segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Valha-nos o Provedor, aos domingos!

Ontem, o Público, jornal de referência pelo rigor e independência com que trata, militantemente, os ódios de estimação de JMF, dedicava uma página inteira ao caso Freeport. Desta vez sem chamada para a primeira página, como aconteceu com a brilhante peça de Clara Viana, na véspera.
No caso, a crónica incómoda para o director do Público apenas viu a luz do dia porque se trata do Provedor do leitor. Toda sobre o caso Freeport e a que se seguirá, segundo anuncia Joaquim Vieira, uma outra, no próximo domingo.
As crónicas de Joaquim Vieira são, em geral, espinhas cravadas nas gargantas dos jornalistas do Público e, em especial, na do seu director. Porque, para além do mais, Vieira cita constantemente o estatuto editorial do jornal, há muito queimado por JMF, para confrontar este com aquele. Mas, lidas as explicações, há muito que o estatuto editorial é ele, JMF.
Como lhe deve doer isto: "A livre informação não implica que um jornal amante do rigor e da independência não procure ser isento". E isto, com que termina a crónica de ontem: "A verdade é que se indicia aqui um inconfessado desejo de incriminação de J.S. Para bem da credibilidade do PÚBLICO e da seriedade do seu tratamento de tema tão sensível (que no próximo domingo nerecerá nova abordagen do provedor), era bom não existir tal intenção."
E agora José?
Despedir o provedor não está, felizmente, ao alcance de JMF. Largar o lugar de director há muito que é um caso de mera higiene. Eu já o teria feito, depois de ler o provedor, sobre gafes, plágios, erros grosseiros no uso da língua, faltas de isenção, condicionamento do contraditório, sistemático desrespeito pelo estatuto editorial, campanhas pessoais contra odiozinhos de estimação de JMF.
Mas parece que apenas o completo afundanço comercial do Público permitirá tal milagre.

3 comentários:

Milu - miluzinha.com disse...

A vida não deve de estar fácil para os jornais. Com o recurso à Internet, o volume de vendas deve de ter descido vertiginosamente! Ora culpar José Sócrates tornou-se um filão demasiadamente apelativo! Com tantos ódios germinados era de esperar! A imprensa substituiu o tribunal!

lino disse...

Há vários anos que cortei com a leitura dos jornais portugueses, limitando-me à revista Visão, até ver. Até tenho o Público disponível gratuitamente, mas não gosto de conspurcar as mãos e a mente.

Arriaga disse...

Também eu aproveitei o Freeport para ficar Journal free. Ando a ler coisas mais interessantes. E isso, quer queiram quer não, devo-o ao JMF e seus apaniguados.

Um grande Bem Haja.