível. Assim como que uma justa causa.

domingo, 15 de agosto de 2010

Pontal. O discurso mais aguardado e mais marafado...

Ainda não percebi nada. Ou a água estava boa e não saiu dela para preparar o discurso. Ou o vinho estava marado. Ou o moço está nervoso.

Que se passa?

E a favor do estado social de forma tão desastrada, onde é que vai parar com este discurso?

E já vai na justiça. Que o Estado, o Governo, deveriam não sei o quê. Que isto da separação de poderes deve ser coisa que vinho marado não tolera.

Mas o moço está muito queimado do sol. Terá ficado apanhado da tola?

E já vai num caso menor: o do vice-procurador. Temo que chegue à conclusão que ele é culpado dos incêndios. O melhor é ir tomar um duche. E beber um copo, mas de melhor vinho.

Antes o Mendes Bota, agora de saída. Pelo menos diverte.


quarta-feira, 11 de agosto de 2010

O Senhor de Matosinhos está angustiado...

Nada se lhe pode apontar. Um exemplo de autarca. Um militante cumpridor. Uma obra em Matosinhos de acordo com os princípios do PS.

Levou banhada na candidatura que apresentou contra a do PS. Mas jura ter toda a gente ao seu lado. Mas, quando isso se pode manifestar por voto secreto, aí vai banhada.

Está triste, mesmo angustiado. Este não é o seu PS. Este é um PS estalinista. Que tem à frente gente sem experiência de vida. Ele sim, sabe o que é a vida, uma vida onde parece nunca ter tido um andar arrecuado.

Do mesmo se pode queixar a Senhora de Felgueiras e mesmo o Senhor de Oeiras. Este ainda vai ganhando, mas num concelho com tantos licenciados, com tanta cabecinha pensadora, tudo é possível.

Não se pode tolerar fazer uma desta ao Senhor de Matosinhos, mesmo que isso signifique pura e simplesmente aplicar-lhe os estatutos do seu partido. Que será sempre o seu, recusando outro qualquer. Talvez apenas porque o valor do seu passe não está ao alcance de mais nenhum.

Ou será porque ninguém o quer para coisa alguma, salvo para dar entrevistas – quase um comício - como aquela que acaba de passar na SIC-N?


sábado, 7 de agosto de 2010

Tadinhos dos procuradores... só lhes deram 30 dias

Muitas reacções apressadas, muitas indignações. Todos a exagerar, salvo o Público, certamente graças à intervenção especializada do procurador inspector assistente Cerejo.

Felizmente temos o Público para não cairmos em esparrelas. Graças a Deus que podemos contar as esmeradas análises do procurador inspector assistente Cerejo.

Mas, eu que também me indigno, tenho que reagir a certas espertezas, a certas canalhices. Porque o procurador inspector assistente Cerejo não me diz o que andaram a fazer os dois procuradores até à recepção do relatório final. Não eram titulares do processo? Ou será que isso de titular é apenas título que se dá aos procuradores enquanto aguardam, num SPA, de férias numa ilha, numas mariscadas, que lhe seja entregue o relatório final? E se há um relatório final, será que não houve relatórios intercalares? E, mesmo sem estes, os procuradores não estavam ao corrente das questões a colocar ao PM e que, aliás, têm muito a ver com o que se foi conhecendo através de selectivas fugas de informação? Andaram a fazer o quê, os senhores procuradores? E, se estavam sentadinhos a aguardar pelo relatório final, a quê é que foram pressionados aqui há uns bons meses, por um colega da corporação? Se eles não estavam a intervir, para que eram as pressões?

E assim se escrevem editoriais de um jornal dito de referência. O fantasma do JMF continua pela Rua Viriato…

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

O tempora! O mores!

Só agora dei por esta. O título original é "Il Compagno" mas, na primeira edição em Portugal, em 1960, o contexto obrigou a editora a optar por "A Guitarra Quebrada". Com capa a condizer.
Verdade que o protagonista, o camarada, tocava... viola. Mas se calhar viola poderia sugerir violação ou coisa assim. E guitarra mais facilmente se associa ao fado que era o nosso, mesmo se também acompanhado à viola.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Loriga - Mais uma vergonha...

Loriga - Antiga fábrica Nunes & Brito

Era uma fábrica de lanifícios, há muito desactivada como tantas outras. E estas tantas outras estão na mesma ou pior, na mesma localidade.

Todas terão um dono, um proprietário. Seja um particular, seja uma instituição financeira que as detém como garantia de dívidas antigas. Que nisto se comportam como os tais que nem … nem saem de cima.

E são um atentado: à paisagem, à memória colectiva.

Perante isto fica a lamentação, a indignação. Momentâneas. Depressa virá a indiferença. E passaremos a habituarmos, pois há muito que é assim. Até que, quem pode e deve, seja capaz de ter vergonha ou de ser chamado à responsabilidade.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

UM PROVINCIANO...

Queira Rio ou não, o Comité do Nobel da Literatura atribuiu, a Saramago, o Prémio Nobel. E foi certamente mais exigente que ele o é ou quer aparentar ser.
Rio, pelo que tem feito pela cultura no Porto, terá reservado um balde de merda na história.
E só argumenta desta maneira - ao Porto o que é do Porto - quem é provinciano. E queixam-se quando isto lhes é chamado, como se este infeliz não se pusesse sempre a jeito.

DEIXEM-SE DE MERDAS...

... e mandem lá o NIB que eu prometo ajudar. Não quero que vos falte nada. E os portugueses sempre foram solidários com os mais necessitados.

Procuradores procuravam ter tempo...


E não tiveram tempo porque:

1. Seis anos e meio é manifestamente pouco tempo.

2. Estavam na lista de espera para uma consulta na Sonatone, condição necessária para poderem ouvir em condições.

3. Esperavam por mais questões – igualmente ridículas – que o procurador assistente Cerejo e o sindicalista Palma ficaram de elaborar.

4. Perderam tempo excessivo a gerir com eficácia as fugas de informação.

5. Nada como ter uma desculpa tola para tanta incompetência – fiquemos por esta – revelada ao longo do processo.

6. Ainda estão na paragem a aguardar pelo autocarro para S Bento e a Carris se mantém em greve.

7. Tentavam entre si perceber o alcance das magnas questões a colocar.

8. O tempo tem estado de chuva e não queriam correr o risco de uma constipação.

9. Foram apanhar táxi no aeroporto e este ainda anda às voltas pelo Gerês à procura de S Bento da Caniçada.

10. Crespo ainda não tinha chegado à milésima intervenção sobre o assunto.

11. Aguardavam pela alta médica de madame Moura Guedes a quem fora prometida uma cacha de arromba.

12. As coisas têm o seu ritmo e primeiro está a sesta debaixo de um chaparro.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Alô, alô! Especuladores e Agências de Rating...

Este senhor, que não tem dúvidas e raramente se engana, que tem e sabe ler os números como mais ninguém, acaba de afirmar, no Dia de Portugal, que a situação do País é insustentável.

Aproveitem a maré que o pretexto é excelente. Especulem mais ainda, afundem o rating da República.

Mas não esqueçam que vêm aí as eleições. Deixem uns trocos para a campanha.


quinta-feira, 27 de maio de 2010

Falta selectiva de memória…

- Foi de dia ou de noite?

- Claramente de dia, fazia sol.

- Mas havia pelo menos uma nuvem, ou não?

- Espere aí, lembro-me que usava óculos de sol nesse encontro, mas se havia uma nuvem que fosse, sei lá.

- Recapitulemos: diz que fazia sol e não se lembra se havia, pelo menos, uma nuvem, é isso?

- Sim, confirmo. Havia sol mas não registei no meu diário a existência de qualquer nuvem.

- Mas então não entende ser necessário registar isso, para melhor nos garantir as exactas circunstâncias meteorológicas em que decorreu esse encontro?

- Não.

- Desculpe… mas muito me surpreende essa displicência em que ocupa funções da maior importância no País. Mas passemos a outra questão: afirmou que esse encontro durou cerca de 15 minutos…

- Sim, mais ou menos 15 minutos.

- Mas mais que 15 ou menos que 15?

- Cerca de 15 minutos.

- Está bem, já nos disse isso. Mas o que pergunto é se foram mais que 15 – 16 por exemplo – ou menos – 13, por exemplo.

- Não sei. Apenas posso garantir que se tratou de encontro breve, de cerca de 15 minutos.

- Mas o seu relógio tem um cronómetro, ou não?

- Deixe cá ver… Tem sim senhor.

- E se tem, não lhe ocorreu cronometrar exactamente a duração do encontro?

- Não… apenas costumo fazer isso nas minhas maratonas.

- Então lembra-se do cronómetro nas maratonas e não num encontro destes?

- Não.

- Como assim? Não se dá conta da gravidade da sua conduta?

- Na peida!

- O quê? Em qual peida?

- Na sua, obviamente.

- Sr Presidente : Estou satisfeito. O inquirido tem uma memória muito selectiva mas, no mais importante, foi ao encontro dos meus anseios.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

OS CHICOS-ESPERTOS DA SAÚDE…

A Ministra da Saúde quer que na receita médica se informe quanto é que o doente pouparia na opção por medicamento mais barato, com a mesma molécula.

E quem não está de acordo? Os médicos e os farmacêuticos.

Os primeiros justificarão a sua discordância com as tretas do costume: a sua autonomia, o princípio da bioequivalência e coisas assim, estilo xaropadas para a tosse. Não pensemos noutras motivações porque estamos perante gente muito séria. Que raramente se ri, a não ser nas costas dos doentes.

As farmácias – que muitas vezes fazem questão de não terem os fármacos mais baratos, para impingirem os mais caros – entendem que tal medida é geradora de conflitualidade entre doentes e médicos. Como se a gente não soubesse que auferem uma margem fixada em percentagem do preço dos medicamentos que vendem, e que 20% de 10 é 2 e os mesmos 20% de 50 é 10.

Quem se lixa? O paciente, o contribuinte que, muitas vezes, coincidem na mesma pessoa.

No esquerdo ou no direito? Manda a moeda ao ar para escolher...


Foi preparado para ser operado ao braço esquerdo e foi operado ao direito. O cirurgião pediu muitas desculpas. Já o chefe da equipa quis culpar o paciente que, debaixo de uma anestesia geral, teria a obrigação de informar os senhores doutores que estavam com os olhos trocados. E quase sobrava para a enfermeira, que preparou o braço a operar, rapando-o.

Mas sempre haveria uma compensação. Ao operar o braço errado teria também sido tratada lesão antiga, um bónus. Só que tal lesão não está registada no dossier do doente.

A notícia foi dada pelo Público de 19-05-2010. E coisa estranha: Crespo assobiou para o lado, Medina Carreira não explicou o sucedido com os seus habituais gráficos e nem o Bloco, nem o PP, chamaram a ministra ao Parlamento. A Ordem dos Médicos? Deve estar a tratar da implementação das medidas anunciadas pela ministra.

Será a notícia do Público exagerada? Ter-se-ia mesmo passado uma coisa assim? E se, por menos, temos alarme público, por que não neste caso?

Fui ver. Mas, como na tal balada, não era a neve que caía. O que acontece é que isto se passou num hospital para gente… particular, topam? Estivesse em causa uma unidade do SNS e seria o bom e o bonito. Não sendo, fica entre… particulares, ali para os lados da Nunciatura Apostólica. Que nada tem a ver com o caso, naturalmente.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Haja saúde!

Acerca das medidas de poupança estabelecidas pela Ministra da Saúde, vem um comentador ao Opinião Pública da SIC-N com uma pérola mais ou menos assim: aceitar tais medidas é reconhecer que os gestores são incompetentes porque, se assim não fosse, não haveria nada em que poupar, nada a racionalizar.

Por mim, se tal comentador fosse gestor, melhor seria que se dedicasse ao comentário em exclusividade porque, certamente, se teria já esgotado como gestor. Já tudo teria feito de modo a que nada houvesse a poupar ou qualquer medida a implementar.

Não deve ser por acaso que tal comentador representa a Ordem dos Médicos cujos membros, no mínimo, sempre torceram o nariz aos gestores hospitalares de carreira. Porque antes de tais gestores eram eles que se sentiam competentes para gerir os hospitais, certamente a partir dos conhecimentos obtidos nalguma aula de Anatomia e que confundiam com Economia.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Mas que f... é esta?


Deixa cá ver se assim sei contar pelos dedos…

O governo colocou dívida na banca portuguesa à taxa média de 2.95%, segundo ouço ali ao lado na SIC-N. A mesma banca não me paga metade daquela taxa. Mas usa o meu dinheiro para emprestar ao governo à taxa média de 2.95%. Por seu lado, o governo não me paga o mesmo (mesmo que algo menos) nas aplicações em certificados de aforro, quando eu preferia emprestar ao governo através de certificados de aforros.

Será que estou a ser tratado como tonto, com a banca a pagar-me 1% - por vezes menos – para depois emprestar ao governo à taxa média de 2.95%?

Ou, mais que tonto, estarei mesmo a ser f…?

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Justiça - O que vale a avaliação Muito Bom

Um Procurador da República tinha sido sempre avaliado como Muito Bom. Mas, agora, corre o risco de ser compulsivamente aposentado porque esteve na origem de alegados atrasos em processos ao seu cuidado e que, por isso, prescreveram.

Isto segundo o Público de 05-05-2010.

E agora, que fazer aos seus avaliadores?

segunda-feira, 19 de abril de 2010

As leoas têm que ter leõezinhos... sofredores

O ar infeliz de leoas obrigadas a ter leõezinhos sofredores

“Quando alguma sportinguista tiver a infelicidade de casar com um benfiquista, tem o dever de fazer com que o filho continue a ser sportinguista. Este trabalho de sapa nas famílias é fundamental e as mulheres têm um papel decisivo na orientação da vida das crianças”.

José Eduardo Bettencourt, segundo o Público de 18-04-2010

Uma mulher sportinguista que opta pela infelicidade de casar com um benfiquista mais não faz que seguir o seu fado: manter a infelicidade de ter um presidente que é uma desgraça.

E já agora: com tanto blackout, quando é que calam esta miséria?

sábado, 17 de abril de 2010

É o Eyjafjallajokull, pá!

E, com as cinzas do Eyjafjallajokull no ar, gaivotas em terra. Mas, com um nome destes, que se poderia esperar?