segunda-feira, 6 de abril de 2009

Panela de pressão ou bimby?

Pressões sobre os magistrados, fugas de informações, infracções ao segredo de justiça.
No caso Freeport.
Nada daquilo se passa, no entanto, quanto a outra investigação em curso.
A que respeita ao BPN.
Ponho-me aqui a pensar, e não chego a conclusão nenhuma, quanto à preferência dada a um e não a outro processo. Mas, tudo o indica, no segundo caso o MP sabe trancar bem as portas de acesso ao processo.
Será por pressões nesse sentido? Se for, teremos também as queixinhas por parte do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público?

6 comentários:

aires disse...

copia do que escrevi no aspirina sobre mesmo tema

"aires bustorff
Abr 6th, 2009 at 9:11
abraço de felicitações artigo.

è interessante verificar
que no inicio Freeport
parece tinha algum conteúdo

falava-se em luvas,
urgencias na aprovação
e quejandas outras questões “substanciais”

tudo, note-se, em algo que beneficiou o país e região.

depois

passou-se a discutir casas da mãe,
negocios do primo e tio

eu sei lá que mais
lembrando-me que tudo foi contemporaneo de acusação de gay a JS

agora aquilo de inicio invocado parece que perdeu substrato

agora discute-se questão dos virgens vestais da justiça

os srs procuradores que parece facultam
par e passo
todos passos desta imensa intriga
canalhice

não se agitam enquanto BPN
e outros
caiem nas sombras, buracos negros da justiça

e o Conselho de Estado
pela via da tentativa de imposição do Provedor

é dos pontos essenciais do apelo à tomada do poder
agora expressa sem equivocos por sr. Aguiar Branco

na sequencia de anteriores posições de outro Sr. Aguiar
conselheiro do PR

Portugal em cooperação estatégica…"

abraço

ana disse...

Os srs. magistrados apoiam, eventualmente, a fidelidade partidária.Digo eu...

2MOPinto disse...

Aqui confesso a minha “travessura” ao retirar esta frase do comentário do Sr. Aires: "falava-se em luvas, urgencias na aprovação e quejandas outras questões “substanciais” tudo, note-se, em algo que beneficiou o país e região".

Se interpretei bem o sentido da frase, o facto de se fazer algo de bom para o país ou para uma determinada região tornará lícito o pagamento de “luvas”.
Está bem. A ser assim, presumo que todos os corruptos - desde que beneficiem, no mínimo, a região onde vivem - pouparão trabalho à justiça e com uma vantagem acrescida: Portugal deixará de figurar nos lugares cimeiros no que à corrupção diz respeito.
Já alguém, certamente seguidor desta ideia, justificou a eleição dos valentins, isaltinos e fátimas felguiras com a seguinte frase: “Eles roubam mas fazem obra”.

aires disse...

interpretou mal, obviamente...

eu não consigo discutir tudo
o que esta, ou pode estar, envolvido neste processo imenso de intenções...

e consequentemente limitei-me a lembrar

que na urgencia das decisões

ainda por cima depois de 2 anos creio de chumbos e melhoria do processo

os reflexos positivos para a economia, quase ninguem os considera

E isso é uma sua premissa basica

repito,

depois de mais de 2 anos de analise e estudo do primitivo projecto apresentado.

espero ter sido claro

abraço

2MOPinto disse...

Segundo a Física, as pressões podem ser relativas ou absolutas.

Segundo o que tem vindo a público, as pressões sobre os magistrados que investigam o Caso Freeport serão absolutas enquanto que as pressões sobre quem investiga o Caso BPN – e aqui vou tentar ser correcto na interpretação do autor do blog – serão relativas e até com valores negativos. De vácuo, portanto.
Daqui deduzo que a gaveta onde está depositado o Caso BPN possui uma vedação estanque enquanto que gaveta do Caso Freeport terá mais buracos do que um queijo suíço. Daí as fugas de informação, por exemplo.
Ora, e porque a pressão absoluta é a soma da pressão relativa com a pressão atmosférica, diremos que a diferença de pressão entre o Caso Freeport e o Caso BPN é igual à pressão atmosférica.
Mas porque o Caso BPN estará submetido a uma pressão negativa e a pressão atmosférica é mais ou menos constante para a mesma altitude, poderemos concluir que a pressão sobre o Caso Freeport tenderá a ser igual à pressão atmosférica. Para tal conclusão bastaria ter em conta os buracos deste Caso, mas um estudo “científico” permite conclusões mais fidedignas.
Portanto e por que este texto mais não pretende ser do que um comentário ligeiro a um assunto tão pesado, direi que o Caso Freeport está sujeito à mesma pressão que todos nós: A pressão atmosférica.

Arriaga disse...

pressão relativa, pressão atmosférica, é pressão a mais. Chamem o PR.