quarta-feira, 23 de março de 2011

sexta-feira, 18 de março de 2011

E como querem servido o PECoelho?

À caçador, seu amigo de longa data? Abafado por Ângelo? Agridoce? Na púcara ou no pote? Ensopado ou estufado? Com molho vilão? À chefe ou à nossa moda? Com vinho tinto ou branco? Frito ou no churrasco?

É só escolher.

Esta semana, no Pingo Doce: truques à moda da casa.

Dizia o merceeiro do Pingo Doce que truques eram com o Sócrates. Mas quanto não se pode aprender com ele, com a sua perícia no abuso fiscal, com joguinhos entre empresas, algumas em offshores.

Uns empréstimos entre sociedades, uns movimentos de capitais para cá a para lá, e já está: 20,88 milhões de euros a menos no IRC que, no entanto, o Tribunal Central Administrativo Sul já decidiu que têm que ser pagos.

O jornal do seu concorrente Continente não lhe poupa uma bicada no final da notícia: “Alexandre Soares dos Santos, que controla a JM, é o segundo homem mais rico de Portugal (1,7 mil milhões de euros, segundo a Forbes). Tem assumido posições públicas em favor da ética política e empresarial.”

Ora toma!

quarta-feira, 16 de março de 2011

A guerra colonial, segundo Cavaco...

"Importa que os jovens deste tempo se empenhem em missões e causas essenciais ao futuro do país com a mesma coragem, o mesmo desprendimento e a mesma determinação com que os jovens de há 50 anos assumiram a sua participação na guerra do Ultramar."
Cavaco Silva, segundo o Público de 16-03-2011.

Era mesmo assim. Filas intermináveis de voluntários, de modo que nem se percebia por que o serviço militar era obrigatório. O embarque era uma festa, para os pais, as namoradas, as noivas. Porque a causa era justa e, a haver azar, nada como ter um herói na família, morto ou estropiado.
De qualque modo, eu preferi comemorar a minha dispensa. Por seu lado, a minha família nunca me pediu, nem desejava, que fosse herói naquele contexto de uma ditadura colonialista.
A geração à rasca que ponha os olhos neste PR. Sabe-se lá o que lhe pode exigir com o pretexto da determinação, da coragem.

terça-feira, 15 de março de 2011

Dar-se ares, mamando sem esforço...

Muitas vezes detesta-se, ou mesmo odeia-se, uma pessoa não pelo directo conhecimento ou análise do que ela diz ou faz, mas pelo que nos chega por terceiros. E para muitos bastam mesmo as análises dos taxistas, dos frequentadores do cabeleireiro, dos que se sentam ao seu lado nos transportes públicos. Quando tal soa bem, a verdade revelou-se. Se não soa, todos aqueles estão enganados. Mas ir às fontes, às origens, é uma canseira. E obrigaria a suportar os custos de se ter uma opinião própria, quando bastam os confortáveis “ouvi dizer” e “consta-se que”, mamar sem esforço.

quarta-feira, 9 de março de 2011

A crueldade numa tomada de posse

Foi a continuação do discurso da vitória nas presidenciais. Então, fez questão de deixar claro que não seria presidente de todos os portugueses. Hoje recordou-o e de forma mais dura, mesmo cruel. A direita aplaudiu o seu presidente. A esquerda deve seguir em frente, ignorando-o, não lhe dando troco.

terça-feira, 1 de março de 2011

Haja milho!

A cultura segundo o 2º Conde de Alferrarede, mais conhecido por Miguel Paes do Amaral, que já antes se fizera destacar com os programas culturais da TVI, como foi o caso do Big Brother e da Quinta das Celebridades.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

A desfaçatez do deputado Silva

Este senhor, nas intervenções que faz como comentador é, em geral, o cúmulo da desfaçatez.

É deputado, comentador, articulista, advogado e tudo o mais. Mas é como deputado que interessa saber o que é pressuposto que faça, de modo a justificar ordenados e demais mordomias… em acumulação com tanta coisa, nomeadamente a de advogado do governo regional.

Mas é tal o seu empenho nas funções de deputado que apenas agora se deu conta, pelo Público, de que desde 2009 o governo criou 70 grupos de trabalho e comissões, envolvendo 590 pessoas. Quando o poderia constatar no Diário da República e, depois, questionar o governo, exercendo competências próprias de deputado. Mas Jardim – que leva pela trela este e outros deputados da Madeira - ainda não lhe teria sugerido o tema.

Por isso, andou perdido com os negócios marginais e bem mais lucrativos. E, porque as senhas de presença no programa do Crespo obrigam a mínimo esforço, é ali que decide abordar o que teria como palco mais indicado a AR. Mas aqui, na AR, nem teria um Crespo ignorante, nem um João Soares distraído ou de pouca coragem para lhe ir às canelas.

Este Silva, porém, vai para além do que o Público informa, quando fala de honorários dos membros de tais grupos e comissões. É que no jornal se afirma que, como a maioria são funcionários públicos, nada auferem pelo facto de acumularem funções.

Se o deputado Silva quer tema para a próxima ida ao programa do Crespo, talvez seja de começar a recolher elementos sobre as comissões parlamentares, para isto e para aquilo, e identificar o que custam e em benefício de quem.

Um reciclável, este Silva. A bem da decência.



domingo, 27 de fevereiro de 2011

Os truques do merceeiro Soares dos Santos


Afinal o homem sabe do que fala, quando fala de truques.

Numa campanha publicitária, garante que na sua cadeia de lojas o aumento do IVA será de 0% e, à primeira vista, uma pessoa de boa-fé poderia admitir que tal se deveria a mera mas significativa generosidade do Sr Soares. Mas não é assim, porque quem garante o aumento 0% tem dos negócios uma particular ética. De facto, segundo a crónica de Nicolau Santos – Expresso de26 de Fevereiro - quem vai fazer o esforço, por imposição do merceeiro Soares, são os fornecedores da cadeia Pingo Doce.

Como são fáceis estes truques quando o poder permite toda a chantagem, todo o arbítrio.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

É preciso dizer a verdade, exigem eles.

O Zé Luís das Patentes, o Medina do Plano, o Duque Inclinado, o Santos do Pingo Doce e tantos outros mais reclamam, exigem, que se diga a verdade ao país. Porque sabem que há uma verdade não revelada. E que, porque a exigem, saberão qual é. Mas qual é ela? Então um coro tão qualificado não é capaz de passar da exigência ao discurso sobre a verdade? Coragem, vamos lá a isso: digam pela vossa boca qual é a verdade.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Ri de quê, Pureza?



Então não perceberam? Eu disse que a moção é contra a direita e que se a direita a votar favoravelmente, isso seria muito ridículo.

Ihihihih!

A gente quer é reinar, e admitimos mesmo considerar nos fundamentos, em primeiro lugar, a tentativa de nos quererem tirar a água engarrafada no Parlamento.

Mubarak bate Louçã...

"Toma nota aí, camarada: eu dou o dito por não dito em menos de 24 horas. Tu levas dias, entre uma moção não conveniente e uma necessária moção. E mais: precisas de 30 dias para a escrever."

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Como se não bastasse a "justiça"...


Um advogado, uma juíza e uma filha de ambos de 4 anos. Desavindos, os pais não se entendiam quanto à regulação do poder paternal. Segundo sentença do tribunal, o pai só poderia ver a filha durante algumas horas, semanalmente, em local público. A justiça é assim, a juíza deve ter achado bem.

No segundo sábado em que o pai visitava a filha, esta era acompanhada pela mãe, o avô e uma tia da mãe. O encontro não correu bem e o pai da juíza, na presença da criança, disparou 5 tiros em direcção ao advogado e pai da sua neta, matando-o com arma para que não tinha licença.
A partir do relato feito pelo Público de 08-02-2011

Magistratura activa sem princípio activo?



O diploma vetado por Cavaco pretendia fixar o princípio da prescrição dos fármacos através da designação do seu princípio activo ou da sua designação comum internacional (DCI). Mas deixando ao médico a possibilidade de, fundamentando, prescrever determinado fármaco.

Mas desde que anunciou uma futuro intervenção activa, Cavaco ficou sensível a este termo. De modo que entendeu dever mostrar ser mais activo que o medicamento e que o governo. E vetou.

Com o princípio activo do medicamento, ganhava o doente, que ficava com o direito de escolher, e o SNS. Com a magistratura activa de Cavaco ganham a poderosa indústria farmacêutica e muitos médicos que ainda lhe fazem jeitos a troco, por exemplo, de férias paradisíacas pagas por laboratórios.

Para o SNS estimava-se uma poupança de 250 milhões de euros com esta medida. Mas a isto só seria sensível quem, coerentemente, defendesse o estado social, a começar pelo SNS. E para isso não se pode contar com Cavaco e seus aliados.

domingo, 30 de janeiro de 2011

O elogio da preguiça ou da lei do menor esforço


Eu tenho um cartão de cidadão. Sou cidadão. E sou uma pessoa de muita sorte. A mim, um sortudo, foi-me entregue na altura uma folha A4, prenhe de informação: todos os dados que viriam a constar do meu cartão e muitos outros.

Nessa folha – já agora com a designação “Comprovativo de Pedido Inicial” – há um bloco com o título “Recenseamento Eleitoral”, com o texto seguinte:
Se alterou a sua freguesia de residência, não se esqueça que o seu direito de voto passará a ser exercido na nova freguesia, a partir do momento em que levantar o seu Cartão de Cidadão! Não haverá mudança do seu local de voto, se levantar o seu cartão nos 60 dias anteriores a um acto eleitoral (período durante o qual os cadernos eleitorais estão fechados). Pode confirmar o seu número de eleitor e local de voto na internet (em http://www.recenseamento.mai.gov.pt ) , enviando um SMS* para 3838 ou na sua Junta de Freguesia. Por favor, informe-se!

*Envie SMS para 3838, com o texto – RE espaço Nº Id. Civil espaço Data de Nascimento (AAAAMMDD).

Vai daí, na véspera fui à net. E fiquei a saber que desta vez votaria onde nunca antes tinha votado e qual o meu número de eleitor.

Por isso, deixo para o populista Portas, a histérica Apolónia, o lã branca Macedo e outros que tais, o cuidado de gritarem por demissões. Porque eu não me demiti de ler as indicações que me foram dadas, sem que as pedisse. E não estou disponível para dar cobertura a quem a elas não quis ligar ou apenas se lembrou de pedir socorro depois da bica e do bagaço no dia das eleições.

Mas registo que a histeria de muitos representantes dos cidadãos, que aposta na mais reles demagogia, pretende ainda fixar o princípio de que ao cidadão não cabe a obrigação de saber tratar de si e, neste caso, do seu direito a votar.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Nem Jaguar, nem Fiat 600


Sou dos consideram mal pagos os titulares dos órgãos de soberania, os membros do governo, os autarcas, os políticos em geral. Por razões de dignidade dos respectivos cargos, por entender que devem ser suficientemente atractivos para não ficarem apenas ao alcance ou dos mais incompetentes – que podem ser muitos – ou à espera de quem tenha particular vocação pelo serviço público ou pela coisa pública, para o quê serão hoje muitos raros os candidatos.

Mas há que não misturar isto com as remunerações de gestores de empresas públicas ou de institutos públicos. Porque não são funções da mesma natureza, nem se exercem com as mesmas competências. E isto sem prejuízo da necessidade de se evitarem excessos e de se fixarem exigentes e transparentes regras de acesso e exercício das funções de gestores públicos.

Um político, por melhor que seja, não é necessariamente um bom gestor e um bom gestor não se transforma, por isso, num bom político.

Facto é que políticos somos todos e potenciais titulares de cargos políticos a maioria. Por exemplo: os requisitos constitucionais para PR não são particularmente exigentes e, por si, não são garantia para o bom desempenho das funções de gestor.

Por isso querer fixar o princípio de que na gestão de empresas ou institutos públicos se não pode ganhar mais que o PR é querer comparar alhos com bugalhos. E mais: é querer deixar tais entidades nas mãos dos menos capazes, apostando objectivamente na sua destruição em favor de interesses privados.

Por isso não surpreende que o defensor mais acérrimo desta solução suicida seja o populista Portas que, no entanto, não dispensava montar-se num Jaguar, naquele fartar vilanagem que se viveu na Universidade Moderna, com políticos travestidos de gestores. Mas isto ele já esqueceu ou, melhor, espera que tenhamos esquecido.

Depois, só a desavergonhada desfaçatez permite que alguém pregue o que nunca praticou, quando o poderia ter feito no exercício de funções governamentais. E quando, pelo menos num caso, terá feito o contrário do que agora prega.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Sondagem...

Nos tempos da Moderna e do seu Centro de Sondagens, qual seria o vencimento de Paulo Portas se nele se incluísse a amortização e manutenção do Jaguar de que não prescindia?

Ó puto, toma lá uma arma. Mas life means life, ok?



Tinha 11 anos quando terá matado a namorada do pai. Agora, com 13, corre o risco de passar o resto da vida na cadeia.

A criança terá usado, na prática do crime, a sua própria caçadeira, “um modelo especialmente concebido para ser usado por crianças”, segundo se escreve no Público.

Jordan Brown apresentou-se de algemas nos pulsos e nos tornozelos na sua primeira ida a tribunal.

Nos EUA, por conta da política de life means life existem 2.400 condenados a prisão perpétua por crimes cometidos quando eram menores. Para que saibam que life means life, mesmo que com armas à mão de semear, mesmo que com armas especialmente concebidas para crianças.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

A lata do cordeiro das farmácias...

O presidente da Associação Nacional de Farmácias (ANF), João Cordeiro, diz que a situação de fraude nas farmácias detectada pelo Ministério da Saúde, resulta da "permissibilidade do próprio sistema" que "tem falta de rigor". "Se perguntar ao Ministério da Saúde quantos beneficiários existem no SNS por distrito ou quem é que tem direito a comparticipações eles não sabem responder", exemplifica João Cordeiro.
Em declarações ao Económico, João Cordeiro lembrou que a ANF entrega todos os anos ao Ministério da Saúde "informação em suporte informático sobre o volume de vendas das farmácias e dos medicamentos" que permitem detectar situações fraudulentas. "Será que isso serve para alguma coisa?", questiona Cordeiro.
A Polícia Judiciária está a investigar várias farmácias na região de Lisboa por fraude nas comparticipações de medicamentos. De acordo com a SIC, já foram detidas oito pessoas. A denúncia partiu do próprio Ministério da Saúde que identificou, através da Central de Conferência de Facturas, "diversas irregularidades no circuito do medicamento".
O presidente da ANF não acredita que a obrigatoriedade da prescrição electrónica, que o Governo agendou para Março, possa vir a resolver o problema. "A prescrição electrónica é um argumento político porque o que o Ministério da Saúde entende por prescrição electrónica é passar a imprimir receitas através do computador, não é a desmaterialização da receita", aponta Cordeiro.

Diário Económico online, 26-01-2011


segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Precisa-se de bufo assessor presidencial

"Era bom para a democracia", disse Cavaco, que "os nomes" das pessoas que contribuiram para a "campanha de calúnias, mentiras e insinuações" fossem divulgados. A seguir, desafiou a comunicação social a divulgar os autores da suposta maquinação. "A honra venceu a infâmia", concluiu, no seu primeiro discurso, obtendo aplausos fortes dos apoiantes.



domingo, 23 de janeiro de 2011

As eleições me absolvirão...

Estou tranquilo. Cumpri o que prometi e não recorri a insultos e ataques de natureza pessoal. (…) Esta foi também a vitória da verdade sobre a calúnia”, salientou.
Para Cavaco, “o povo português não se deixou enganar”: “A honra venceu a infâmia.”

Público online.

...Quando afirma isto, Cavaco fica obrigado a pagar direitos de autor ao senhor de Oeiras e mesmo a comparar-se com ele, salvo o pormenor do charuto. Porque Isaltino também remeteu para os resultados das eleições a absolvição dos seus pecados. E é com gente assim que vamos ter que aguentar.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Tony Judt - 1



“A qualidade materialista e egoísta da vida contemporânea não é intrínseca à condição humana. Muito do que hoje parece natural remonta aos anos 80: a obsessão pela criação de riqueza, o culto da privatização e do sector privado, as crescentes disparidades entre ricos e pobres. E sobretudo a retórica que vem a par de tudo isto: admiração acrítica dos mercados sem entraves, desdém pelo sector público, a ilusão do crescimento ilimitado.

Não podemos continuar a viver assim. O pequeno crash de 2008 foi um aviso de que o capitalismo não-regulado é o pior inimigo de si mesmo: mais cedo ou mais tarde há-de ser vítima dos seus próprios excessos e para salvar-se recorrerá novamente ao Estado. Mas se nos limitarmos a apanhar os cacos e a continuar como dantes, podemos esperar convulsões maiores nos próximos anos.”

InUm tratado sobre os nossos actuais descontentamentos”

A Bem da Nação

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Contra o manhoso, votar, votar!

Tinha dificuldades, desta vez, em ir às urnas. E admitia abster-me. Por não ter candidato…

E isto porque a Alegre não perdoarei o passado recente: a responsabilidade na queda dos dois melhores ministros – e estes sim, consequentemente empenhados da defesa do estado social -as chantagens sobre o governo do seu partido, a ingenuidade na defesa da união das esquerdas, como se fosse do vinagre que se faz o vinho e não o contrário.

Mas os últimos dias da campanha obrigam-me a rever as coisas. Não tanto por mérito de Alegre. Acontece que o manhoso é ainda pior, mais intelectualmente desonesto, que o que já tinha por adquirido. E, com enorme falta de tacto, permite-se mesmo declinar já o que será a sua futura postura presidencial: chefiar, de forma ostensiva, a oposição, a partir de Belém. De facto, o que tem dito do governo, as acusações feitas, boca escancarada, só permitem concluir que assim será.

Sentiu-se alcandorado a divindade com as velinhas com que se viu rodeado na contestação a lei que ele mesmo promulgou. E tomou-lhe o gosto.

Mas, porque manhoso é muito pior que gato assanhado, toca a votar. Contra o manhoso, votar, votar!

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Estaríamos livres de Cavaco se...

... o rídiculo matasse.

A Primeira Dama, divulgou Cavaco de forma espontânea, tem uma reforma abaixo dos 800 €. Por isso vive por sua - dele, Cavaco - conta.
E isto depois de uma longa vida como professora... Tadinha!
E como assim? Qual o período de contribuições? A tempo inteiro? Sem licenças sem vencimento?
E agora: vamos esquecer as trapalhadas da SLN/BPN e da casa de férias, vertendo uma lágrima por causa de uma reforma que obriga a Primeira Dama a viver das sopas de Cavaco?

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Um manhoso

Promulga, mas recusa qualquer responsabilidade. Força alterações, gaba-se disso mas, perante as procissões de velas, admite que haja má-fé da aplicação da lei que fez alterar antes de a promulgar.

Fez da cooperação a bandeira, mas agora garante que será arma de arremesso, porque – claro - é o segundo e último mandato, altura de deixar estalar o verniz, de mostrar quem é.

Nunca ninguém lhe tapou a boca, mas acusa agora, bem fora do tempo, lavando as mãos de qualquer responsabilidade.

Colocado o empréstimo, insinua com a afirmação de que gostaria de saber quem o subscreveu, como se dinheiro limpo fosse exclusividade da SLN. E fica claro que não gostou do desfecho.

Pede aos outros ponderação, mas apregoa a probabilidade de uma grave crise política em breve, se é que não a deseja. E logo ele que se farta de prevenir que sabe bem o que diz e que é ouvido lá fora.

Manhoso: que tem manha; astuto; malicioso; esperto; ardiloso; ressabiado. Enfim, quase um elogio, sabendo-se de quem se trata.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Campanha negra é só quando dá jeito?



Lembram-se? Na altura, ai de quem dissesse que se tratava de campanha negra e quejandos. Valia tudo, mesmo em cima de nada, como se veio a demonstrar depois de exaustivas investigações policiais e judiciais.

Agora há pelo menos uma coisa clara: Cavaco foi accionista da SLN. Ponto. Alguém lhe comprou as acções com uma mais-valia dos diabos, em curto período de tempo. Ponto. Cavaco, até hoje, não disse como adquiriu tais acções – a SLN não era empresa cotada – nem quem as recomprou. E é isto que se lhe pede porque é candidato e, por isso, a questão tem importância política, sobretudo pelo que foi o desfecho do BPN detido pela SLN. E ainda porque Cavaco esteve calado quanto à anterior gestão da SLN/BPN, mas soube avaliar, apelidando-os de incompetentes, os gestores actuais do BPN.
Campanha negra? Fale, homem!

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Crespo já mandou convites para o seu programa



Crespo quer ouvir as autoridades húngaras que, quando lhes é entregue a presidência da UE, legislam no sentido da aplicação de multas elevadas – até 750 mil euros – aos autores de notícias que não sejam “politicamente equilibradas”.

E ser ou não politicamente equilibrado dependerá do juízo de uma entidade reguladora cujos membros são todos nomeados pelo governo húngaro.

A lei aplica-se a televisões, jornais, rádios e até a blogues.

Consta que a Manuela Moura Guedes e a Felícia Cabrita já estão a caminho, estando garantidas reportagens a preceito na SIC e no Sol.

Saiam mais uns Magalhães para os médicos carenciados

Diz o homem do bastão medicinal que a prescrição médica electrónica é impraticável. Entre outras razões, porque há muitos clínicos que “nem computador têm”. E que no sector privado “há muitos consultórios sem computador”.

Eu passo a arredondar o valor das minhas compras no Continente a favor desta tão desfavorecida classe profissional.

Citações do Público de 03-01-2011.

sábado, 1 de janeiro de 2011

Madeira : depois das enxurradas... fogo de artifício.

O fogo artifício na Madeira – melhor: no Funchal, que o resto é paisagem - custou uma pipa de massa. Parece que ouvi um milhão de euros. Diz-se que está no Guiness. O bacoco da zona, de lacinho, faz as habituais diatribes aos continentais e ao governo central.

A tal cheia já passou. E já foi paga, nomeadamente com os arredondamentos do custo das compras nos Continentes do Belmiro, entre outros.

Aguardemos agora a próxima enxurrada, para podermos ter o palhaço, laço descaído, a estender a mão.

Da minha parte, terá um manguito, já que não lhe chega lá um murro na tromba.

Boa sorte, Presidenta!

A política pode - deve - incluir emoções e lágrimas autênticas.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Cavaco prefere o crime à gestão incompetente?



Cavaco foi accionista da SLN. Num curto período de tempo, num claro estilo do especulador do “toca e foge”, fez um lucro que se diz ser à volta de 140%. Só possível como resultado de uma gestão altamente competente, muito competente.

Acontece que a SLN não era empresa cotada. E isto só quer dizer que a compra e a venda se fizeram à margem da bolsa, com intermediação de alguém que lhe sugeriu a compra e a posterior e bem remunerada venda. Quem terá sido? Sabemos que na SLN preponderavam, pelo menos, dois figurões bem próximos de Cavaco, ao ponto de um ter sido seu secretário de Estado, um outro ministro e, quando estoira a bronca do BPN, membro do Conselho de Estado por escolha de Cavaco. Se não foram estes a fazer o frete a Cavaco, quem foi? Facto é que Cavaco, até hoje, não esclareceu isto. E não espero encontrar as respostas no site da Presidência da República, para onde Cavaco chuta sempre que não quer responder publicamente a questões delicadas.

Cavaco acusa agora de incompetente a actual administração do BPN. Mas, como se isso fosse pior que um crime, Cavaco nunca os teve no sítio para acusar os seus amigos da SLN / BPN da prática de actos que todos têm como criminosos. Para Cavaco, o crime compensa, e ele que o diga. A incompetência – e sem que nos dê uma prova mínima do que afirmou no debate – é que deve ser denunciada.

A comparação que fez com os bancos ingleses e que foram ou estão a ser recuperados é mesmo de um demagogo da pior espécie. Ou será que existem, na Inglaterra, pessoas acusadas ou suspeitas dos crimes dos seus amigos Oliveira e Costa e Dias Loureiro? É que a gestão do BPN não foi meramente temerária. Foi criminosa, por muito que isso custe a Cavaco.

domingo, 26 de dezembro de 2010

Taxas de 2€ e 3€ ameaçam o negócio dos cruzeiros...

Agora vai ser assim, no negócio dos cruzeiros, quando estes atraquem a porto português:

a) Por cada passageiro embarcado: 3€

b) Por cada passageiro em trânsito: 2€

c) Para emissão de despacho de desembaraço de saída do barco: 80€ ou 90€.

Título do Público: aumento de mais de 60%. Se nos ficarmos pelo título, parece que caiu um raio sobre este negócio.

E os interessados já ameaçam: está em causa a imagem do país, os nossos portos poderão deixar de ser utilizados, eu sei lá. Uma catástrofe!

Claro que o ideal seria que nada se cobrasse e se disponibilizassem todos os meios humanos e a infra-estrutura física e a sua manutenção, necessários para este negócio, à custa do Zé. Para este ficaria a recompensa de, ao ir até ao Tejo ou ao Douro apanhar sol, poder captar uma foto dos cruzeiros para mais tarde recordar.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

O sindicalista desembargador Martins é um caso

Desta vez, como aliás é hábito, saiu mais uma catrefada de acusações e de queixas, segundo o Público de hoje. Entre estas, o facto de os juízes dos tribunais superiores serem obrigados a trabalhar em casa por falta de gabinetes nas Relações e no Supremo e de terem que suportar do seu bolso os custos da Internet.

Coitados!

E se se trocasse o subsídio de renda para as habitações dos juízes, subsídio que recebem mesmo em caso de habitação própria e igualmente em duplicado quando se trata de um casal de juízes, por espaços nos tais tribunais? E se aqui, na entrada de cada gabinete, se afixasse um horário e se instalasse um relógio de ponto?

Quanto ao custo da Internet, como é que era antes desta? Tinham direito a subsídio para o milho dos pombos-correios ou para a lenha caso as comunicações se fizessem por sinais de fumo?

É quando se misturam alhos com bugalhos que o ridículo se torna mais evidente. E há quem goste da mistura.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Uma ministra de excepção...


[…] “Houve também quem tivesse atribuído os méritos “aos professores” em abstrato, como se estes não fossem essencialmente os mesmos do tempo das avaliações anteriores. É evidente que os únicos fatores que mudaram substancialmente desde 2006, 2003, etc., foram as políticas educativas, apesar da oposição e da resistência de muitos professores e das suas estruturas sindicais. Mesmo havendo outros fatores, não é possível dissociar as duas coisas.

Recordemos as principais mudanças: aulas de substituição e melhoria da assiduidade docente; escola a tempo inteiro e programas complementares de formação; encerramento de centenas de escolas sem alunos suficientes e sem condições adequadas, substituídas por modernos “centros escolares”, com as mais modernas condições escolares (instalações, equipamentos, professores qualificados); programas especiais de qualificação em várias disciplinas, especialmente em matemática; maior transparência e exigência na avaliação dos alunos; estudo acompanhado e programas individuais de recuperação para alunos sem aproveitamento; maior autonomia das escolas e descorporativização da sua gestão; reforço da ação social escolar; maior atenção à disciplina e segurança na escola; maior seletividade no recrutamento dos professores e mais estabilidade na sua colocação; empenho na redução do abandono e do insucesso escolar; sistema de avaliação dos professores e das escolas; aposta na qualificação e prestígio da escola pública. […]

Vital Moreira, Público, 14-12-2010

Mas, tudo isto, porque foi possível contar com uma ministra de excepção e uma maioria parlamentar. Doutro modo, nada feito.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Castilho também foi PISAdo…


... E não gostou. E, como ninguém lhe ganha a palma em desonestidade intelectual, também desta vez se não conteve, segundo a seguinte declaração ao Público de 11-12-2010: “São os governos que dizem à OCDE quais são as escolas que devem entrar neste estudo e eu não concordo com isso”.

Ora, na página ao lado o Público, onde Castilho debita com regularidade azedas xaropadas sobre a política da educação, à pergunta “Como foram seleccionados [os alunos]?” a resposta é a seguinte: “De maneira aleatória, por uma empresa paga pela OCDE. O Ministério da Educação forneceu uma base de dados com todas (sublinhado meu) as escolas do ensino básico e secundário, frequentadas por alunos de 15 anos”. E à pergunta “Como foram seleccionadas as escolas?” a resposta é “Mais uma vez, de uma forma aleatória, tendo em conta critérios de estratificação. Na amostra, estão representadas escolas grandes, pequenas, do litoral, do interior, públicas e privadas. A amostra tem que ser representativa da realidade do país”.

Mas Castilho, confessa, não é “” da OCDE. E tanto melhor para esta, digo eu. Porque nada como separar as águas. E Castilho fica bem melhor ao lado dos Guinotes, dos Crespos, dos Nogueiras, dos Bernardinos e outros que tais e a quem a história não reservará uma sílaba, menos ainda uma palavra.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Estado Social a par de um Estadão?


“O Estado Social deve existir para quem dele necessita e não para todos de forma indiscriminada, porque é inviável e injusto”.

Cristina Casalinho

Jornal de Negócios, conforme citação do Público de 11-12-2010

E, sendo assim, teremos que ter dois estados. O Estado Social para quem dele precisa, o… Estadão, para quem está bem na vida e que, certamente, fará a caridadezinha de aturar o primeiro.

Logo: uma nação, dois Estados, um deles alimentado pelas migalhas que o outro permita. Vê-se bem ao lado de que Estado está quem tal sugere.

Só que o Estado é apenas um e, quando Social, é e deve ser para todos, incluindo os defensores de um estado à parte para os coitadinhos. E só quando é para todos o Estado Social pode responder ao bem comum porque, sendo de todos, de todos exige o melhor empenho na sua defesa. Um Estado Social apenas para os coitadinhos seria uma entidade indefesa, nas mãos dos adeptos do Estadão.

O Estado Social não pode ser assimilado a um qualquer albergue dos desprotegidos, para os quais bastaria pouco, e este pouco subordinado aos vorazes apetites de quem nunca se encontra satisfeito com o muito que tem. E quando, o muito que têm, é conseguido através da exploração dos desprotegidos.

O Estado ou é Social ou não é. Mas os desprotegidos dispensarão sempre, por uma questão de dignidade, a magnanimidade dos poderosos, dos seus exploradores.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Calos de Crespo de novo PISAdos…


Como não sou ingénuo mas, sobretudo, porque Crespo o não é, tenho que registar o novo azar da boquinha bico de pato. Porque o resultado lhe saiu ao contrário das suas pretensões.

É que, ao convidar, para cerca de 45 minutos de conversa, Marçal Grilo e David Justino - ex-ministros mas, sobretudo, grandes conhecedores do tema educação e pessoas que pensam pela sua cabeça -, Crespo esperava, juro, que fossem questionados, desvalorizados, amesquinhados, no mínimo relativizados, os resultados do PISA / OCDE.

E aconteceu que nunca vi, por pessoas que conhecem e sabem do que falam, elogios tão rasgados ao que se fez no campo da educação nos últimos 15 anos, aos mais diversos níveis e que, por isso, se congratulavam de forma exuberante com os resultados obtidos.

De novo com reconhecimento do mérito dos professores, das escolas, das famílias e das políticas governamentais.

E estou a imaginar o sorriso de satisfação da melhor ministra dos últimos tempos, igualmente a mais atacada. Que Sócrates nunca deveria ter deixado cair.

Neste segundo round, de novo Crespo ficou com os calos PISAdos. E agora que escolha entre a apreciação de Bernardino – um perito em matéria de educação democrática norte-coreana - e a destes seus convidados de hoje.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Os resultados do PISA e a danação de Crespo


Lê-se hoje no Público que, segundo o relatório da OCDE, Portugal foi o país da OCDE que mais progrediu nos 3 domínios avaliados: literacia de leitura, matemática e científica.

E foi a OCDE quem escolheu as escolas e os alunos a avaliar.

No conjunto, ainda segundo o Público, Portugal ficou à frente da Alemanha, Áustria, Bélgica, Eslováquia, Espanha, França, Grécia, Itália, Luxemburgo, República Checa e Reino Unido.

A ministra gostou e distribuiu os méritos pelos professores, direcções das escolas, famílias e, claro, a política educativa seguida: bibliotecas escolares, Plano Tecnológico, Plano Nacional de Leitura, Plano de Acção para a Matemática, modernização do parque escolar, a cultura de avaliação (provas de aferição, exames nacionais, avaliação do corpo docente e avaliação externa das escolas).

Miguel Abreu, Presidente da Sociedade Portuguesa de Matemática, ficou “satisfeito”. Pelo seu lado, Paulo Feytor Pinto, Presidente da Associação de Professores de Português, considerou-se “muito feliz”.

Estas entidades, juntamente com a OCDE, são, naturalmente idóneas e independentes nos seus juízos.

Mas Crespo ficou histérico, com o risco da tromba dar em trombose.

E pediu socorro porque a verdade era a causa do seu mal. Chama Nuno Crato, porque – disse ele – números é com o Crato. No entanto, apesar do seu prolongado estágio no Plano Inclinado (é o plano em que Crespo se sente à vontade, quase a arrastar-se pelo chão), Crato teve que reconhecer que houve progresso, que havia razão para se estar satisfeito, embora haja ainda muito a fazer. Com um ou outro comentário, lá foi dando algum conforto a Crespo, uns paliativos que ajudarão este figurão a recuperar um pouco.

Mas tão ridículo quanto Crespo foi o Bernardino para quem aquele progresso nada tem a ver com as medidas do governo. Ele não o disse, mas suspeito que apenas a modéstia o impediu de expressar a contribuição fundamental que tem dado a Festa do Avante e, quanto à leitura, o jornal que dá nome à festa.

Aqueles cujo contributo para estimular o ego é nulo são os mais ferozes em questionar qualquer progresso. Como o faria qualquer pulha. Mas este fá-lo-ia de borla.

HISTÓRIA DO NATAL DIGITAL

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

A César apenas o que é de César


As autonomias da Madeira e dos Açores são tributárias da enorme solidariedade social e económica do Continente, particularmente através de vultosas transferências financeiras. Assim, sob a égide da solidariedade, são os continentais quem suporta muito do que tem sido possível fazer pelos habitantes daquelas regiões autónomas.

E nada a questionar, muito embora haja regiões no Continente bem mais desfavorecidas que outras da Madeira e Açores.

Por isso se estranha a atitude de Carlos César quando decide compensar os cortes dos ordenados da função pública, pondo em causa uma medida quanto à qual não deveria haver excepções. E mais se estranha que afirme que tal medida não custa nada aos contribuintes, como se o dinheiro que para isso dispõe esteja a sair do seu bolso. Como se tais recursos não fossem de todos os contribuintes e, sobretudo, dos contribuintes do Continente onde os funcionários públicos terão que aguentar com as consequências de uma medida que é para todos e não apenas alguns.

Já não basta, para além das transferências financeiras, que exista um regime fiscal mais favorável, que se tenham perdoado dívidas.

Se a ingratidão pesasse, os Açores iriam ao fundo. Por culpa de César.

E temos que assim se começam a dar sinais evidentes do que vai ser a execução do OE, se ninguém travar isto.

Gostaria que se evitasse uma intervenção do FMI. Mas César está mesmo a pedi-las.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Almas especiais, segundo Freitas do Amaral

À saída de um serviço fúnebre – missa por Sá carneiro e, tinha que ser, por Adelino Amaro da Costa – Freitas do Amaral afirmou mais ou menos isto: tratou-se de uma missa em memória das 7 pessoas (falecidas no acidente de Camarate), especialmente por duas. As duas especiais são as já citadas.

E temos que há almas especiais e… almas danadas. Aliás, tivessem as especiais sobrevivido e já há muito – que isto foi há 30 anos – ninguém ligaria às danadas, salvo os mais íntimos, nem se voltaria a falar da reabertura do inquérito, que já vai na enésima comissão parlamentar.

Resta agora ao Altíssimo fazer por lá a distinção entre almas, caso a missa tenha servido para alguma coisa para além da exibição – momentânea e pública, claro - do pesar dos de sempre e para quem, não manter esta agenda da missinha, poderia ser politicamente inconveniente.

O que vale é que Deus é grande.


quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Dia da Restauração ou do restaurador olex?


Crespo convidou para o seu programa D Duarte, a propósito da Restauração. Mas mais acertado seria convidar um anónimo – legítimo sucessor do povo de então – porque a nobreza de então, na sua maioria, esteve com os Filipes. A bem dos seus interesses.

Mas espanta ver aquela boquinha de pato a destacar a biografia do pretendente: piloto de helicópteros militares, licenciado em agronomia, com uma pós-graduação na Suíça e, daí, dar a entender que este currículo permite concluir estar D Duarte em condições de assumir altas funções, quem sabe se as de rei ou presidente.

Se assim fosse, quantos candidatos, e mais qualificados, não haveria por aí?

Este vassalo Crespo não tem emenda. Por isso, fica candidato a aio ou bobo da corte, se D Duarte não arranjar melhor.